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15/09/2008 14:25
Amar é possuir o maior dom de Deus
«Amar é possuir o maior dom de Deus, porque é possuir o próprio Deus.Quem Me ama guardará a minha palavra, e meu Pai o amará; nós viremos a ele e faremos nele a nossa morada (Jo 14, 23). É a posse de Deus, e nós mergulhados em Deus; é o amor de Deus em nós, comunicado pela presença das Três Pessoas divinas, que nos hão-de levar a viver submersos no oceano da vida sobrenatural, seguindo sempre o caminho apontado pela luz da palavra de Deus.»
Irmã Lúcia
enviada por Ernesto
03/09/2008 08:19
O direito de se ter uma família !
1. Toda pessoa tem o direito de ter a sua vida acolhida.
2. Toda pessoa tem o direito de ter a sua família.
3. Toda pessoa tem o direito de ter o seu pai.
4. Toda pessoa tem o direito de ter a sua mãe.
5. Toda pessoa tem o direito da unidade e integridade do seu lar.
6. Toda pessoa tem o direito de viver junto com os seus pais.
7. Toda pessoa tem o direito de ser amada por eles.
Privar alguém desses direitos magnos já se configura como um ato de extrema violência praticado contra a dignidade e o valor de cada pessoa humana.
enviada por Ernesto
05/08/2008 08:51
«São cegos a conduzir outros cegos»
«Eu sou a luz do mundo; quem Me segue não andará nas trevas» (Jo 8,12). De facto o Senhor ilumina aqueles que estão cegos. Nós, irmãos, somos iluminados, desde esta vida, pelo colírio da fé. O Senhor começou por misturar a sua saliva com terra para com ela ungir os olhos do cego de nascença (Jo 9,6). Também nós, filhos de Adão, somos cegos de nascença e precisamos que o Senhor nos ilumine. Ele mistura a sua saliva com terra: «E o Verbo fez-se homem, e veio habitar connosco» (Jo 1,14) [...].
Vê-lo-emos face a face. «Agora, diz o apóstolo Paulo, vemos como num espelho, de maneira confusa; depois, veremos face a face; agora, conheço de modo imperfeito; depois, conhecerei como sou conhecido» (1 Cor 13,12). São João também diz na sua epístola: «Caríssimos, agora já somos filhos de Deus, mas não se manifestou ainda o que havemos de ser. O que sabemos é que, quando Ele se manifestar, seremos semelhantes a Ele, porque O veremos tal como Ele é» (1 Jo 3,2). Eis a promessa que te é feita: se amas, segue-O, portanto.
Amo-O, dir-me-ás, mas por que caminho O seguir? [...] Perguntas pelo caminho que se deve tomar? Escuta o Salvador a dizer-te, logo: «Eu sou o Caminho». Onde vai dar este caminho? «Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida» (Jo 14,6) [...]. Não te é dito: esforça-te por procurar o caminho que conduz à verdade e à vida; não, não é isso que te é dito. Levanta-te, preguiçoso, o caminho em pessoa veio encontrar-te. Ele despertar-te-á do teu sono, se ouvires a sua voz a dizer-te: «Levanta-te e anda» (Mt 9,5).
Santo Agostinho
enviada por Ernesto
03/08/2008 17:32
"Dai-lhes vós mesmos de comer"
« O pão que Eu hei-de dar é a minha carne que Eu darei pela vida do mundo » (Jo 6, 51). Com estas palavras, o Senhor revela o verdadeiro significado do dom da sua vida por todos os homens; as mesmas mostram-nos também a compaixão íntima que Ele sente por cada pessoa.
Na realidade, os Evangelhos transmitem-nos muitas vezes os sentimentos de Jesus para com as pessoas, especialmente doentes e pecadores (Mt 20, 34; Mc 6, 34; Lc 19, 41). Ele exprime, através dum sentimento profundamente humano, a intenção salvífica de Deus que deseja que todo o homem alcance a verdadeira vida. Cada celebração eucarística actualiza sacramentalmente a doação que Jesus fez da sua própria vida na cruz por nós e pelo mundo inteiro. Ao mesmo tempo, na Eucaristia, Jesus faz de nós testemunhas da compaixão de Deus por cada irmão e irmã; nasce assim, à volta do mistério eucarístico, o serviço da caridade para com o próximo, que « consiste precisamente no facto de eu amar, em Deus e com Deus, a pessoa que não me agrada ou que nem conheço sequer.
Isto só é possível realizar-se a partir do encontro íntimo com Deus, um encontro que se tornou comunhão de vontade, chegando mesmo a tocar o sentimento. Então aprendo a ver aquela pessoa já não somente com os meus olhos e sentimentos, mas segundo a perspectiva de Jesus Cristo ».(240) Desta forma, nas pessoas que contacto, reconheço irmãs e irmãos, pelos quais o Senhor deu a sua vida amando-os « até ao fim » (Jo 13, 1).
Por conseguinte, as nossas comunidades, quando celebram a Eucaristia, devem consciencializar-se cada vez mais de que o sacrifício de Jesus é por todos; e, assim, a Eucaristia impele todo o que acredita n'Ele a fazer-se « pão repartido » para os outros e, consequentemente, a empenhar-se por um mundo mais justo e fraterno. Como sucedeu na multiplicação dos pães e dos peixes, temos de reconhecer que Cristo continua, ainda hoje, exortando os seus discípulos a empenharem-se pessoalmente: « Dai-lhes vós de comer » (Mt 14, 16). Na verdade, a vocação de cada um de nós consiste em ser, unido a Jesus, pão repartido para a vida do mundo.
PAPA BENTO XVI
enviada por Ernesto
02/08/2008 20:31
Diversidade de Ministérios na Igreja Missionária
O Apóstolo Paulo nos apresenta uma Igreja viva, dinâmica e unida no Espírito para o bem de todos: "Há diversidade de dons, mas o Espírito é o mesmo. Há diversidade de ministérios, mas o Senhor é o mesmo. Há diferentes atividades, mas é o mesmo Deus que realiza tudo em todos. A cada um é dada a manifestação do Espírito, em vista do bem de todos" (1Cor, 4-7).
Este dinamismo de ministérios e vocações se manifesta na Igreja do Brasil no mês de agosto. Semana após semana somos convocados à oração, reflexão e ação nas comunidades sobre o tema das vocações: na primeira semana, é nos apresentada a vocação para o ministério ordenado (diáconos, padres e bispos); na segunda, a vocação para a vida em família, em atenção ao dia dos pais; na terceira, a vocação para a vida consagrada (religiosos e religiosas, consagrados e consagradas seculares) e, na quarta, a vocação para os ministérios e serviços na comunidade.
A Diocese de Santos vivencia esta dinâmica vocacional. No dia 04 de agosto, Dia do Padre, neste ano temos um motivo a mais para celebrar, pois três novos sacerdotes se unem no ministério sacerdotal aos que vêm desempenhando com alegria e dinamismo este múnus de tão grande relevância para o povo de Deus, em unidade com o Bispo Diocesano e em comunhão com o Bispo Emérito, D. David Picão, que, por sinal, acaba de comemorar 48 anos de ordenação episcopal, no dia 31 de julho p.p..
A mensagem do Prefeito da Congregação para o Clero, Cardeal Dom Cláudio Hummes, vem animar esta comemoração e dar-lhe especial destaque: "Vós, caros irmãos presbíteros, sois a grande riqueza, o dinamismo, a inspiração pastoral e missionária, lá na base, onde vivem em comunidade nossos batizados". E põe em relevo a missão para todo o Povo de Deus e, sobretudo para os sacerdotes: "A Igreja é por natureza missionária. "Assim, a Igreja sabe que não pode permanecer em casa e limitar-se a acolher e evangelizar os que a procuram em suas comunidades e igrejas. É preciso levantar-se e ir em busca, lá onde as pessoas e as famílias residem, vivem e trabalham. Ir também a todos os serviços, organizações, instituições e âmbitos da sociedade humana... Os presbíteros são a grande força propulsora da vida cotidiana das comunidades locais. Quando os presbíteros se movem, a Igreja se move". Os diáconos permanentes também estão a serviço ao Povo de Deus, escolhidos para o serviço da Caridade e da Palavra.
Com a celebração do Dia dos Pais, tem início a Semana da Família. A família, "patrimônio da humanidade" é o berço da vida e do amor e uma escola de humanização. É uma igreja doméstica, onde crescem o amor, a oração, o perdão e os grandes valores espirituais. Na família a vida é gerada, nasce, cresce e se desenvolve desde o início até seu fim natural. Ela é sacrário da vida;
Na terceira semana, rezamos e refletimos sobre a vida consagrada: homens e mulheres descobrem em Jesus o élan de se entregar decididamente ao amor e à missão, dentro de carismas específicos. Que riqueza de dons podemos ver em ação na Igreja!
E na última semana, refletimos sobre as vocações e serviços nas comunidades. Quantas pessoas dedicadas à catequese, às pastorais e ao anúncio de Jesus e de seu evangelho na visita às famílias, aos hospitais e às escolas! Quantos jovens se doam ao Reino de Deus porque o descobrem como um tesouro para o qual vale a pena deixar tudo.
Nesta tão grande diversidade de dons, ministérios e atividades, Deus realiza tudo em todos em vista do bem comum. Conduz os discípulos missionários à comunhão e á missão: "A vocação ao discipulado missionário é con-vocação à comunhão em sua Igreja. Não há discipulado sem comunhão...A Igreja cresce, não por proselitismo mas por 'atração': como Cristo 'atrai tudo para si' com a força do amor" (cfr DA, 156-159). "Só uma Igreja missionária e evangelizadora experimenta a fecundidade e a alegria de quem realmente realiza sua vocação. Por isso, o Apóstolo Paulo podia afirmar com vigor: Anunciar o Evangelho não é título de glória para mim. É, antes, uma necessidade que se me impõe. Ai de mim se não evangelizar". (Diretrizes Gerais da CNBB, 210). Nossa Senhora Aparecida abençoe sacerdotes, diáconos, religiosos e religiosas, ministros e ministras de nossas comunidades! E suscite novas vocações de discípulos missionários!
Dom Jacyr Francisco Braido
enviada por Ernesto
26/07/2008 20:49
SANTA ANA E SÃO JOAQUIM PAIS DE MARIA E AVÓS DE JESUS
É difícil relatar com fidelidade a história deste casal escolhido por Deus para gerar a mais especial de todas as mulheres, Maria, a Mãe de Jesus e nossa Mãe celestial!
A história fidedigna de Maria e de seus pais, só conheceremos, quando Nossa Senhora autorizar a publicação dos relatos que fez de sua própria vida, durante exatos três anos e três meses (de 7 de janeiro de 1982 a 10 de abril de 1985),à vidente de Medjugorje Vicka Ivankovic,os quais são hoje cuidadosamente guardados em 3 cadernos, até que Maria avise o momento oportuno de divulgá-los.
Os estudiosos e historiadores, afirmam com base em documentos antigos, que Joaquim, cujo nome vem do hebraico e significa: preparação de Javé era um homem de posses, descendente direto do rei Davi e parente próximo de São José, que veio a ser esposo de Maria e pai terreno de Jesus.
Joaquim pode servir de exemplo para os esposos de hoje, por amar Ana com tal zelo que suportou por 40 anos toda espécie de humilhações por sua esposa não poder dar-lhe filhos.
Era ponto de honra, na época, um homem possuir herdeiros e uma esposa fértil. Considerada infértil Ana fazia recair sobre o esposo a vergonha e o estigma de ser amaldiçoado por Deus.
Por ser um homem de oração e temente a Deus, sempre fazia ofertas no templo, e como possuía muitos rebanhos, levou uma novilha ao sacerdote, mas este, considerando a oferta vinda de mãos indignas não a aceitou.
Em profunda tristeza, São Joaquim retirou-se para o deserto por 40 dias para orar, jejuar e fazer penitência, rogando a Deus um filho, um milagre!Fez o que hoje Maria nos pede em Medjugorje (oração, jejum, penitência) e pela sua fé, Deus enviou-lhe um anjo que o avisou que já poderia retornar à sua casa porque lhe seria concedido um (a) filho (a) como benção do Senhor!
Ana, cujo nome também vem do hebraico e significa graça, angustiada pelo sumiço do marido, rezou a Deus implorando que a fizesse fértil a fim de retirar a humilhação que pesava sobre o esposo tão bondoso e amado por ela.
Viu também um anjo que a disse que teriam um (a) filho (a) e este (a) seria honrado (a) e louvado (a) em todo o mundo!
Ela respondeu: Se Deus vive e se eu conceber um filho ou filha, será um dom do meu Deus e eu servirei a Ele toda a minha vida!.
Ana já tinha 39 anos, idade avançada para uma primeira gravidez, mas, Deus a abençoara. Já não suportava mais as cobranças e humilhações até mesmo por parte de seu Pai, um judeu chamado Akar que tinha vindo morar em Nazaré com ela e sua mãe.
O NASCIMENTO DE MARIA
Quando Maria nasceu era dia 5 de agosto. Essa data foi dita por Nossa Senhora aos videntes também em Medjugorje durante uma aparição, em agosto de 1984. Nessa ocasião disse que faria 2000 anos e que gostaria que fizessem um tríduo de orações pelas suas intenções antes do dia 5. Pediu que rezassem terços. Portanto, este ano Maria Santíssima fará 2023 anos.
Com a idade de 3 anos ,SantAna levou sua filha Maria ao templo,como prometera a Deus e lá a mesma permaneceu até a idade de 12 anos.
O nome Maria, também de origem hebraica significa: senhora da luz.
São Joaquim e Santa Ana viveram até que vissem o nascimento de Jesus e o avô faleceu logo após a apresentação do neto ao templo com 12 anos.
São Joaquim e Santa Ana rogai por nós!
enviada por Ernesto
26/07/2008 20:24
Bento XVI lança vários desafios aos jovens em Sydney
Por José Caetano
SYDNEY, segunda-feira, 21 de julho de 2008 (ZENIT.org).- O Papa Bento XVI deixou inúmeros desafios aos jovens peregrinos que se reuniram em Sydney para a XXIII Jornada Mundial da Juventude, que se encerrou nesse domingo, com o tema: «Recebereis a força do Espírito Santo, que virá sobre vós, e sereis minhas testemunhas».
No início das atividades públicas na Austrália, durante seu discurso na Government House de Sydney, na cerimônia oficial de boas-vindas, que aconteceu na quinta-feira, 17 de julho, o Santo Padre realizou já seu primeiro apelo: «Através da ação do Espírito, possam os jovens aqui reunidos para a Jornada Mundial da Juventude ter a coragem de se tornarem santos! Mais do que qualquer outra coisa, o mundo precisa disto».
Depois, no mesmo dia, ao acolher os jovens no cais de Barangaroo, quis primeiramente lançar um chamado aos jovens não-católicos, para que se aproximem «do abraço amoroso de Cristo» e reconheçam a Igreja como sua casa». No mesmo discurso, voltando-se aos jovens cristãos, o Papa os chama a serem testemunhas da esperança oferecida pelo Evangelho de Jesus Cristo, «uma visão da vida onde reine o amor, onde os dons sejam partilhados, onde se construa a unidade, onde a liberdade encontre o seu próprio significado na verdade, e onde a identidade seja encontrada numa comunhão respeitosa».
No dia seguinte, o Papa encontrou-se com jovens da comunidade de recuperação da Universidade Notre Dame de Sydney. Os jovens, apesar da pouca idade, já atravesaram duras experiências marcadas pelo álcool, as drogas ou pela tentação do suicídio. A eles, o pontífice lançou o encargo de serem «embaixadores de esperança para quantos se encontram em idênticas situações».
A juventude Chamada a ser testemunha de Cristo
«Com a força do Espírito Santo, escolhei a vida, escolhei o amor e sede diante do mundo testemunhas da alegria que daí jorra», falou ao final do encontro.
Na manhã do sábado, dia 19, o Papa celebrou uma missa junto aos bispos, seminaristas, religiosos e religiosas australianos, e dirigindo-se especialmente aos jovens seminaristas e noviços, desafia-os a que «não tenhais medo! Acreditai na luz. Tomai a peito a verdade que ouvimos hoje na segunda leitura: Jesus Cristo é o mesmo ontem, hoje e sempre. A luz da Páscoa continua a afugentar as trevas.»
Já nesse mesmo dia, à noite, no hipódromo de Randwick, ao encontrar-se com 235 mil peregrinos reunidos para a Vigília de Oração da JMJ, o Santo Padre explica que «estar verdadeiramente vivos é ser transformados a partir de dentro, permanecer abertos à força do amor de Deus. Acolhendo a força do Espírito Santo, podereis também vós transformar as vossas famílias, as comunidades, as nações». E conclui lançando o desafio: «Libertai estes dons. Fazei com que a sabedoria, o entendimento, a fortaleza, a ciência e a piedade sejam os sinais da vossa grandeza».
No último dia do evento que reuniu peregrinos do mundo todo, durante a Celebração Eucarística de encerramento da JMJ, o Santo Padre, em sua homilia, perguntou às mais de 400 mil pessoas ali presentes sobre «o que deixariam à próxima geração», e desafiou-as a serem «profetas desta nova era, mensageiros do seu amor, capazes de atrair as pessoas para o Pai e construir um futuro de esperança para toda a humanidade».
Ainda na homilia, o bispo de Roma lançou um desafio especial àqueles que sentem um chamado de Deus a se dedicarem à vida sacerdotal: «Não tenhais medo de dizer o vosso sim a Jesus, de encontrar a vossa alegria na realização da sua vontade, entregando-vos completamente para chegardes à santidade e pondo os vossos talentos a render para o serviço dos outros».
Por fim, logo após a oração mariana do Ângelus, na qual lembrou a proposta que Deus fez a Maria através do anúnio do Anjo, e para o qual ela disse sim, o Papa fez um apelo aos jovens, desejando que se encontrem na próxima Jornada Mundial da Juventude, que será em Madri, em 2011: «prestemos a Cristo o nosso jubiloso testemunho diante do mundo».
Fonte: Zenit Org.
enviada por Ernesto
21/07/2008 18:42

Nada os separe
Nada, mas nada neste mundo os tire um do outro,
nem pai, nem mãe, nem parente dele ou dela,
nem falsos amigos,
nem família possessiva ou interesseira,
nem traição, nem desânimo, nem crise conjugal,
nem paixão enlouquecida,
nem ciúme doentio, brutal e animalesco,
nem livros, nem escola, nem trabalho,
nem dinheiro, nem fama,
nem a turma de ontem, nem amigos de antigamente,
nem fofocas, nem calúnias, nem insinuações,
nem olhares lânguidos, nem escapadas, nem tentação,
nem música, nem televisão, nem aquela festa,
nem religião, nem filosofia, nem ideologia,
nada, absolutamente nada os separe.
E que os separar seja maldito
e quem tentar destruir seu amor seja maldito
e quem sujar seu amor seja maldito.
Seja bendito quem os aproximar
ainda mais um do outro.
Quem os levar ao perdão e à reconciliação.
Bendito quem os ajudar a redescobrir o fogo de ontem.
Abençoado quem puser juízo na cabeça,
do que feriu ou quis ir embora.
Sejam muitos indivíduos, mas uma só família
como Deus é três pessoas, mas um só Deus.
A palavra é juntos
aqui, agora e por todo o sempre.
Pe. Zezinho, scj
enviada por Ernesto
17/07/2008 11:20

O mal não é somente uma deficiência, mas uma eficiência, um ser vivo, espiritual, pervertido e pervertedor. Uma terrível realidade. Misteriosa e pavorosa. Sai do ensinamento bíblico e da Igreja quem rejeita a sua existência ou ensina como sendo uma pseudo-realidade, ou somente uma maneira para explicar as causas do mal... O diabo é homicida desde o princípio... pai da mentira, como é definido pelo Cristo.
Papa Paulo VI
enviada por Ernesto
17/07/2008 10:35
"Aprendei de mim"
«Aprendei de mim, porque sou manso e humilde de coração e encontrareis descanso para o vosso espírito»
O Senhor ama os homens, mas fá-los passar por provações. Assim, eles poderão reconhecer a sua própria impotência e humilhar-se e, graças à humildade, receber o Santo Espírito. E com o Santo Espírito tudo está bem, tudo se enche de alegria [...] Aquele que vive em humildade contenta-se com tudo o que lhe acontece, porque o Senhor é a sua riqueza e alegria; todos os homens se espantarão com a beleza da sua alma.
Dizes: «A minha vida está cheia de sofrimento». Mas responder-te-ei, ou melhor, é o próprio Senhor a dizer-to: «Sê humilde, e verás que as provações se transformarão em repouso», de tal maneira que tu próprio te espantarás e dirás: «Por que estava eu, dantes, tão atormentado e aflito?» Agora és feliz porque te tornaste humilde e porque a graça divina veio até ti; agora, ainda que estejas só na pobreza, a alegria não te deixará, porque tens na alma aquela paz acerca da qual disse o Senhor: «Deixo-vos a paz; dou-vos a minha paz» (Jo 14,27). É assim que o Senhor dá a paz às almas humildes.
São Siluane
enviada por Ernesto
16/07/2008 11:21
Nossa Senhora do Carmo
A festa de Nossa Senhora do Carmo recorda a instituição do Santo Escapulário que a Virgem entregou a São Simão Stock, Geral dos Carmelitas, a 16 de julho de 1251, dizendo:
"Meu filho querido, recebe este Escapulário, privilégio que concedo para todos os Carmelitas, sinal de minha fraternidade, salvação nos perigos, penhor de paz e de eterna aliança.Todo aquele que com este hábito piedosamente morrer, não sofrerá o fogo eterno, assim como os irmãos que houverem ido para o Purgatório, dali Eu os libertarei no sábado seguinte à sua morte."
O escapulário é uma veste comum a muitas congregações religiosas mas particularmente distintiva da Ordem dos Carmelitas. Impõe-se hoje também um escapulário de formato pequeno a pessoas que não pertencem a congregações, para lhes permitir que participem das grandes Graças que a ele estão ligadas; entre outras, o privilégio sabatino.
Em sua bula chamada Sabatina, o Papa João XXII afirma que aqueles que usarem o escapulário serão depressa libertados das penas do purgatório no sábado que se seguir à sua morte. Numa bula de 11 de fevereiro de 1.950, Pio XII convidava a "colocar em primeiro lugar, entre as devoções marianas, o escapulário que está ao alcance de todos"; entendido como veste mariana, esse é de fato um ótimo símbolo da proteção da Mãe celeste, enquanto sacramental extrai o seu valor das orações da Igreja e da confiança e amor daqueles que o usam.

Oração a Nossa Senhora do Carmo
Ó Santíssima Imaculada Virgem Maria, ornamento e glória do Monte Carmelo, Vós que velais tão particularmente sobre os que trazem vosso sagrado Hábito, velai também, bondosa, sobre mim, e cobri-me com o manto de Vossa maternal proteção. Fortalecei minha fraqueza com o Vosso poder, e dissipai, com a Vossa luz, as trevas do meu coração.
Aumentai em mim a fé, a esperança e a caridade. Ornai minh'alma com todas as virtudes, a fim de que ela se torne sempre mais amada de Vosso Divino Filho. Assisti-me durante a vida, consolai-me com a Vossa Amável presença na hora da morte, e apresentai-me à Santíssima Trindade, como Vosso filho e fiel servo Vosso, para que eu possa louvar-Vos eternamente no Céu.
Assim seja.
(3 Ave-Marias, 1 Glória)
Oração a Nossa Senhora do Carmo
para alcançar uma graça
Senhora do Carmo, Mãe da Família Carmelitana e Estrela do Mar, que o Santo Escapulário atraia sobre mim o Vosso olhar, seja ele o sinal de Vossa especial proteção nas dificuldades e desafios do Novo Milênio.
Virgem do Carmo, Mãe dos pobres e dos Mártires da América Latina, assim como ouvistes a súplica de Santa Teresa Benedita da Cruz e de São Simão, inclinai propício Vossos ouvidos às minhas preces e aos meus pedidos (fazer o pedido).
Rainha da Paz e Mãe dos Missionários, cobri-nos com o Vosso manto sagrado, revesti-nos com o Santo Escapulário. Graças Vos dou por me haverdes atendido. (Ler Lc 1, 46-56; rezar 1 Ave-Maria)
enviada por Ernesto
12/07/2008 12:32
«Mas Eu digo-vos: amai os vossos inimigos e rezai por aqueles que vos perseguem»
«A partir do momento em que vos declarardes Meus servidores, tendes de esperar perseguições. Eu fui perseguido durante toda a vida. Tendes de receber as perseguições com alegria, como sinais preciosos da vossa semelhança Comigo, como imitação do vosso bem-amado; de as suportar com calma, cientes de que elas acontecem porque Eu as permito, e de que só vos atingirão na medida em que Eu o permitir, de que, sem Minha autorização, nem um cabelo da vossa cabeça pode cair. De as aceitar [...] dando as boas-vindas a tudo quanto vos acontece, dado que tudo aquilo que acontece contribui, de uma maneira ou de outra, para a glória de Deus. De as sofrer com coragem, oferecendo os vossos sacrifícios a Deus como holocausto para Sua glória. [...] De as sofrer rezando pelos vossos perseguidores, dado que também eles são filhos de Deus, que Deus quer que se salvem, e que Eu dei o meu sangue para os salvar. Eu próprio vos dei o exemplo de rezar por todos os homens, incluindo os que são nossos perseguidores e nossos inimigos.»
Beato Charles de Foucauld
enviada por Ernesto
03/07/2008 12:32
Seguir Cristo

Quando Jesus, num momento crítico da sua vida, decidiu ir a Betânia para ressuscitar Lázaro, aproximando-se assim perigosamente de Jerusalém (cf. Mc 10, 32), Tomé disse aos seus condiscípulos: "Vamos nós também, para morrermos com Ele" (Jo 11, 16). Esta sua determinação em seguir o Mestre é deveras exemplar e oferece-nos um precioso ensinamento: revela a disponibilidade total a aderir a Jesus, até identificar o próprio destino com o d'Ele e querer partilhar com Ele a prova suprema da morte. De facto,... quando os Evangelhos usam o verbo "seguir" é para significar que para onde Ele se dirige, para lá deve ir também o seu discípulo. Deste modo, a vida cristã define-se como uma vida com Jesus Cristo...: morrer juntos, viver juntos, estar no seu coração como Ele está no nosso.
Uma segunda intervenção de Tomé está registada na Última Ceia. Naquela ocasião Jesus, predizendo a sua partida iminente, anuncia que vai preparar um lugar para os discípulos para que também eles estejam onde Ele estiver; e esclarece: "E, para onde Eu vou, vós sabeis o caminho" (Jo 14, 4). É então que Tomé intervém e diz: "Senhor, não sabemos para onde vais, como podemos nós saber o caminho?" (Jo 14, 5)... Estas suas palavras fornecem a Jesus a ocasião para pronunciar a célebre definição: "Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida" (Jo 14, 6). Portanto, Tomé é o primeiro a quem é feita esta revelação, mas ela é válida também para todos nós e para sempre...
Ao mesmo tempo, a sua pergunta confere também a nós o direito, por assim dizer, de pedir explicações a Jesus. Com frequência nós não o compreendemos. Temos a coragem para dizer: não te compreendo, Senhor, ouve-me, ajuda-me a compreender. Desta forma, com esta franqueza que é o verdadeiro modo de rezar, de falar com Jesus, exprimimos a insuficiência da nossa capacidade de compreender, ao mesmo tempo colocamo-nos na atitude confiante de quem espera luz e força de quem é capaz de as doar.
Papa Bento XVI
enviada por Ernesto
02/07/2008 11:58
"O preciosíssimo Sangue de Cristo"
O mês de julho a Igreja dedica ao preciosíssimo Sangue de Cristo, derramado pelo perdão dos nossos pecados. E o dia 2 de julho é o dia do Sangue de Cristo. O Sangue de Cristo representa a Sua Vida humana e divina, de valor infinito, oferecida à Justiça divina para o perdão dos pecados de todos os homens de todos os tempos e lugares. Quem for batizado e crer, como disse Jesus, será salvo (Mc 16,16) pelo Sangue de Cristo.
Em cada Santa Missa a Igreja renova, presentifica, atualiza e eterniza este Sacrifício de Cristo pela Redenção da humanidade. Em média, a cada quatro segundos essa oferta divina sobe ao Céu em todo o mundo.
O Catecismo da Igreja ensina que mesmo que o mais santo dos homens tivesse morrido na cruz, seria o seu sacrifício insuficiente para resgatar a humanidade das garras do demônio; era preciso um sacrifício humano, mas de valor infinito. Só Deus poderia oferecer este sacrifício; então, o Verbo divino, dignou-se assumir a nossa natureza humana, para oferecer a Deus um sacrifício de valor infinito. A majestade de Deus é infinita; e foi ofendida pelos pecados dos homens. Logo, só um sacrifício de valor infinito poderia restabelecer a paz entre a humanidade e Deus.
"Mas eis aqui uma prova brilhante de amor de Deus por nós: quando éramos ainda pecadores, Cristo morreu por nós. Portanto, muito mais agora, que estamos justificados pelo seu sangue, seremos por ele salvos da ira" (Rm 5,8-9). São Pedro ensina que fomos resgatados pelo Sangue do Cordeiro de Deus, mediante "a aspersão do seu sangue" (1Pe 1, 2). "Porque vós sabeis que não é por bens perecíveis, como a prata e o ouro, que tendes sido resgatados da vossa vã maneira de viver, recebida por tradição de vossos pais, mas pelo precioso Sangue de Cristo, o Cordeiro imaculado e sem defeito algum, aquele que foi predestinado antes da criação do mundo." (1Pe1,19)
Ao despedir dos bispos de Éfeso, em lágrimas, S.Paulo pede que cuidem do rebanho de Deus contra os hereges que já surgiam naquele tempo, porque este rebanho foi "adquirido com o seu Sangue" (At 20,28).
Para os judeus a vida estava no sangue (cf. Lv 11, 17), e por isso eles não comiam o sangue dos animais; na verdade, a vida está na alma e não no sangue; mas para eles o sangue tinha este significado. É muito interessante notar que no dia da Páscoa, a saída do povo judeu do Egito, naquela noite da morte dos primogênitos, Deus, segundo o entendimento do povo, mandou que este passasse o sangue do cordeiro imolado nos umbrais das portas para que o Anjo exterminador não causasse a morte do primogênito naquela casa.
Este sangue do cordeiro simbolizava e prefigurava o Sangue de Cristo, da Nova e Eterna Aliança que um dia seria celebrada no Calvário. É por isso que S.João Batista, o Precursor de Jesus, ao anunciá-lo aos judeus vai dizer: "Este é o Cordeiro de Deus que tira os pecados do mundo" (Jo 1, 19). É a missão de Cristo, ser o Cordeiro de Deus imolado por amor dos homens.

É este Sangue de Cristo que nos purifica de todo pecado:
"Se, porém, andamos na luz como ele mesmo está na luz, temos comunhão recíproca uns com os outros, e o sangue de Jesus Cristo, seu Filho, nos purifica de todo pecado" (1Jo 1, 7). "Jesus Cristo, testemunha fiel, primogênito dentre os mortos e soberano dos reis da terra. Àquele que nos ama, que nos lavou de nossos pecados no seu Sangue e que fez de nós um reino de sacerdotes para Deus e seu Pai, glória e poder pelos séculos dos séculos! Amém." (Ap 1, 5)
"Cantavam um cântico novo, dizendo: Tu és digno de receber o livro e de abrir-lhe os selos, porque foste imolado e resgataste para Deus, ao preço de teu Sangue, homens de toda tribo, língua, povo e raça; e deles fizeste para nosso Deus um reino de sacerdotes, que reinam sobre a terra" (Ap 5, 9-10).
Os mártires derramaram o seu sangue por Cristo, na força do seu Sangue: "Mas estes venceram-no por causa do Sangue do Cordeiro e de seu eloqüente testemunho. Desprezaram a vida até aceitar a morte" (Ap 12, 11). O Apocalipse ainda nos mostra que os santos lavaram as suas vestes (as almas) no Sangue de Cristo: "Esses são os sobreviventes da grande tribulação; lavaram as suas vestes e as alvejaram no Sangue do Cordeiro" (Ap 7, 14).
Hoje esse Sangue redentor de Cristo está à nossa disposição de muitas maneiras. Em primeiro lugar pela fé; somos justificados por esse Sangue ensina S. Paulo: "Mas eis aqui uma prova brilhante de amor de Deus por nós: quando éramos ainda pecadores, Cristo morreu por nós. Portanto, muito mais agora, que estamos justificados pelo seu Sangue, seremos por ele salvos da ira" (Rm 5, 8-9).
Ele está à nossa disposição também no Sacramento da Confissão; pelo ministério da Igreja e dos sacerdotes o Cristo nos perdoa dos pecados e lava a nossa alma com o seu precioso Sangue. Infelizmente muitos católicos ainda não entenderam a profundidade deste Sacramento e fogem dele por falta de fé ou de humildade. O Sangue de Cristo perdoa os nossos pecados na Confissão e cura as nossas enfermidades espirituais e psicológicas.
Este Sangue está presente na Eucaristia: Corpo, Sangue, Alma e Divindade de Jesus. Na Comunhão podemos ser lavados e inebriados pelo Sangue redentor do Cordeiro sem mancha que veio tirar o pecado de nossa alma. Mas é preciso parar para adorá-lo no Seu Corpo dado a nós. Infelizmente muitos ainda comungam mal, com pressa, sem Ação de Graças, sem permitir que o Sangue Real e divino lave a alma pecadora e doente.
Prof. Felipe Aquino
enviada por Ernesto
02/07/2008 11:48

Homilia do Papa no Congresso Eucarístico de Québec
Senhores Cardeais
Excelências
Queridos Irmãos e Irmãs
Enquanto estais reunidos para o 49º Congresso Eucarístico Internacional, sinto-me feliz por chegar até vós através da televisão e por me unir assim à vossa oração. Antes de tudo, gostaria de saudar o Cardeal Marc Ouellet, Arcebispo de Quebeque, e o Senhor Cardeal Jozef Tomko, Enviado Especial para o Congresso, assim como todos os Cardeais e Bispos presentes. Transmito também as minhas cordiais saudações às personalidades da sociedade civil, que quiseram participar na liturgia. Dirijo o meu pensamento afectuoso aos sacerdotes, aos diáconos e a todos os fiéis presentes, assim como a todos os católicos de Quebeque, do Canadá inteiro e dos outros continentes. Não me esqueço que no corrente ano o vosso país celebra o quarto século da sua fundação. Trata-se de uma oportunidade para que cada um se recorde dos valores que animaram os pioneiros e os missionários no vosso país.
"A Eucaristia, dom de Deus para a vida do mundo": eis o tema escolhido para este novo Congresso Eucarístico Internacional. A Eucaristia é o nosso tesouro mais precioso. Ela é o sacramento por excelência; introduz-nos antecipadamente na vida eterna; contém em si todo o mistério da nossa salvação; é a fonte e o ápice da acção e da vida da Igreja, como recordava o Concílio Vaticano II (cf. Sacrosanctum concilium, 8). Portanto, é particularmente importante que os pastores e os fiéis se comprometam permanentemente a aprofundar este grandioso sacramento. Assim, cada um poderá confirmar a sua fé e cumprir cada vez melhor a missão que lhe é própria na Igreja e no mundo, recordando-se que existe uma fecundidade da Eucaristia na sua vida pessoal, na vida da Igreja e do mundo. O Espírito de verdade testemunha nos vossos corações; testemunhai também vós Cristo diante dos homens, como recita a antífona do aleluia desta Missa. Por conseguinte, a participação na Eucaristia não nos afasta dos nossos contemporâneos; pelo contrário, dado que é a expressão por excelência do amor de Deus, ela exorta-nos a comprometer-nos com todos os nossos irmãos para enfrentar os desafios presentes e para fazer do planeta um lugar onde é bom viver. Por isso, é preciso que lutemos sem cessar para que todas as pessoas sejam respeitadas desde a sua concepção até à sua morte natural, que as nossas sociedades ricas acolham as mais pobres, restituindo-lhes toda a sua dignidade, que cada pessoa possa alimentar-se e fazer viver a sua família, que a paz e a justiça resplandeçam em todos os continentes. Eis alguns dos desafios que devem mobilizar todos os nossos contemporâneos, e para os quais os cristãos devem haurir a própria força do mistério eucarístico.
"O Mistério da Fé": é isto que proclamamos em cada Missa. Gostaria que cada um assumisse o compromisso de estudar este grande mistério, especialmente revisitando e aprofundando, de maneira individual e em grupo, o texto conciliar sobre a Liturgia, Sacrosanctum concilium,para dar testemunho corajoso do mistério. Deste modo, cada pessoa alcançará uma melhor compreensão do significado de cada um dos aspectos da Eucaristia, entendendo a sua profundidade e vivendo-a com maior intensidade. Cada frase, cada gesto tem um significado que lhe é próprio e encerra em si um mistério. Espero sinceramente que este Congresso sirva de exortação a todos os fiéis, a assumirem um compromisso semelhante para a renovação da catequese da Eucaristia, de tal maneira que eles mesmos adquiram uma consciência eucarística genuína e, por sua vez, ensinem as crianças e os adolescentes a reconhecer o mistério fulcral da fé e a construir a sua vida à volta dele. Exorto especialmente os presbíteros a prestarem a devida honra ao rito eucarístico, e peço a todos os fiéis que respeitem o papel de cada indivíduo, tanto dos sacerdotes como dos leigos, no gesto eucarístico. A liturgia não nos pertence:é o tesouro da Igreja.
A recepção da Eucaristia, a adoração do Santíssimo Sacramento assim tencionamos aprofundar a nossa comunhão, preparando-nos para ela e prolongando-a permitem-nos também entrar em comunhão com Cristo e através dele e com toda a Trindade, a fim de nos tornarmos o que recebemos e de vivermos em comunhão com a Igreja. É recebendo o Corpo de Cristo, que recebemos a força "da unidade com Deus e de uns com os outros" (São Cirilo de Alexandria,In Ioannis Evangelium, 11, 11; cf. Santo Agostinho, Sermo 577). Nunca podemos esquecer que a Igreja está edificada em redor de Cristo e que, como já diziam Santo Agostinho, S. Tomás de Aquino e Santo Alberto Magno, no seguimento de São Paulo (cf. 1 Cor 10, 17), a Eucaristia é o sacramento da unidade da Igreja, porque todos nós formamos um único corpo, do qual o Senhor é a Cabeça. Temos que remontar sempre de novo à última Ceia na Quinta-Feira Santa, quando recebemos o penhor do mistério da nossa redenção na Cruz. A última Ceia é o locus da Igreja nascente, o seio que contém a Igreja de todos os tempos. Na Eucaristia, o sacrifício de Cristo é renovado constantemente e o Pentecostes torna-se sempre novo. Possam todos vós tornar-vos cada vez mais profundamente conscientes da importância da Eucaristia dominical, uma vez que o Domingo, o primeiro dia da semana, é o dia em que damos honra a Cristo, o dia em que recebemos a força para viver todos os dias o dom de Deus.
Gostaria de convidar também os pastores e os fiéis a prestarem uma atenção renovada à preparação para a recepção da Eucaristia. Não obstante a nossa debilidade e o nosso pecado, é em nós que Cristo deseja fazer a sua morada. Por isso, é necessário que realizemos tudo o que estiver ao nosso alcance para O receber com um coração puro, voltando a encontrar incessantemente, mediante o sacramento do perdão, a pureza que o pecado manchou, "pondo em sintonia a nossa alma e a nossa voz", em conformidade com o convite do Concílio (cf.Sacrosanctum concilium, 11). Efectivamente, o pecado, acima de tudo o pecado grave, opõe-se à acção da graça eucarística em nós. Por outro lado, aqueles que não podem receber a comunhão por causa da sua situação encontram, contudo, numa comunhão de desejo e na participação na Eucaristia uma força e uma eficácia salvífica.
A Eucaristia ocupa um lugar totalmente especial na vida dos Santos. Demos graças a Deus pela história de santidade do Quebeque e do Canadá, que contribuiu para a vida missionária da Igreja. O vosso país honra de maneira particular os seus mártires do Canadá, Jean de Brébeuf, Isaac Jogues e Companheiros, que souberam doar a própria vida por Cristo, unindo-se deste modo ao seu sacrifício na Cruz. Eles pertencem à geração dos homens e das mulheres que fundaram e desenvolveram a Igreja no Canadá, juntamente com Marguerite Bourgeoys, Marguerite d'Youville, Marie de l'Incarnation, Marie-Catherine de Saint-Augustin, D. François de Laval, fundador da primeira Diocese na América do Norte, Dina Bélanger e Kateri Tekakwitha. Ponde-vos na sua escola; a exemplo deles, não tenhais medo; Deus acompanha-vos e ampara-vos; fazei de cada dia uma oferenda para glória de Deus Pai e participai na construção do mundo, recordando-vos com orgulho do vosso legado religioso e da sua difusão social e cultural, e preocupando-vos em espalhar ao vosso redor os valores morais e espirituais que nos são concedidos pelo Senhor.
A Eucaristia não é somente uma refeição entre amigos. Ela é mistério de aliança. "As preces e os ritos do sacrifício eucarístico fazem reviver incessantemente, diante dos olhos da nossa alma, no seguimento do ciclo litúrgico, toda a história da salvação, fazendo-nos penetrar cada vez mais o seu significado" (Santa Teresa Benedita da Cruz [Edith Stein], Wege zur inneren Stille Aschaffenburg, 1987, pág. 67). Somos chamados a entrar neste mistério de aliança, conformando cada vez mais a nossa vida com o dom recebido na Eucaristia. Ela tem um carácter sagrado, como recorda o Concílio Vaticano II: "Toda a celebração litúrgica, por ser obra de Cristo sacerdote e do seu Corpo que é a Igreja, é acção sagrada por excelência, a cujo título e grau de eficácia nenhuma outra acção da Igreja se equipara" (Sacrosanctum concilium,7). De certa maneira, ela constitui uma "liturgia celeste", antecipação do banquete no Reino eterno, anunciando a morte e a ressurreição de Cristo, até que Ele venha (cf. 1 Cor 11, 26).
A fim de que ao povo de Deus nunca faltem ministros para lhe comunicar o Corpo de Cristo, temos que pedir ao Senhor que conceda à sua Igreja o dom de novos sacerdotes. Convido-vos também a transmitir aos jovens o apelo ao sacerdócio, para que aceitem com alegria e não tenham medo de responder a Cristo. Eles não serão desiludidos. Que as famílias constituam o lugar primordial e o berço das vocações.
Antes de terminar, é com alegria que vos anuncio a sede do próximo Congresso Eucarístico Internacional. Realizar-se-á em Dublim, na Irlanda, em 2012. Peço ao Senhor que faça com que cada um de vós descubra a profundidade e a grandeza do mistério da fé. Cristo, presente na Eucaristia, e o Espírito Santo, invocado sobre o pão e o vinho, vos acompanhem ao longo do vosso caminho quotidiano e da vossa missão. Que à imagem da Virgem Maria vos torneis disponíveis para a obra de Deus em vós. Enquanto vos confio à intercessão de Nossa Senhora, de Santa Ana, Padroeira do Quebeque, e de todos os Santos da vossa terra, concedo uma afectuosa Bênção Apostólica a todos vós, assim como a todas as pessoas presentes, vindas de diferentes países do mundo.
Queridos amigos, no momento em que este significativo acontecimento na vida da Igreja chega ao seu final, convido todos vós a unir-vos a mim em oração pelo bom êxito do próximo Congresso Eucarístico Internacional, que terá lugar em 2012 na cidade de Dublim! Aproveito este ensejo para saudar calorosamente o povo da Irlanda, que se prepara para hospedar este encontro eclesial. Estou convicto de que, juntamente com todos os participantes no próximo Congresso, encontrará nele uma nascente de duradoura renovação espiritual.
Papa Bento XVI
© Copyright 2008 - Libreria Editrice Vaticana
Fonte Zenit Org.
enviada por Ernesto
30/06/2008 17:58
Fome de amor, fome de Deus
Hoje em dia, a doença mais terrível do Ocidente não é a tuberculose nem a lepra, é a sensação de ser indesejado, de não ser amado, se ser abandonado. Tratamos as doenças do corpo por meio da medicina; mas o único remédio para a solidão, para a confusão e para o desespero é o amor. São muitas as pessoas que morrem neste mundo por falta de um pedaço de pão, mas são muitas mais as que morrem por falta de um pouco de amor. A pobreza no Ocidente é outra espécie de pobreza; não se trata apenas de uma pobreza de solidão, é também uma pobreza de espiritualidade. Há uma fome que é fome de amor, como também há uma fome de Deus.
Beata Teresa de Calcutá
enviada por Ernesto
28/06/2008 19:12
Festa dos Santos Pedro e Paulo
O Evangelho de hoje é o Evangelho da entrega das chaves a Pedro. Sobre isso, a tradição católica sempre foi baseada em fundar a autoridade do Papa sobre toda a Igreja. Alguém poderia dizer: mas o que tem a ver o Papa com tudo isto? Eis a resposta da teologia católica. Se Pedro deve funcionar como «fundamento» e «rocha» da Igreja, continuando a existir a Igreja deve continuar a existir também o fundamento. É impensável que as prerrogativas quase solenes («a ti darei as chaves do reino dos céus») se referissem somente aos primeiros vinte ou trinta anos da vida da Igreja e que elas seriam cessadas com a morte do apóstolo. O papel de Pedro se prolonga portanto em seus sucessores.
Por todo o primeiro milênio, este ofício de Pedro foi reconhecido universalmente por todas as Igrejas, ainda que interpretado de forma diversa no Oriente e no Ocidente. Os problemas e as divisões nasceram com o milênio há pouco terminado. E hoje também nós, católicos, admitimos que não são nascidos todos por culpa dos outros, dos considerados «cismáticos»: antes os orientais, depois os protestantes. A primazia instituída por Cristo, como todas as coisas humanas, foi exercitada ora bem ora menos bem. Ao poder espiritual se mesclou, pouco a pouco, um poder político e terreno, e com isso os abusos. O próprio Papa João Paulo II, na carta sobre o ecumenismo, Ut unum sint, indicou a possibilidade de rever as formas concretas com as quais é exercida a primazia do Papa, de modo a tornar novamente possível em torno a isso a concórdia de todas as Igrejas. Como católicos, não podemos não desejar que se prossiga com sempre maior coragem e humildade sobre esta estrada da conversão e da reconciliação, de modo a incrementar a colegialidade desejada pelo Concílio.
Aquilo que não podemos desejar é que o próprio ministério de Pedro, como sinal e fator da unidade da Igreja, seja menor. Seria uma forma de nos privar de um dos dons mais preciosos que Cristo deu à sua Igreja, além de contradizer sua vontade precisa. Pensar que basta à Igreja ter a Bíblia e o Espírito Santo com o qual interpretá-la, para poder viver e difundir o Evangelho, é como dizer que bastaria aos fundadores dos Estados Unidos escrever a constituição americana e mostrar em si mesmos o espírito com o qual devia ser interpretada, sem prever algum governo para o país. Existiria ainda os Estados Unidos?
Uma coisa que podemos fazer já e todos para aplainar a estrada para a reconciliação entre as Igrejas é começar a reconciliar-nos com anossa Igreja. «Tu és Pedro e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja»: Jesus disse a «minha» Igreja, no singular, não as «minhas» Igrejas. Ele pensou e quis uma só Igreja, não uma multipliciade de Igrejas independentes ou, pior, em luta umas contra as outras. «Minha», além de singular, é também um adjetivo possessivo. Jesus reconhece portanto a Igreja como «sua»; disse «a minha Igreja» como um homem diria: «a minha esposa», ou «o meu corpo». Identifica-se com ela, não se envergonha dela. Sobre os lábios de Jesus a palavra «Igreja» não tem nenhum daqueles significados negativos que acrescentamos.
Isto é, naquela expressão de Cristo, um forte chamado a todos os crentes a reconciliarem-se com a Igreja. Renegar a Igreja é como renegar a própria mãe. «Não pode ter Deus por pai dizia São Cipriano quem não tem a Igreja por mãe». Seria um belo fruto da festa dos santos apóstolos Pedro e Paulo se começássemos a dizer também nós, da Igreja Católica à qual pertencemos: «aminhaIgreja!»
Pe. Catalamessa
enviada por Ernesto
28/06/2008 19:01
Ano Jubilar com São Paulo Apóstolo
O Papa Bento XVI proclamou um Ano Paulino, para celebrar os 2000 anos do nascimento de São Paulo. De Hoje a 29 de Junho de 2009.
Paulo, grande Apóstolo da Palavra, pode ser o nosso guia para descobrirmos, mais profundamente, o lugar da Palavra de Deus na vida e na missão da Igreja. Basta pensar que ele é o autor sagrado mais freqüentemente lido na Liturgia. (Nota Pastoral da Conferência Episcopal Portuguesa).
Paulo é o evangelizador cuja força brota do encontro vivo com o Cristo Ressuscitado:
Ele é o poder de Deus e a sabedoria de Deus. (1Cor 1, 23-24).
Para mim viver é Cristo (Fl 1,21).
E se entrega à pregação da Palavra e abre nova e grande fronteira da Evangelização:
A mim, o menor de todos os santos, foi dada a graça de anunciar aos gentios a insondável riqueza de Cristo (Ef 3,8).
Teremos um ano para caminhar com São Paulo, penetrar na Palavra de Deus que brota de sua pregação e escritos e a vivenciar os textos de São Paulo que são lidos na liturgia.
São Paulo nos ajude a penetrar o Mistério do amor de Cristo, a viver o Hino ao Amor (1Cor 13) e a sermos missionários de Jesus em nossa Diocese, sobretudo nas áreas de periferia.
Não sou eu que vivo, é Cristo que vive em mim (Gl 2, 20)
Dom Jacyr Francisco Braido Diocese de Santos São Paulo Brasil Junho 2008
enviada por Ernesto
27/06/2008 11:44
enviada por Ernesto
23/06/2008 22:29
- "Eis o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo." São João Batista
enviada por Ernesto
23/06/2008 22:22

enviada por Ernesto
20/06/2008 11:28
«Onde está o teu tesouro, aí está o teu coração»
Onde está o coração amante? Nas coisas que ele ama por conseguinte, onde está o nosso amor, está cativo o nosso coração. Não pode sair, não pode elevar-se mais alto, não pode ir para a esquerda nem para a direita; está parado. Onde está o tesouro do avarento, aí está o seu coração; e onde está o nosso coração, aí está o nosso tesouro.
E um nada, uma imaginação, uma palavra seca que nos disseram, uma falta de acolhimento caloroso, uma pequena recusa, apenas o pensamento de que não nos têm em grande conta tudo isso nos fere e nos indispõe de um modo que não podemos vencer! O amor próprio nos liga a essas feridas imaginárias, que não saberíamos tirar, estão sempre presentes, e porquê? É porque se está cativo dessa paixão. Que é que nos prende? Estamos nós na «liberdade dos filhos de Deus»? (Rom 8,21) Ou estamos ligados aos bens, aos caprichos, ás honras?
Ó Salvador, abriste-nos a porta da liberdade, ensinaste-nos a encontrá-la. Faz-nos conhecer a importância deste privilégio, faz-nos recorrer a vós para aí chegarmos. Ilumina-nos, meu Salvador, para ver a que é que estamos apegados, e põe-nos, se for do teu agrado, na liberdade dos filhos de Deus.
S. Vicente de Paulo
enviada por Ernesto
20/06/2008 08:58
Jesus veio satisfazer a nossa fome de Deus. Como o fez? Transformou-se a si mesmo em Pão da Vida. Tornou-se pequeno, frágil, desarmado para nós. As migalhas de pão são tão minúsculas, que um bebé pode mastigá-las, que um agonizante consegue comê-las. Ele transformou-se em Pão da Vida para saciar o nosso apetite de Deus, a nossa fome de Amor.
Madre Tereza de Calcutá
enviada por Ernesto
19/06/2008 12:45
«Seja feita a tua vontade»
«Seja feita a tua vontade assim na terra como no céu». Ó meu terno Mestre, que alegria para mim que tu não tenhas feito depender o cumprimento da tua vontade de um querer tão miserável como o meu!... Como seria infeliz, se tivesses querido que dependesse de mim que a tua vontade se realizasse ou não. No presente, dou-te livremente a minha, embora seja no momento em que este dom não é puramente desinteressado, porque uma longa experiência me fez conhecer as vantagens deste abandono. Que imenso lucro, minhas amigas, mas por outro lado, que imensa perda, se não realizamos o que oferecemos ao Senhor por este pedido do Pai Nosso...
Quero portanto dizer-vos, ou lembrar-vos, qual é esta vontade. Não temam que vos sejam dadas riquezas, ou prazeres, ou honras, nem todos os bens cá de baixo. Não nos tem assim tão pouco amor! Leva em grande conta o presente que lhe oferecemos, e propõe-se recompensar-vos bem, dado que desde esta vida vos dá o seu Reino... Vede, minhas filhas, o que Deus deu ao seu Filho que amava acima de tudo; por isso podereis reconhecer qual é a sua vontade. Sim, esses são os dons que ele nos dá neste mundo. Ele dá em proporção ao amor que tem por cada um de nós..., tendo também em conta a coragem que vê em cada um e o amor que se tem por ele. Quem ama muito, ele o reconhece capaz de muito sofrer por ele, e aquele que ama pouco, de pouco sofrer. Por mim, estou persuadida que a medida da nossa força para levar uma grande cruz ou uma pequena, é a medida do nosso amor...
Todos os meus conselhos neste livro têm um só objectivo: darmo-nos totalmente ao Criador, submeter a nossa vontade à sua, desapegarmo-nos das criaturas; deveis ter compreendido a grande importância, não digo mais nada. Indicarei apenas por que motivo o nosso bom Mestre formula este pedido do Pai Nosso. É que ele sabe o grande benefício que é para nós fazer esta vontade ao seu Pai eterno. Por ele nos dispomos a atingir rapidamente o objectivo da nossa viagem e a refrescarmo-nos nas águas vivas da fonte de que falei. Mas, se não dermos inteiramente a nossa vontade ao Senhor para que ele próprio cuide de tudo o que a nós se refere, jamais ele nos permitirá que bebamos dela.
Santa Teresa de Ávila
enviada por Ernesto
19/06/2008 11:30
Pessoas Eucaristizadas
Podemos sim aparecer com a luz do amor, frente à escuridão deste mundo.
Está ao nosso alcance fazermos o bem, a todo instante.
Um sorriso, um carinho, uma palavra amiga. Como podemos mudar com gestos bem simples tudo o que está à nossa volta.
É possível transformarmos o mundo com a nossa disponibilidade e serviço.
Com a pobreza e humildade de coração podemos ir bem longe. Podemos até vencer os nossos maiores inimigos.
O mundo está como está porque falta esse nosso amor. Está faltando pessoas que se apresentem como Testemunhas da Verdade.
Precisamos que apareçam pessoas eucaristizadas, que saibam amar com o Coração Eucarístico de Jesus.
Amar com o amor do lava pés. Amar com a simplicidade e a grandeza da Eucaristia.
Eu quero amar assim. E você ?!
Quantas coisas estão ao nosso alcance que podemos fazer pelo bem do nosso próximo.
Não deixe de realizá-las hoje. Chegou esse tempo, de nos tornarmos pessoas eucaristizadas de verdade, fazendo valer a nossa Comunhão de cada Santa Missa.
Ernesto Peres de Mendonça
enviada por Ernesto
18/06/2008 08:39
Como é grande, SENHOR, a bondade que reservas para os que te são fiéis! Tu a concedes, à vista de todos, àqueles que em ti confiam. Ao abrigo da tua face, Tu os guardas das intrigas dos homens; na tua tenda os defendes contra as línguas maldizentes.Amai o SENHOR, todos vós, que sois seus amigos! O SENHOR protege os seus fiéis, mas castiga com rigor os orgulhosos.
enviada por Ernesto
18/06/2008 08:33
A Oração da Igreja
«Quando orares, entra para o quarto mais secreto»
Tudo é um para aqueles que chegaram à unidade profunda da vida divina: o descanso e a acção, contemplar e agir, calar e falar, escutar e abrir-se, receber em si o dom de Deus e dar amor em abundância nas acções de graças e no louvor [...] Temos de escutar em silêncio durante horas, deixar a palavra divina dilatar-se em nós, incitando-nos a louvar a Deus na oração e no trabalho.
Também as formas tradicionais nos são necessárias e devemos participar no culto público tal como a Igreja o ordena, para que a nossa vida interior desperte, se mantenha no caminho correcto e encontre a expressão que lhe convém. O louvor solene a Deus exige santuários na Terra, para ser celebrado com a perfeição de que os homens são capazes. Daí, em nome da Santa Igreja, subirá aos céus, e agirá sobre todos os seus membros, despertando-lhes a vida interior e estimulando a sua força fraterna. Mas para que tal canto de louvor seja vivificado desde o interior, é preciso também que haja nesses locais de oração tempos reservados ao aprofundamento espiritual no silêncio; se não, tais louvores degenerarão em meros balbuceios de lábios, desprovidos de vida. Graças à existência desses centros de vida interior, tal perigo é afastado: as almas podem aí meditar diante de Deus no silêncio e na solidão, para que, no coração da Igreja, sejam os cantores do amor que tudo vivifica.
Edith Stein
enviada por Ernesto
16/06/2008 14:36
Ajudar cada dia alguém tem de ser uma necessidade. Que saia do coração. Irena Sendler
enviada por Ernesto
16/06/2008 09:07
"Jesus, que o Senhor possa se valer do Congresso Eucarístico Internacional em Quebec, para derramar no mundo as maiores graças e tesouros do teu Coração Sacramentado."
enviada por Ernesto
16/06/2008 08:56
Igreja existe para os cansados e oprimidos
No Evangelho deste domingo nos encontramos com a apresentação oficial do colégio apostólico: «Os nomes dos doze apóstolos são estes: primeiro Simão, chamado Pedro...». Menciona-se claramente o primado de Pedro no colégio dos apóstolos. Não diz: «Primeiro Pedro, segundo André, terceiro Tiago...», como se se tratasse simplesmente de uma série. Diz-se que Pedro é o primeiro no sentido forte de que é cabeça dos demais, seu porta-voz, quem os representa. Jesus especificará mais tarde, no mesmo Evangelho de Mateus, o sentido do ser «primeiro», quando dirá «Tu és Pedro e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja...».
Mas não queria deter-me a analisar o primado de Pedro, mas o motivo que leva Jesus a escolher os doze e enviá-los. Descreve-se assim: «Jesus, ao ver a multidão, sentiu compaixão dela, porque estavam humilhados e abatidos como ovelhas sem pastor». Jesus viu a multidão e sentiu compaixão: isto o levou a escolher os doze apóstolos e a enviá-los a pregar, a curar, a libertar...
Trata-se de uma indicação preciosa. Quer dizer que a Igreja não existe para ela mesma, para sua própria utilidade ou salvação; existe para os demais, para o mundo, para as pessoas, sobretudo para os cansados e oprimidos. O Concílio Vaticano II dedicou um documento inteiro, a Gaudium et spes, a mostrar como a Igreja existe «para o mundo». Começa com as conhecidas palavras: «As alegrias e as esperanças, as tristezas e as angústias dos homens de nosso tempo, sobretudo dos pobres e de todos os que sofrem, são por sua vez as alegrias e esperanças, tristezas e angústias dos discípulos de Cristo».
«Ao ver a multidão, sentiu compaixão dela, porque estavam humilhados e abatidos como ovelhas sem pastor». Os pastores de hoje, desde o Papa até o último pároco do povoado, apresentam-se, desde esta perspectiva, como os depositários e continuadores da compaixão de Cristo. O falecido cardeal vietnamita Van Thuan, que havia passado treze anos nas prisões comunistas de seu país, em uma meditação dirigida ao Papa e à Cúria Romana, disse: «Sonho com uma Igreja que seja uma porta santa sempre aberta, que abrace a todos, cheia de compaixão, que compreenda as penas e os sofrimentos da humanidade, uma Igreja que proteja, console e guie toda a nação para o Pai que nos ama».
A Igreja deve continuar após sua ascensão, a missão do Mestre que dizia: «Vinde a mim todos os que estais cansados e sobrecarregados, e eu vos darei descanso...». É o rosto mais humano da Igreja, o que melhor a reconcilia com os espíritos, e que permite perdoar suas muitas deficiências e misérias. O Pe. Pio de Pietrelcina chamou o hospital que fundou em São Giovanni Rotondo, «Casa de alívio do sofrimento». Toda a Igreja deveria ser uma «casa de alívio do sofrimento». Em parte, deve-se reconhecer que o é, a não ser que fechemos os olhos à imensa obra de caridade e de assistência que a Igreja desempenha entre os mais deserdados do mundo.
Aparentemente as multidões que vemos ao nosso redor, ao menos nos países ricos, não parecem «cansadas e abatidas», como nos tempos de Jesus. Mas não nos enganemos: detrás da fachada de opulência, sob os tetos de nossas cidades, há muito cansaço, solidão, desespero, e às vezes inclusive desespero. Não parecemos multidões «sem pastor», dado que muitos lutam em todos os países para se converter em pastores do povo, ou seja, em chefes e controladores do poder. Agora, quantos entre eles estão dispostos a levar à prática o requisito de Jesus: «O que recebestes de graça, de graça dais»?
Pe.Cantalamessa
enviada por Ernesto
16/06/2008 08:26
"Que o vosso sim seja sim" (Tg 5,12)
Não sabes o que a obediência é capaz de produzir: por um 'sim', só por um 'sim' - "Faça-se em mim segundo a tua palavra!" - Maria torna-se a mãe do Altíssimo. Ao fazê-lo, ela declarava-se serva mas mantinha intacta a sua virgindade que era tão querida a Deus e aos seus próprios olhos. Por este 'sim' da Maria, o mundo obtém a salvação, a humanidade é resgatada. Então, tentemos nós também fazer a vontade de Deus e sempre dizer 'sim' ao Senhor...
Que Maria faça florir na tua alma virtudes sempre novas e que ela vele por ti. Ela é o mar que é preciso atravessar para chegar às margens esplendorosas da aurora eterna; fica pois sempre junto dela...
Apoia-te na cruz de Cristo, a exemplo de Maria. Lá encontrarás grande conforto. Maria ficou, de pé, junto de seu filho crucificado. Nunca Jesus a amou tanto como naquele momento de indizível sofrimento.
Santo Padre Pio de Pietrelcina
enviada por Ernesto
13/06/2008 11:23
Não mais servos, mas amigos (Jo 15,15)
A Lei foi promulgada primeiro para escravos, a fim de educar a alma para as coisas exteriores e corporais, levando-a em certa medida como por uma corrente à docilidade aos mandamentos, a fim de que o homem aprendesse a obedecer a Deus. Mas o Verbo de Deus libertou a alma; ele ensinou-a a purificar-se livremente, de livre vontade, também o corpo. Portanto, era preciso que fossem retiradas as cadeias da servidão, graças às quais o homem se pudera formar, e de futuro ele seguisse a Deus sem cadeias. Mas ao mesmo tempo que os preceitos da liberdade eram vastos, era preciso reforçar a submissão ao Rei, a fim de que ninguém voltasse para trás e não se mostrasse indigno do seu Libertador...
Foi por isso que o Senhor nos deu por palavra de ordem, em vez de não cometer adultério, de nem sequer cobiçar; em vez de não matar, de nem sequer nos encolerizarmos; em vez de pagar simplesmente a dízima, de distribuir todos os bens pelos pobres; de amar não apenas os que nos são próximos, mas também os nossos inimigos; de não ser apenas «generosos e prontos a partilhar» (1 Tim 6,18), mas ainda de darmos gentilmente os nossos bens aos que no-los tomam...
Por conseguinte, Nosso Senhor, a Palavra de Deus, comprometeu primeiro os homens numa servidão em relação a Deus e em seguida libertou os que lhe tinham sido submissos. Como ele próprio disse aos seus discípulos: «Já não vos chamo servos, porque o servo não sabe o que faz o seu senhor; chamei-vos amigos, porque tudo quanto ouvi de Meu Pai vo-lo dei a conhecer» (Jo 15,15) ... Ao fazer dos seus discípulos os amigos de Deus, mostra claramente que ele é o Verbo, a Palavra de Deus. Porque foi por ter seguido o seu apelo espontaneamente e sem cadeias, na generosidade da sua fé, que Abraão se tornou «amigo de Deus» (Is 41,8).
Santo Ireneu de Lyon
enviada por Ernesto
12/06/2008 17:10

enviada por Ernesto
12/06/2008 14:07
"O pão da unidade"
« Vai primeiro reconciliar-te com o teu irmão, e depois vem apresentar a tua oferta»
«Uma vez que há um só pão, nós, embora sendo muitos, formamos um só corpo, porque todos participamos do mesmo pão» (1Cor 10,17). O que é este pão? O Corpo de Cristo. E no que se tornam os que o recebem? No corpo de Cristo. Não são muitos corpos, mas um só. Quantos grãos de trigo entram na composição do pão! Mas quem vê esses grãos? Estão no pão que eles formam, mas nada os distingue uns dos outros, de tão unidos que estão.
Assim estamos nós unidos uns aos outros e com Cristo. Não há mais muitos corpos alimentados por diversos alimentos; nós formamos um só corpo, alimentado pelo mesmo pão. Por isso Paulo disse: «Todos participamos do mesmo pão». Se participamos todos do mesmo pão, se estamos unidos nele ao ponto de nos tornarmos um só corpo, porque é que não estamos unidos por um mesmo amor, estreitamente ligados pela mesma caridade?
Voltai a ler a história dos nossos antepassados na fé e encontrareis este quadro notável: «A multidão dos que abraçavam a fé tinham um só coração e uma só alma» (Ac 4,32). Mas, infelizmente, hoje não é assim. Nos nossos dias a Igreja oferece o espectáculo contrário; não vemos senão dolorosos conflitos, encarniçadas divisões entre irmãos... Estáveis longe dele, mas Cristo não hesitou em vos unir a ele. E agora vós não vos dignais imitá-lo para vos unirdes de todo o coração ao vosso irmão?... Por causa do pecado, os nossos corpos formados do pó da terra (Gn 2,7) tinham perdido a vida e estavam sob a escravatura da morte; o Filho de Deus juntou-lhe o fermento da sua carne, ele, livre de todo o pecado, numa plenitude de vida. E deu o seu corpo em alimento a todos os homens, para que, renovados pelo sacramento do altar, tenham todos parte na sua vida imortal e bem-aventurada.
S. João Crisóstomo
enviada por Ernesto
10/06/2008 09:05
"Construtores da Paz"
O Espírito Santo faz-nos esta recomendação: "Procura a paz e persegue-a" (Sl 34,12). O filho da paz deve procurar e perseguir a paz, aquele que conhece e ama o vínculo da caridade deve guardar a sua língua do pecado da discórdia. Entre as suas perscrições divinas e os seus mandamentos de salvação, o Senhor, na véspera da sua Paixão, acrescentou isto: "Deixo-vos a paz, dou-vos a paz" (Jo 14,27). Tal é a herança que nos legou: de todos os dons, de todas as recompensas cuja perspectiva nos abriu, deixou a promessa ligada à conservação da paz. Se somos os herdeiros de Cristo, permaneçamos na paz de Cristo. Se somos filhos de Deus, devemos ser construtores de paz: "Felizes os que fazem a paz: serão chamados filhos de Deus" (Mt 5,9). É preciso que os filhos de Deus sejam pacíficos, mansos de coração, simples nas atitudes, em perfeita concordância de afectos, unidos fielmente pelos laços de um pensamento unânime.
Esta unanimidade existiu outrora, no tempo dos apóstolos. Foi assim que o novo povo dos crentes, fiel às prescrições do Senhor, manteve a caridade. Daí a eficácia das suas orações: eles podiam estar certos de que obteriam tudo o que pedissem à misericórdia de Deus.
S. Cipriano
enviada por Ernesto
10/06/2008 07:51
O sal da terra
"Vós sois o sal da terra", diz o Salvador; mostra-lhes assim como são necessários todos os preceitos que acaba de enunciar. "A minha palavra, diz-lhes, não vos será confiada apenas para a vossa própria vida, mas para o mundo inteiro. Não vos envio a duas cidades, a dez ou a vinte, nem a um só povo, como outrora os profetas. Envio-vos à terra, ao mar, a toda a criação (Mc 16,15), a toda a parte onde o mal abunda".
Na verdade, ao dizer-lhes: "Vós sois o sal da terra", indicou-lhes que toda a natureza humana está insossa, corrompida pelo pecado; é pelo seu ministério que a graça do Espírito Santo regenerará e conservará o mundo. É por isso que lhes ensina as virtudes das Bem-Aventuranças, as que são mais necessárias, mas eficazes para eles, que se ocupam da multidão. Aquele que é manso, modesto, misericordioso, justo, não encerra em si mesmo as boas acções que realiza; preocupa-se que essas belas fontes jorrem também para o bem dos outros. Aquele que tem o coração puro, que é construtor da paz, que sofre perseguição pela verdade, eis a pessoa que consagra a sua vida ao bem dos outros.
S. João Crisóstomo
enviada por Ernesto
09/06/2008 15:56

enviada por Ernesto
09/06/2008 15:47
- Tive fome. E não me destes o que comer !!!
- Tive sede. E não me destes de beber !!!
enviada por Ernesto
09/06/2008 10:59
«Felizes os pobres em espírito»

Todos os homens, sem excepção, desejam a felicidade, a bem-aventurança. Mas têm sobre ela ideias diferentes: para um, a felicidade está na voluptuosidade dos sentidos e na doçura de vida; para outro, está na virtude; para outro ainda, está no conhecimento da verdade. É por isso que Aquele que ensina todos os homens [...] começa por recuperar os que se afastaram, orientando os que se encontram no caminho certo, e abrindo a porta aos que batem. [...] Assim, pois, Aquele que é «o Caminho, a Verdade e a Vida» (Jo 14, 6) recupera, orienta e abre a porta, e começa a fazê-lo dizendo: «Felizes os pobres em espírito».
A falsa sabedoria deste mundo, que na realidade é loucura (1Cor 3, 19), pronuncia-se sem compreender o que diz; considera bem-aventurados «os filhos do estrangeiro, cuja boca só diz mentiras, e cuja direita jura falso», porque os celeiros deles «estão fornecidos com todas as espécies, os seus rebanhos multiplicam-se aos milhares, em dezenas de milhares os seus campos» (Sl 143, 11-13). Mas todas estas riquezas são incertas, a paz deles não é a paz (Jer 6, 14), a alegria deles é estúpida. Pelo contrário, a Sabedoria de Deus, o Filho por natureza, a mão direita do Pai, a boca que fala verdade, proclama felizes os pobres, que estão destinados a ser reis do Reino eterno. Ele parece dizer: «Procurais a bem-aventurança, mas ela não se encontra onde a procurais; correis, mas correis fora do caminho. Eis o caminho que conduz à felicidade: a pobreza voluntária por Minha causa, é esse o caminho. O Reino dos céus em Mim, eis a bem-aventurança. Correis muito, mas mal; quanto mais depressa avançais, mais vos afastais da meta.»
Não temamos, irmãos. Somos pobres, ouçamos a palavra do Pobre, que recomenda a pobreza aos pobres. Podemos acreditar na Sua experiência. Tendo nascido pobre, viveu pobre e pobre morreu. Nunca quis enriquecer; antes aceitou morrer. Acreditemos, pois, na Verdade que nos indica o caminho que conduz à vida. Trata-se de um caminho árduo, mas curto; e a felicidade é eterna. O caminho é estreito, mas conduz à vida (Mt 7, 14).
Isaac de l'Étoile
enviada por Ernesto
09/06/2008 10:45
" A ciência do amor"

«Quero fazer-te ler no livro da vida, onde está contida a ciência do Amor». Oh, sim, a ciência do amor! Esta palavra soa-me docemente ao ouvido da alma, e eu não desejo outra coisa; por essa sabedoria, e mesmo tendo dado todas as minhas riquezas, parece-me, como a esposa [do Cântico] dos Cânticos, nada ter dado (Ct 8,7), afinal. Compreendo tão bem que só o amor nos pode tornar agradáveis ao Bom Deus, que este amor é o único bem que ambiciono.
Jesus compraz-se em mostrar-me o único caminho que conduz a esta fornalha divina; esse caminho é o abandono da criança que adormece sem receio nos braços do seu Pai. «Quem for simples venha a mim» , disse o Espírito Santo pela boca de Salomão (Pr 9,4) e o mesmo Espírito de amor disse ainda que «o pequeno encontrará misericórdia» (Sb 6,6). Em seu nome, o profeta Isaías revelou-nos que no último dia O Senhor «é como um pastor que apas¬centa o rebanho, reúne-o com o cajado na mão, leva os cordeiros ao colo e faz repousar as ovelhas que têm crias » (Is 40,11) [...].
Ah, se todas as almas fracas e imperfeitas sentissem o que sente a mais pequenas de todas, a alma da vossa Teresinha, nem uma desesperaria por chegar ao cimo da montanha do amor, pois Jesus não pede grandes acções, pede só abandono e reconhecimento. Ele disse no salmo 49: «Não reivindico os novilhos da tua casa, nem os cabritos dos teus currais; pois são meus todos os animais dos bosques, e os que se encontram nos altos montes [...] Honra-Me quem oferece o sacrifício do louvor». Eis portanto tudo o que Jesus nos exige: Ele não precisa das nossas obras, apenas do nosso amor. Porque este mesmo Deus que declara não precisar já de nos dizer se tem fome (Sl 49) não temeu em mendigar um pouco de água à Samaritana (Jo 4,7). Ele tinha sede [...] Tinha sede de amor. Ah, sinto-o como nunca, Jesus está sedento, só encontra ingratos e indiferentes entre os discípulos do mundo. E entre os seus próprios discípulos, são poucos, ai!, os corações que encontra capazes de a Si se entregarem sem reserva, capazes de compreenderem toda a ternura do seu amor infinito.
Santa Terezinha
enviada por Ernesto
08/06/2008 14:51
Cristo, o médico, vem curar os doentes
Cristo desceu à terra, e começou por chamar aqueles que ainda não tinham chamado por Ele, e que nunca tinham sequer pensado Nele: «Eu vim chamar os pecadores», diz. Se veio à procura daqueles que não O desejavam, o que fará àqueles que Lhe rezam? Se amou aqueles que O odiavam, como poderá afastar aqueles que O amam? Como dizia São Paulo: «Se, de facto, sendo nós inimigos, fomos reconciliados com Deus mediante a morte de Seu Filho, com muito mais razão, depois de reconciliados, seremos salvos pela Sua vida» (Rom 5, 10).
Consideremos, pois, em que consiste a nossa oração. É certo que não somos dignos de obter aquilo que convém aos amigos pedir e receber, mas antes aquilo que é dado a servos rebeldes, a devedores faltosos. Não invocamos o nosso Mestre para que Ele nos dê uma recompensa, ou um favor, mas para que Ele tenha misericórdia de nós. Pedir a Cristo, amigo dos homens, a misericórdia, o perdão ou a remissão dos pecados, e não partir de mãos vazias após esta oração a quem convém tal coisa, senão a devedores, dado que «não são os que têm saúde que precisam de médico»? Em suma, se convém aos homens elevarem a voz para Deus, implorando a Sua piedade, só poderão fazê-lo os que têm necessidade de misericórdia, os pecadores.
Invoquemos, pois, a Deus, não somente com a boca, mas também com os desejos e os pensamentos, a fim de aplicarmos a tudo aquilo por meio do qual pecámos o único remédio que pode salvar-nos, porque «não há debaixo do céu qualquer outro nome dado aos homens que nos possa salvar» (Act 4, 12).
São Nicolau Cabasilas
enviada por Ernesto
08/06/2008 13:24

enviada por Ernesto
07/06/2008 18:48
Eu quero misericórdia e não sacrifício
Eu quero misericórdia e não sacrifício
Há algo comovente no Evangelho dominical. Mateus não relata algo que Jesus disse ou fez um dia a alguém, mas o que disse e fez pessoalmente por ele. É uma página autobiográfica, a história do encontro com Cristo que mudou sua vida. «Partindo dali, Jesus viu um homem chamado Mateus, sentado na coletoria de impostos, e disse-lhe: Segue-me! Ele se levantou e seguiu Jesus.»
O episódio, contudo, não é citado nos Evangelhos pela importância pessoal que revestia para Mateus. O interesse se deve a tudo que segue ao momento do chamado. Mateus quis oferecer «um grande banquete em sua casa» para despedir-se de seus antigos companheiros de trabalho, «publicanos e pecadores». Não podia faltar a reação dos fariseus e a resposta de Jesus: «Aqueles que têm saúde não precisam de médico, mas sim os doentes. Aprendei, pois, o que significa: Quero misericórdia e não sacrifício». O que significa esta frase do profeta Oséias que Jesus repetiu? Acaso é inútil todo sacrifício e mortificação e que basta amar para que tudo esteja bem? Partindo desta passagem, pode-se chegar a rejeitar todo o aspecto ascético do cristianismo, como resíduo de uma mentalidade aflitiva ou maniqueísta, hoje superada.
Antes de tudo, deve-se observar uma profunda mudança de perspectiva na passagem de Oséias a Cristo. Em Oséias, a expressão se refere ao homem, ao que Deus quer dele. Deus quer do homem amor e conhecimento, não sacrifícios exteriores e holocaustos de animais. Nos lábios de Jesus, a expressão se refere a Deus. O amor de que se fala não é o que Deus exige do homem, mas o que dá ao homem. «Quero misericórdia e não sacrifício» significa: quero usar misericórdia, não condenar. Seu equivalente bíblico é a palavra que se lê em Ezequiel: «Não quero a morte do pecador, mas que se converta e viva». Deus não quer «sacrificar» a sua criatura, mas salvá-la.
Com esta observação, entende-se melhor também a expressão de Oséias. Deus não quer o sacrifício a «todo custo», como se gostasse de nos ver sofrer; não quer tampouco o sacrifício realizado para alegar direitos e méritos diante dEle, ou por um mal-entendido sentido do dever. Quer, ao contrário, o sacrifício que é requerido por seu amor e pela observância dos mandamentos. «Não se vive em amor sem dor», diz a Imitação de Cristo, e a própria experiência cotidiana confirma isso. Não há amor sem sacrifício. Neste sentido, Paulo nos exorta a fazer de toda nossa vida «um sacrifício vivo, santo e agradável a Deus».
Sacrifício e misericórdia são ambos coisas boas, mas podem tornar-se prejudiciais se forem mal distribuídos. São coisas boas quando (como fez Cristo) se escolhe o sacrifício para si e a misericórdia para os demais; tornam-se más quando se faz o contrário e se escolhe a misericórdia para si e o sacrifício para os demais. Se formos indulgentes conosco mesmos e rigorosos com os demais, dispostos sempre a desculpar-nos e a ser impiedosos para julgar os demais, não temos nada que revisar a respeito de nossa conduta?
Não podemos concluir o comentário da vocação de Mateus sem dedicar um pensamento afetuoso e agradecido a este evangelista que nos acompanha, com seu Evangelho, no curso de todo este primeiro ano litúrgico. Obrigado, Mateus, chamado também de Levi. Sem ti, como seria pobre nosso conhecimento de Cristo!
Pe. Raniero Cantalamessa
enviada por Ernesto
06/06/2008 09:25
Filho de David e Senhor dos senhores
Da casa real de David foi escolhida uma virgem para em seu seio carregar uma criança santa, filho simultaneamente divino e humano [...] O Verbo, a Palavra de Deus, que é o próprio Deus, o Filho de Deus que no «princípio estava em Deus, por Ele é que tudo começou a existir e sem Ele nada veio à existência» (Jo 1,1-3); esse Filho fez-se homem para libertar o homem da morte eterna. Ele desceu até à humildade da nossa condição sem que com isso a sua majestade tivesse sido diminuída. Mantendo-se o que era e assumindo o que não era, uniu uma verdadeira natureza de servo à natureza segundo a qual é igual ao Pai. Ele juntou tão estreitamente estas duas naturezas que nem a sua glória poderá aniquilar a natureza inferior, nem a união com esta aviltar a natureza superior.
O que é próprio de cada natureza mantém-se integralmente, e reúne-se numa única pessoa: a humildade é acolhida pela sua majestade, a fraqueza pela força, a mortalidade pela eternidade. Para pagar a dívida da nossa condição, a natureza intangível une-se à natureza capaz de sofrer; Deus verdadeiro e homem verdadeiro associam-se na unidade de um só Senhor Jesus. Assim, e porque tal Lhe era preciso para nos salvar, o único «mediador entre Deus e os homens» (1 Tm 2,5) poderia morrer pela acção dos homens, e ressuscitar pela acção de Deus [...]
Tal foi, meus bem-amados, o nascimento que conveio a Cristo, «poder e sabedoria de Deus» (1 Cor 1,24). Por esse nascimento, deu-se à humanidade, conservando a preeminência da sua divindade. Se não fosse Deus verdadeiro, não nos traria a salvação. Se não fosse homem verdadeiro, não nos daria o exemplo.
São Leão Magno
enviada por Ernesto
05/06/2008 10:34
Madre Teresa de Calcutá chegou a «amar a escuridão»

Padre Kolodiejchuc na apresentação das «Cartas privadas»
MADRI, terça-feira, 4 de junho de 2008. O postulador da causa de beatificação da Madre Teresa de Calcutá, padre Brian Kolodiejchuk, apresentou esta quarta-feira em Madri o livro das cartas privadas da religiosa.
A correspondência da Madre Teresa permite reconstruir «o lado mais espiritual» e menos conhecido do trabalho desta humilde albanesa, segundo explicou o postulador.
Uma das surpresas que esta documentação revela permanecia oculta à maioria das pessoas, escondida detrás do sorriso constante de Madre Teresa, e foi no entanto essencial em sua vocação.
Trata-se da noite escura interior que a religiosa experimentou a partir dos anos 60, mas que começou muito antes, ao redor de 1937, quando era ainda missionária de Loreto, antes de fundar sua própria Congregação (Missionárias da Caridade).
No entanto, Madre Teresa pôde harmonizar a «alegria por fazer dia após dia o que Deus lhe pedia», com o «desconsolo e a solidão». Segundo o padre Kolodiejchuk, «sorrir» foi sua escolha. Em uma de suas cartas, Madre Teresa escreve: «quando vejo alguém triste, penso sempre que está negando algo a Jesus».
Além disso, a religiosa chegou a «amar a escuridão», como confessa em uma carta ao padre Neuner: «Pela primeira vez nestes onze anos, cheguei a amar a escuridão. Pois agora creio que é uma parte, uma muito, muito pequena parte da escuridão e da dor de Jesus na terra. O senhor me ensinou a aceitá-la como um «lado espiritual de sua obra» (...). Hoje senti realmente uma profunda alegria, porque Jesus já não pode sofrer de novo a agonia, mas Ele quer sofrê-la em mim. Mais que nunca me entrego a Ele. Sim, mais que nunca estarei à sua disposição».
O padre Kolodiejchuk confesou que teve de ler «várias vezes as cartas» até entender de que se tratava verdadeiramente a «escuridão»; inclusive muitas irmãs que conviviam próximas dela «não tinham nem idéia do que se passava em seu interior».
Ao ver a grandiosa obra que Madre Teresa realizou (sobretudo após sua inspiração em 1946, quando recebe o chamado dentro do chamado para trabalhar entre os mais pobres dos pobres) o mais difícil é pensar que o fazia apoiada no consolo que experimentava em Deus. No entanto, segundo o postulador, o que fiz heróica sua vida foi precisamente a fidelidade a Deus, apesar desta falta de consolo.
Para Madre Teresa, «a maior pobreza no mundo de hoje» era «não se sentir amado», por isso, compreendeu que experimentar o abandono de seu Amado como algo real a aproximava dos seus pobres e a identificava com o sofrimento de Jesus Cristo no Horto das Oliveiras e na Cruz, quando ele pergunta ao Pai: «Por que me abandonaste?»
Segundo o padre Kolodiejchuk, a experiência de Madre Teresa é similar à de outros santos e mais que «crise» de fé (que faz referência a algo mais «existencial e intelectual»), o que Madre viveu foi uma «prova de fé», até alcançar, como disse um de seus confessores, «uma fé pura e desnuda, sem sentir nada».
O postulador vê nesta atitude um exemplo para os fiéis, que devem saber que «a fé nem sempre é fácil» e «temos de lutar».
Apesar do desejo de Madre Teresa de que seus escritos fossem destruídos, finalmente são divulgados, porque a Igreja considera que, ainda que se tratou de uma experiência «pessoal», não foi uma experiência «privada», porque não foi só para ela. Os Missionários da Caridade herdaram o «carisma» de Madre Teresa, que consiste não só em compartilhar a pobreza material, mas também a espiritual.
O postulador concluiu que o amor que Madre Teresa viveu não é só para «admirar», mas que «é possível imitá-lo começando ao nosso redor».
Fonte: Zenit Org.
enviada por Ernesto
03/06/2008 07:48
enviada por Ernesto
03/06/2008 07:22
Bento XVI: Junho, mês do Sagrado Coração

Queridos irmãos e irmãs:
Neste domingo, que coincide com o início de junho, eu gostaria de recordar que este mês está tradicionalmente dedicado ao Coração de Cristo, símbolo da fé cristã, particularmente amado, tanto pelo povo como pelos |