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12/01/2009 15:20
"EIS O MEU FILHO MUITO AMADO !!!"
enviada por Ernesto
07/01/2009 17:29
"Avisados em sonhos para não voltarem junto de Herodes, regressaram ao seu país por outro caminho".
Aquele que realmente faz o seu encontro pessoal com Jesus, não seguirá mais com a sua vida pelo mesmo caminho.
Jesus redimensiona a nossa condição humana, com Ele, deixamos a escravidão do pecado, para vivermos a liberdade dos Filhos de Deus.
A verdadeira liberdade não esta em fazer tudo o que se quer, mas sim em fazer tudo o que se é para fazer. Como nos diz São Paulo: "Tudo eu posso, mas nem tudo convém". Esse "fazer tudo", sem um parametro moral e ético irá nos levar irremediavelmente a algum tipo de escravidão. E toda escravidão, seja ela do tipo que for, será sempre geradora de morte. Vamos entender aqui a morte como tudo aquilo que rouba, retira a dignidade do ser humano.
Jesus Cristo, veio ao mundo para nos deixar de uma maneira bem clara e inequívoca qual é este parâmetro: o amor.
"Amarás teu Deus sobre todas as coisas. E o próximo como a ti mesmo."
Não há liberdade para o homem fora do amor e fora da verdade. Quando nos encontramos com Jesus - o Caminho, a Verdade e a Vida - somos salvos, recuperados para tudo aquilo ao qual fomos criados, como imagem e semelhança de Deus.
"Senhor queremos viver intensamente a Festa da Epifania. Venha ao nosso coração com a sua vida e vida em abundância."
enviada por Ernesto
30/12/2008 10:16
«Os pais de Jesus foram apresentá-Lo ao Templo»

Que a carne se aproxime do verbo encarnado hoje, para com Ele desaprender o que é a carne e com Ele aprender a passar, pouco a pouco, da carne ao Espírito. Portanto que nos aproximemos hoje porque um novo sol brilha mais do que de costume. Até então fechado em Belém na estreiteza de uma manjedoura e conhecido por um pequeno número de pessoas, Ele vem agora a Jerusalém, ao Templo do Senhor; é apresentado a mais do que uma pessoa. Até então, tu, Belém, alegravas-te sozinha com a luz que tinha sido dada a todos; orgulhosa dum privilégio e de uma notícia inaudita, podias rivalizar com o próprio Oriente pela tua luz. Melhor ainda, coisa inacreditável de se dizer, havia em ti, numa manjedoura, mais luz do que a que o sol deste mundo pode espalhar, quando nasce. [...] Mas hoje, o Sol eleva-se para irradiar sobre o mundo. Oferecemos ao Templo de Jerusalém o Senhor do Templo.
Como são felizes os que se oferecem a Deus tal como Cristo, como uma pomba, no íntimo de um coração tranquilo! Esses estão preparados para celebrar com Maria o mistério da purificação. [...] Não foi a Mãe de Deus que foi purificada neste dia, porque nunca consentiu no pecado. É o homem, manchado pelo pecado, que hoje é purificado pelo filho que Ela teve e pela sua consagração voluntária. [...] Foi a nossa purificação que, por Maria, foi obtida. [...] Se nos abraçarmos com Fé ao fruto das suas entranhas, se nos oferecermos com Ele no Templo, o mistério que celebramos nos purificará.
Adão de Perseigne
enviada por Ernesto
30/12/2008 09:56

< DEUS, PAI E MÃE, VÓS QUISESTES HABITAR NUMA FAMÍLIA HUMANA. ABENÇOAI OS PAIS, AS MÃES E OS FILHOS. AFASTAI DE NOSSAS FAMÍLIAS TODOS OS MALES. AJUDAI-NOS A PROMOVER NAS FAMÍLIAS, EM TODOS OS LARES DE NOSSO PAÍS, OS SENTIMENTOS E OS PROPÓSITOS DE UNIÃO, AMOR GENEROSO, FIDELIDADE PERMANENTE E PERSEVERANÇA CONSTANTE NA VOSSA GRAÇA. AMÉM >
Fonte Semanário Litúrgico Ed. 61
enviada por Ernesto
29/12/2008 12:40

João, filho de Zebedeu e de Salomé, irmão de Tiago Maior, de profissão pescador, originário de Betsaida, como Pedro e André, ocupa um lugar de primeiro plano no elenco dos apóstolos. O autor do quarto Evangelho e do Apocalipse, será classificado pelo Sinédrio como indouto e inculto. No entanto, o leitor, mesmo que leia superficialmente os seus escritos, percebe não só o arrojo do pensamento, mas também a capacidade de revestir com criativas imagens literárias os sublimes pensamentos de Deus. A voz do juiz divino é como o mugido de muitas águas.
João é sempre o homem da elevação espiritual, mais inclinado à contemplação que à acção. É a águia que desde o primeiro bater das asas se eleva às vertiginosas alturas do mistério trinitário: "No princípio de tudo, aquele que é a Palavra já existia. Ele estava com Deus e ele mesmo era Deus."
Ele está entre os mais íntimos de Jesus e nas horas mais solenes de sua vida João está perto. Está a seu lado na hora da ceia, durante o processo, e único entre os apóstolos, assiste à sua morte junto com Maria. Mas contrariamente a tudo o que possam fazer pensar as representações da arte, João não era um homem fantasioso e delicado. Bastaria o apelido humorista que o Mestre impôs a ele e a seu irmão Tiago: "Filhos do trovão" para nos indicar um temperamento vivaz e impulsivo, alheio a compromissos e hesitações, até aparecendo intolerante e cáustico.
No seu Evangelho designa a si mesmo simplesmente como "o discípulo a quem Jesus amava." Também se não nos é dado indagar sobre o segredo desta inefável amizade, podemos adivinhar uma certa analogia entre a alma do Filho do homem e a do filho do trovão, pois Jesus veio à terra não só trazer a paz mas também o fogo. Após a ressurreição, João está quase constantemente ao lado de Pedro. Paulo, na epístola aos gálatas, fala de Pedro, Tiago e João como colunas na Igreja.
No Apocalipse, João diz que foi perseguido e degredado para a ilha de Patmos "por causa da palavra de Deus e do testemunho de Jesus Cristo". Conforme uma tradição unânime ele viveu em Éfeso em companhia de Maria e sob o imperador Domiciano foi colocado dentro de uma caldeira com óleo a ferver, mas saiu ileso e todavia com a glória de ter dado testemunho. Depois do exílio de Patmos voltou definitivamente para Éfeso, onde exortava continuamente os fiéis ao amor fraterno, resultando em três cartas, acolhidas entre os textos sagrados, assim como o Apocalipse e o Evangelho. Morreu carregado de anos em Éfeso durante o império de Trajano (98-117), onde foi sepultado.
enviada por Ernesto
29/12/2008 11:25
< O MARTÍRIO DE SANTO ESTEVÃO >
"Senhor, não os condenes por causa deste pecado."
enviada por Ernesto
29/12/2008 11:14
"Sim, Senhor, fazei-nos ver algo do esplendor da vossa glória. E dai a paz à terra"
«Quem se compara ao Senhor, nosso Deus, que tem o seu trono nas alturas e Se inclina lá do alto a olhar os céus e a terra?» Assim canta Israel num dos seus Salmos (113/112, 5s.), onde exalta simultaneamente a grandeza de Deus e sua benigna proximidade dos homens. Deus habita nas alturas, mas inclina-Se para baixo
Deus é imensamente grande e está incomparavelmente acima de nós. Esta é a primeira experiência do homem. A distância parece infinita. O Criador do universo, Aquele que tudo guia, está muito longe de nós: assim parece ao início. Mas depois vem a experiência surpreendente: Aquele que não é comparável a ninguém, que «está sentado nas alturas», Ele olha para baixo. Inclina-se para baixo. Ele vê-nos a nós, e vê-me a mim. Este olhar de Deus para baixo é mais do que um olhar lá das alturas. O olhar de Deus é um agir. O facto de Ele me ver, me olhar, transforma-me a mim e o mundo ao meu redor. Por isso logo a seguir diz o Salmo: «Levanta o pobre da miséria
» Com o seu olhar para baixo, Ele levanta-me, toma-me benignamente pela mão e ajuda-me, a mim próprio, a subir de baixo para as alturas. «Deus inclina-Se». Esta é uma palavra profética; e, na noite de Belém, adquiriu um significado completamente novo. O inclinar-Se de Deus assumiu um realismo inaudito, antes inimaginável. Ele inclina-Se: desce, Ele mesmo, como criança na miséria do curral, símbolo de toda a necessidade e estado de abandono dos homens. Deus desce realmente. Torna-Se criança, colocando-Se na condição de dependência total, própria de um ser humano recém-nascido. O Criador que tudo sustenta nas suas mãos, de Quem todos nós dependemos, faz-Se pequeno e necessitado do amor humano. Deus está no curral. No Antigo Testamento, o templo era considerado quase como o estrado dos pés de Deus; a arca santa, como o lugar onde Ele estava misteriosamente presente no meio dos homens. Deste modo sabia-se que sobre o templo, escondida, estava a nuvem da glória de Deus. Agora, está sobre o curral. Deus está na nuvem da miséria de uma criança sem lugar na hospedaria: que nuvem impenetrável e, no entanto, nuvem da glória! De facto, de que modo poderia aparecer maior e mais pura a sua predilecção pelo homem, a sua solicitude por ele? A nuvem do encobrimento, da pobreza da criança totalmente necessitada do amor, é ao mesmo tempo a nuvem da glória. É que nada pode ser mais sublime e maior do que o amor que assim se inclina, desce, se torna dependente. A glória do verdadeiro Deus torna-se visível quando se abrem os nossos olhos do coração diante do curral de Belém.
A narração do Natal feita por São Lucas, que acabámos de ouvir no texto evangélico, conta-nos que Deus levantou um pouco o véu do seu encobrimento primeiro diante de pessoas de condição muito humilde, diante de pessoas que habitualmente eram desprezadas na grande sociedade: diante dos pastores que, nos campos ao redor de Belém, guardavam os animais. Lucas diz-nos que estas pessoas «velavam». Nisto podemos ouvir ressoar um motivo central da mensagem de Jesus, na qual volta, repetidamente e com crescente urgência até ao Jardim das Oliveiras, o convite à vigilância, a permanecer acordados para nos darmos conta da vinda do Senhor e estarmos preparados para ela. Por isso, também aqui talvez a palavra signifique algo mais do que o simples estar externamente acordados durante as horas nocturnas. Eram pessoas verdadeiramente vigilantes, nas quais estava vivo o sentido de Deus e da sua proximidade; pessoas que estavam à espera de Deus e não se resignavam com o aparente afastamento dEle na vida de cada dia. A um coração vigilante pode ser dirigida a mensagem da grande alegria: esta noite nasceu para vós o Salvador. Só o coração vigilante é capaz de crer na mensagem. Só o coração vigilante pode incutir a coragem de pôr-se a caminho para encontrar Deus nas condições de uma criança no curral. Peçamos ao Senhor para que nos ajude, a nós também, a tornarmo-nos pessoas vigilantes.
São Lucas narra-nos ainda que os próprios pastores ficaram «envolvidos» pela glória de Deus, pela nuvem de luz, encontravam-se dentro do resplendor desta glória. Envolvidos pela nuvem santa ouvem o cântico de louvor dos anjos: «Glória a Deus no mais alto dos céus e paz na terra aos homens por Ele amados». E quem são estes homens por Ele amados senão os pequenos, os vigilantes, aqueles que estão à espera, esperam na bondade de Deus e procuram-No olhando para Ele de longe?
Nos Padres da Igreja, é possível encontrar um comentário surpreendente ao cântico com que os anjos saúdam o Redentor. Até àquele momento dizem os Padres os anjos tinham conhecido Deus na grandeza do universo, na lógica e na beleza do cosmos que provêm dEle e O reflectem. Tinham acolhido por assim dizer o cântico de louvor mudo da criação e tinham-no transformado em música do céu. Mas agora acontecera um facto novo, até mesmo assombroso para eles. Aquele de quem fala o universo, o próprio Deus que tudo sustenta e traz na sua mão, Ele mesmo entrara na história dos homens, tornara-Se um que age e sofre na história. Do jubiloso assombro suscitado por este facto inconcebível, por esta segunda e nova maneira em que Deus Se manifestara dizem os Padres nasceu um cântico novo, tendo o Evangelho de Natal conservado uma estrofe para nós: «Glória a Deus no mais alto dos céus e paz na terra aos homens». Talvez se possa dizer, segundo a estrutura da poesia hebraica, que este versículo nas suas duas frases diz fundamentalmente a mesma coisa, mas duma perspectiva diversa. A glória de Deus está no alto dos céus, mas esta sublimidade de Deus encontra-se agora no curral, aquilo que era humilde tornou-se sublime. A sua glória está sobre a terra, é a glória da humildade e do amor. Mais ainda: a glória de Deus é a paz. Onde está Ele, lá está a paz. Ele está lá onde os homens não querem fazer, de modo autónomo, da terra o paraíso, servindo-se para tal fim da violência. Ele está com as pessoas de coração vigilante; com os humildes e com aqueles que correspondem à sua elevação, à elevação da humildade e do amor. A estes dá a sua paz, para que, por meio deles, entre a paz neste mundo.
O teólogo medieval Guilherme de S. Thierry disse uma vez: Deus viu, a partir de Adão, que a sua grandeza suscitava no homem resistência; que o homem se sente limitado no ser ele próprio e ameaçado na sua liberdade. Portanto Deus escolheu um caminho novo. Tornou-Se um Menino. Tornou-Se dependente e frágil, necessitado do nosso amor. Agora diz-nos aquele Deus que Se fez Menino já não podeis ter medo de Mim, agora podeis apenas amar-Me.
É com tais pensamentos que, esta noite, nos aproximamos do Menino de Belém, daquele Deus que por nós quis fazer-Se criança. Em cada criança, há o revérbero do Menino de Belém. Cada criança pede o nosso amor. Pensemos, pois, nesta noite de modo particular também naquelas crianças às quais é recusado o amor dos pais; nos meninos da rua que não têm o dom de um lar doméstico; nas crianças que são brutalmente usadas como soldados e feitas instrumentos da violência, em vez de poderem ser portadores da reconciliação e da paz; nas crianças que, através da indústria da pornografia e de todas as outras formas abomináveis de abuso, são feridas até ao fundo da sua alma. O Menino de Belém é um renovado apelo que nos é dirigido para fazermos tudo o que for possível a fim de que acabe a tribulação destas crianças; para fazermos tudo o que for possível a fim de que a luz de Belém toque os corações dos homens. Somente através da conversão dos corações, somente através de uma mudança no íntimo do homem se pode superar a causa de todo este mal, pode ser vencido o poder do maligno. Somente se mudarem os homens é que muda o mundo e, para os homens mudarem, precisam da luz que vem de Deus, daquela luz que de modo tão inesperado entrou na nossa noite.
E falando do Menino de Belém, pensemos também na localidade que responde ao nome de Belém; pensemos naquela terra onde Jesus viveu e que Ele amou profundamente. E peçamos para que lá se crie a paz. Que cessem o ódio e a violência. Que desperte a compreensão recíproca, se realize uma abertura dos corações que abra as fronteiras. Que desça a paz que os anjos cantaram naquela noite.
NoSalmo 96/95, Israel e, com ele, a Igreja louvam a grandeza de Deus que se manifesta na criação. Todas as criatura são chamadas a aderir a este cântico de louvor, encontrando-se lá também este convite: «Alegrem-se as árvores da floresta, diante do Senhor que vem» (12s.). A Igreja lê este Salmo também como um profecia e simultaneamente uma missão. A vinda de Deus a Belém foi silenciosa. Somente os pastores que velavam foram por uns momentos envolvidos no esplendor luminoso da sua chegada e puderam ouvir uma parte daquele cântico novo que brotara da maravilha e da alegria dos anjos pela vinda de Deus. Esta vinda silenciosa da glória de Deus continua através dos séculos. Onde há fé, onde a sua palavra é anunciada e escutada, Deus reúne os homens e dá-Se-lhes no seu Corpo, transforma-os no seu Corpo. Ele «vem». E assim desperta o coração dos homens. O cântico novo dos anjos torna-se cântico dos homens que, ao longo de todos os séculos, de forma sempre nova cantam a vinda de Deus como Menino e, a partir do seu íntimo, tornam-se felizes. E as árvores da floresta vão até Ele e exultam. A árvore na Praça de São Pedro fala dEle, quer transmitir o seu esplendor e dizer: Sim, Ele veio e as árvores da floresta aclamam-No. As árvores nas cidades e nas casas deveriam ser algo mais do que um costume natalício: indicam Aquele que é a razão da nossa alegria o próprio Deus que por nós Se fez menino. O cântico de louvor, no mais fundo, fala enfim dAquele que é a própria árvore da vida reencontrada. Pela fé nEle, recebemos a vida. No sacramento da Eucaristia, dá-Se a nós: dá uma vida que chega até à eternidade. Nesta hora, juntamo-nos ao cântico de louvor da criação e o nosso louvor é ao mesmo tempo uma oração: Sim, Senhor, fazei-nos ver algo do esplendor da vossa glória. E dai a paz à terra. Tornai-nos homens e mulheres da vossa paz. Amen.
Homilia de Bento XVI na noite de Natal
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enviada por Ernesto
29/12/2008 11:08
"Procuremos Jesus, deixemo-nos atrair pela sua luz, que dissipa a tristeza e o medo"
Amados irmãos e irmãs, com as palavras do apóstolo Paulo renovo o jubiloso anúncio do Natal de Cristo: sim, hoje, «manifestou-se a todos os homens a graça de Deus, nosso Salvador»!
Manifestou-se! Isto é o que a Igreja hoje celebra. A graça de Deus, rica em bondade e ternura, já não está escondida, mas «manifestou-se», manifestou-se na carne, mostrou o seu rosto. Onde? Em Belém. Quando? Sob César Augusto, durante o primeiro recenseamento a que alude também o evangelista Lucas. E quem é o revelador? Um recém-nascido, o Filho da Virgem Maria. N'Ele manifestou-se a graça de Deus, Salvador nosso. Por isso, aquele Menino chama-Se Jehoshua, Jesus, que significa «Deus salva».
A graça de Deus manifestou-se: eis o motivo por que o Natal é festa de luz. Não uma luz total, como aquela que envolve todas as coisas em pleno dia, mas um clarão que se acende na noite e se difunde a partir de um ponto concreto do universo: da gruta de Belém, onde o Deus Menino «veio à luz». Na realidade, é Ele a própria luz que se propaga, como aparece bem representado em muitos quadros da Natividade. Ele é a luz, que, ao manifestar-se, rompe a bruma, dissipa as trevas e nos permite compreender o sentido e o valor da nossa existência e da história. Cada presépio é um convite simples e eloquente a abrir o coração e a mente ao mistério da vida. É um encontro com a Vida imortal, que Se fez mortal na mística cena do Natal; uma cena que podemos admirar também aqui, nesta Praça, tal como em inumeráveis igrejas e capelas do mundo inteiro e em toda a casa onde é adorado o nome de Jesus.
A graça de Deus manifestou-se a todos os homens. Sim, Jesus, o rosto do próprio Deus-que-salva, não Se manifestou somente para poucos, para alguns, mas para todos. É verdade que, no casebre humilde e pobre de Belém, poucas pessoas O encontraram, mas Ele veio para todos: judeus e pagãos, ricos e pobres, de perto e de longe, crentes e não crentes
todos. A graça sobrenatural, por vontade de Deus, destina-se a toda a criatura. Mas é preciso que o ser humano a acolha, pronuncie o seu «sim», como Maria, para o coração seja iluminado por um raio daquela luz divina. Os que acolheram o Verbo encarnado, naquela noite, foram Maria e José, que O esperavam com amor, e os pastores, que vigiavam durante a noite (cf. Lc 2, 1-20). Foi, portanto, uma pequena comunidade que acorreu a adorar Jesus Menino; uma pequena comunidade que representa a Igreja e todos os homens de boa vontade. Também hoje, aqueles que na vida O esperam e procuram, encontram Deus que por amor Se fez nosso irmão; quantos têm o coração voltado para Ele, desejam conhecer o seu rosto e contribuir para instaurar o seu reino. Di-lo-á o próprio Jesus na sua pregação: são os pobres em espírito, os aflitos, os mansos, os famintos de justiça, os misericordiosos, os puros de coração, os obreiros da paz, os perseguidos por causa da justiça (cf. Mt 5, 3-10). Estes reconhecem em Jesus o rosto de Deus e regressam, como os pastores de Belém, renovados no coração pela alegria do seu amor.
Irmãos e irmãs que me escutais, a todos os homens se destina o anúncio de esperança que constitui o coração da mensagem de Natal. Para todos nasceu Jesus e, como em Belém Maria O ofereceu aos pastores, neste dia a Igreja apresenta-O à humanidade inteira, para que toda a pessoa e cada situação humana possa experimentar a força da graça salvadora de Deus, a única que pode transformar o mal em bem, a única que pode mudar o coração do homem e torná-lo um «oásis» de paz.
Possam experimentar a força da graça salvadora de Deus as numerosas populações que vivem ainda nas trevas e nas sombras da morte (cf.Lc 1, 79). Que a Luz divina de Belém se difunde pela Terra Santa, onde o horizonte parece tornar-se a fazer escuro para os israelitas e os palestinianos, difunda-se pelo Líbano, o Iraque e todo o Médio Oriente. Torne fecundos os esforços de quantos não se resignam com a lógica perversa do conflito e da violência e privilegiam pelo contrário o caminho do diálogo e das negociações para se harmonizar as tensões internas nos diversos Países e encontras soluções justas e duradouras para os conflitos que atormentam a região. Por esta Luz que transforma e renova, anelam os habitantes do Zimbábue, em África, oprimidos há demasiado tempo por uma crise política e social que, infelizmente, continua a agravar-se, coma também os homens e as mulheres da República Democrática do Congo, especialmente na martirizada região do Kivu, do Darfour, no Sudão, e da Somália, cujos infindáveis sofrimentos são uma trágica consequência da falta de estabilidade e de paz.
Por esta Luz esperam sobretudo as crianças dos países referidos e de todo os outros em dificuldade, a fim de que seja devolvida a esperança ao seu futuro.
Onde a dignidade e os direitos da pessoa humana são espezinhados; onde os egoísmos pessoais ou de grupo prevalecem sobre o bem comum; onde se corre o risco de habituar-se ao ódio fratricida a à exploração do homem pelo homem; onde lutas internas dividem grupos e etnias e dilaceram a convivência; onde o terrorismo continua a percutir; onde falta o necessário para sobreviver; onde se olha com apreensão para um futuro que se vai tornando cada vez mais incerto, mesmo nas Nações do bem-estar: lá resplandeça a Luz do Natal e encoraje todos a fazerem a própria parte, com espírito de autêntica solidariedade. Se cada um pensar só nos próprios interesses, o mundo não poderá senão caminhar para a ruína.
Amados irmãos e irmãs, hoje «manifestou-se a graça de Deus Salvador» (cf. Tt 2, 11), neste nosso mundo, com as suas potencialidades e as suas debilidades, os seus progressos e as suas crises, com as suas esperanças e as suas angústias. Hoje refulge a luz de Jesus Cristo, Filho do Altíssimo e filho da Virgem Maria: «Deus de Deus, Luz da Luz, Deus verdadeiro de Deus verdadeiro. Por nós, homens, e para nossa salvação desceu dos Céus». Adoramo-Lo hoje, em cada ângulo da terra, envolvido em faixas e reclinado numa pobre manjedoura. Adoramo-Lo em silêncio enquanto Ele, ainda infante, parece dizer-nos para nossa consolação: não tenhais medo, «Eu sou Deus e não há outro» (Is 45, 22). Vinde a Mim, homens e mulheres, povos e nações. Vinde a Mim, não temais! Vim trazer-vos o amor do Pai, mostrar-vos o caminho da paz.
Vamos, pois, irmãos! Apressemo-nos, como os pastores na noite de Belém. Deus veio ao nosso encontro e mostrou-nos o seu rosto, rico em misericórdia! A sua graça não seja vã para nós! Procuremos Jesus, deixemo-nos atrair pela sua luz, que dissipa a tristeza e o medo do coração do homem; aproximemo-nos com confiança; com humildade, prostremo-nos para O adorar. Feliz Natal para todos!
Mensagem de Natal de Bento XVI
© Copyright 2008 - Libreria Editrice Vaticana
enviada por Ernesto
26/12/2008 12:35
enviada por Ernesto
26/12/2008 12:33
«Quando veio a plenitude dos tempos,Deus enviou seu Filho, que nasceu de uma mulher»
1. Paulo e o dogma da encarnação
Leiamos, em primeiro lugar, também desta vez, a passagem paulina sobre a qual vamos meditar:
«Mas quando veio a plenitude dos tempos, Deus enviou seu Filho, que nasceu de uma mulher e nasceu submetido a uma lei, a fim de remir os que estavam sob a lei, para que recebêssemos a sua adoção. A prova de que sois filhos é que Deus enviou aos vossos corações o Espírito de seu Filho, que clama: Aba, Pai! Portanto já não és escravo, mas filho. E, se és filho, então também herdeiro por Deus» (Gál 4, 4-7).
Escutamos esta passagem com freqüência no tempo natalino, começando pelas Primeiras Vésperas da solenidade de Natal. Digamos antes de tudo algo sobre as implicações teológicas deste texto. É a passagem que mais se aproxima, no copus paulino, da idéia de pré-existência e de encarnação. A idéia de «envio» («Deus enviou, exapesteilen, seu Filho») está em paralelo com o envio do Espírito do qual se fala em dois versículos e recorda o que se diz no Antigo Testamento do envio da Sabedoria e do Santo Espírito sobre o mundo por parte de Deus (Sab 9, 10.17). Estas aproximações indicam que não se trata de um envio «da terra», como no caso dos profetas, mas «do céu».
A idéia da pré-existência do Cristo está implícita nos textos paulinos nos quais se fala de uma função de Cristo na criação do mundo (1 Cor 8, 6; Col 1, 15-16) e quando Paulo diz que a rocha que seguia o povo no deserto era Cristo (1 Cor 10, 4). A idéia da encarnação, por sua vez, é subjacente no hino cristológico dos Filipenses 2: «Sendo ele de condição divina, não se prevaleceu de sua igualdade com Deus, mas aniquilou-se a si mesmo, assumindo a condição de escravo».
Apesar disso, deve-se admitir que pré-existência e encarnação em Paulo são verdades em gestação, que ainda não chegaram à sua formulação plena. O motivo é que o centro de interesse e o ponto de partida de tudo é para ele o mistério pascal, ou seja, o realizado, mais que a pessoa do Salvador. O contrário de João, para quem o ponto de partida e o epicentro da atenção é precisamente a pré-existência e a encarnação.
Trata-se de duas «vias» ou percursos diferentes, no descobrimento de quem é Jesus Cristo: um, o de Paulo, parte da humanidade para chegar à divindade, da carne para chegar ao Espírito, da história de Cristo para chegar à pré-existência de Cristo; o outro, o de João, que segue o caminho inverso: parte da divindade do Verbo para chegar à sua existência no tempo; uma põe como dobradiça entre as duas fases a ressurreição de Cristo, e a outra vê a passagem de um estado ao outro na encarnação.
Na época seguinte, ambas as vias tendem a consolidar-se, dando lugar a dois modelos ou arquétipos e finalmente a duas escolas cristológicas: a escola de Antioquia, que se refere preferentemente a Paulo, e a escola de Alexandria, que se refere mais a João. Nenhum dos seguidores de uma ou outra via tem consciência de eleger entre Paulo e João; ambos estão seguros de tê-los de sua parte. Isso é certo, mas é um fato que as duas influências persistem visíveis e distinguíveis como dois rios que, ainda confluindo juntos, continuam diferenciando-se pela cor de suas respectivas águas.
Esta diferenciação se reflete, por exemplo, na forma diferente com a qual se interpreta , nas duas escolas, a kenosis de Cristo de Filipenses 2. Até o século II-III se delineiam, neste texto, duas leituras diferentes que se voltam a encontrar também na exegese moderna. Segundo a escola de Alexandria, o sujeito inicial do hino é o Filho de Deus pré-existente na forma de Deus. A kenosis por isso, neste caso, consistiria na encarnação, no tornar-se homem. Segundo a interpretação dominante na escola de Antioquia, o sujeito único do hino desde o princípio até o final é o Cristo histórico, Jesus de Nazaré. Neste caso, a kenosis consistiria no aniquilamento inerente a seu fazer-se servo, em submeter-se à paixão e à morte.
A diferença entre ambas as escolas não é tanto que alguns sigam Paulo e outros João, mas que alguns interpretam João à luz de Paulo e outros interpretam Paulo à luz de João. A diferença está no esquema, ou na perspectiva de fundo, que se adota para ilustrar o mistério de Cristo. Na confrontação entre ambas as escolas, podemos dizer que se formaram as linhas mestras do dogma e da teologia da Igreja, que permanecem ativas até hoje.
2. Nasceu de uma mulher
O relativo silêncio sobre a encarnação comporta, em Paulo, um silêncio quase total sobre Maria, a Mãe do Verbo encarnado. O inciso «nascido de uma mulher» (factum sub muliere) de nosso texto é a alusão mais explícita que se tem a Maria no corpus paulino. Esta é equivalente a outra expressão: «nascido da linhagem de Davi segundo a carne», «factum ex semine David secundum carnem» (Rom 1, 3).
Este foi um dos pontos-chave na luta contra o docetismo gnóstico, do século II em diante. Diz, de fato, que Jesus não é uma aparição celeste; graças ao seu nascimento de uma mulher, ele está inserido plenamente na humanidade e na história, «em tudo semelhante aos homens» (Fl 2, 7). «Por que dizemos que Cristo é homem? escreve Tertuliano Porque nasceu de Maria, que é uma criatura humana». Pensando bem, «nasceu de uma mulher» é mais adequado para expressar a verdadeira humanidade de Cristo, que não o titula «filho do homem». Em sentido literal, Jesus não é filho do homem, não teve por pai um homem, mas sim é realmente «filho da mulher».
O texto paulino estará também no centro do debate sobre o título de Mãe de Deus (theotokos) nas disputas cristológicas posteriores, o que explica por que a liturgia nos faz escutar na segunda leitura da missa da Solenidade de Maria Santíssima Mãe de Deus, em 1º de janeiro.
É preciso ressaltar um dado. Se Paulo tivesse dito: «nasceu de Maria», teria se tratado só de um detalhe biográfico; tendo dito «nasceu de uma mulher», deu à sua afirmação um caráter universal e imenso. É a própria mulher, toda mulher, que foi elevada em Maria a tão incrível altura. Maria é aqui a mulher por antonomásia.
3. «Em que me afeta que Cristo tenha nascido de Maria?»
Estamos meditando no texto paulino diante do iminente Natal e no espírito da lectio divina. Por isso, não podemos deter-nos muito no dado exegético, mas após ter contemplado a verdade teológica contida no texto, devemos extrair dele ensinamentos para nossa vida espiritual, iluminando o «para mim» da palavra de Deus.
Uma frase de Orígenes, retomada por Santo Agostinho, São Bernardo, Lutero e outros, diz: «Que me aproveita que Cristo tenha nascido uma vez de Maria em Belém, se não nasce também por fé na minha alma?». A maternidade divina de Maria se realiza em dois âmbitos: físico e espiritual. Maria é a Mãe de Deus não só porque o teve fisicamente no ventre, mas também porque o concebeu antes no coração, com a fé. Não podemos, naturalmente, imitar Maria no primeiro sentido, gerando Cristo de novo, mas podemos imitá-la no segundo sentido, que é o da fé. O próprio Jesus começou esta aplicação à Igreja do título de «Mãe de Cristo», quando declarou: «Minha mãe e meus irmãos são aqueles que ouvem a Palavra de Deus e a cumprem» (Lc 8, 21; cf. Mc 3, 31 s; Mt 12, 49).
Na tradição, esta verdade conheceu dois níveis de aplicação complementares, um de tipo pastoral e o outro de tipo espiritual. Em um caso, vê-se realizada esta maternidade da Igreja em seu conjunto enquanto «sacramento universal de salvação»; no outro, realiza-se em cada pessoa ou alma que crê.
Um escritor da Idade Média, o Beato Isaac do mosteiro de Stella, fez uma espécie de síntese de todos estes motivos. Em uma homilia famosa que lemos na Liturgia das Horas do sábado passado, ele escreve: «Maria e a Igreja são uma mãe e várias mães; uma virgem e muitas virgens. Ambas são mães e ambas virgens... Por tudo isso, nas Escrituras divinamente inspiradas, entende-se como dito em singular da virgem mãe Maria o que em termos universais se diz da virgem Mãe Igreja, e se entende como dito da virgem mãe Igreja em geral o que em especial se diz da virgem mãe Maria... também se considera com razão cada alma fiel como esposa do Verbo de Deus, mãe de Cristo, filha e irmã, virgem e mãe fecunda» (Discurso 51).
O Concílio Vaticano II se põe na primeira perspectiva quando escreve: «A Igreja... se converte também em mãe, já que com a pregação e o batismo gera em uma vida nova e imortal para seus filhos, concebidos por obra do Espírito Santo e nascidos de Deus» (Lumen gentium 64).
Concentramo-nos na aplicação pessoal a cada alma: «Toda alma que crê escreve Santo Ambrósio concebe e gera o Verbo de Deus... Se segundo a carne uma só é a Mãe de Cristo, segundo a fé, todas as almas geram Cristo quando acolhem a Palavra de Deus» (Exposição do Evangelho segundo São Lucas, II, 26). Faz-lhe eco outro padre do Oriente: «Cristo nasce sempre misticamente na alma, tomando carne daqueles que se salvam e fazendo da alma que o gera uma mãe virgem» (Máximo Confessor, Comentário ao Pai Nosso).
Como converte-se concretamente em mãe de Jesus nos indica ele mesmo no Evangelho: escutando a Palavra e pondo-a em prática (cf. Lc 8, 21; Mc 3, 31s.; Mt 12, 49). Reconsideremos, para compreender, como Maria se converteu em mãe: «A virgem conceberá e dará à luz um filho», lê-se em Isaías, e «Conceberás e darás à luz um Filho», diz o anjo a Maria.
Há duas maternidades incompletas ou dois tipos de interrupção da maternidade. Uma é antiga e conhecida, o aborto. Este acontece quando se concebe uma vida, mas não se dá à luz porque, por causas naturais ou pelo pecado do homem, o feto está morto. Até há pouco tempo, este aborto era o único caso que se conhecia de maternidade incompleta. Hoje se conhece outro que consiste, ao contrário, em parir um filho sem tê-lo concebido. Acontece no caso dos filhos concebidos em proveta e inseridos, em um segundo momento, no seio de uma mulher, e no caso do útero emprestado para hospedar, inclusive pagando, vidas humanas concebidas em outro lugar. Neste caso, o que a mulher dá à luz não vem dela, não é concebido «antes no coração que no corpo».
Infelizmente, também no campo espiritual existem estas duas tristes possibilidades de maternidade incompleta. Concebe Jesus sem dá-lo à luz quem acolhe a Palavra sem colocá-la em prática, quem continua fazendo um aborto espiritual atrás do outro, formulando propósitos de conversão que são sistematicamente esquecidos e abandonados na metade do caminho; quem se comporta diante da Palavra como o observador apressado que olha seu rosto no espelho e depois se esquece imediatamente de como era (cf. Tg 1, 23-24). Em suma, quem tem fé, mas não tem obras.
Dá à luz Cristo, ao contrário, sem tê-lo concebido quem faz tantas obras, inclusive boas, mas que não vêm do coração, do amor a Deus e da reta intenção, mas do costume, da hipocrisia, da busca de sua própria glória e de seu próprio interesse, ou simplesmente da satisfação que dá o fazer. Em suma, quem tem obras, mas não tem fé.
São Francisco de Assis tem uma frase que resume, em positivo, em que consiste a verdadeira maternidade de Cristo: «Somos mães de Cristo diz quando o levamos no coração e no corpo por meio do amor divino e da pura e sincera consciência; nós o geramos através das obras santas, que devem resplandecer diante dos demais como exemplo... Oh! que santo e querido, agradável, humilde, pacífico, doce, amável e desejável sobre toda outra coisa, ter um irmão e um filho semelhante, nosso Senhor Jesus Cristo» (Carta aos fiéis, 1). Nós quer dizer o santo concebemos Cristo quando o amamos com sincero coração e com consciência reta, e o damos à luz quando realizamos obras santas que o manifestam ao mundo.
4. As duas festas do Menino Jesus
São Boaventura, discípulo e filho do Pobrezinho, recolheu e desenvolveu este pensamento em um opúsculo titulado «As cinco festas do Menino Jesus». Na introdução do livro, relata como um dia, enquanto estava de retiro no monte Verna, veio-lhe à mente o que dizem os Santo Padres, ou seja, que a alma devota de Deus, por graça do Espírito Santo e pelo poder do Altíssimo, pode conceber espiritualmente o Verbo bendito e o Filho Unigênito do Pai, dá-lo à luz, colocar-lhe nome, procurá-lo e adorá-lo com os Magos e finalmente apresentá-lo felizmente a Deus Pai em seu templo.
Destes cinco momentos ou festas do Menino Jesus, que a alma deve reviver, interessam-nos sobretudo as duas primeiras: a concepção e o nascimento. Para São Boaventura, a alma concebe Jesus quando, descontente com a vida que leva, estimulada por inspirações santas e inflamada de ardor santo, cansada de seus velhos costumes e defeitos, é como fecundada espiritualmente pela graça do Espírito Santo e concebe o propósito de uma vida nova. Aconteceu a concepção de Cristo!
Uma vez concebido, o bendito Filho de Deus nasce no coração, sempre que, após ter feito um discernimento saudável, pedido oportuno conselho, invocado a ajuda de Deus, a alma põe imediatamente por obra seu santo propósito, começando a realizar o que há tempos estava amadurecendo, mas que havia deixado para mais adiante por medo de não ser capaz disso.
Mas é necessário insistir em uma coisa: este propósito de vida deve ser traduzido, sem dúvida, em algo concreto, em uma mudança, possivelmente também externa e visível, de nossa vida e costumes. Se o propósito não se põe em prática, Jesus foi concebido mas não dado à luz. É um dos muitos abortos espirituais. Não se celebrará nunca a «segunda festa» do Menino Jesus, que é o Natal. É um dos muitos casos que são uma das razões pelas quais tão poucos chegam a ser santos.
Se você decide mudar de estilo de vida e começar a fazer parte dessa categoria de pobres e humildes, que como Maria buscam encontrar graça diante de Deus, sem importar-lhe agradar outros homens, então, diz São Boaventura, você deve ter coragem, porque precisará disso. Deverá enfrentar dois tipos de tentação. Antes de tudo, os homens carnais do seu ambiente se apresentarão e lhe dirão: «É muito duro o que você pretende, não conseguirá, faltar-lhe-ão a força, você perderá a saúde; estas coisas não se adequam ao seu estado, você compromete seu bom nome e a dignidade do seu cargo»...
Superado este obstáculo, apresentar-se-ão outros com fama de ser, ou inclusive que são de fato, pessoas pias e religiosas, mas que não crêem verdadeiramente no poder de Deus e do seu Espírito. Estas lhe dirão que, se você começar a viver dessa forma dando tanto termpo à oração, evitando participar de atividades e falas inúteis, fazendo obras de caridade , será considerado logo um santo, um homem devoto e espiritual, e dado que você sabe perfeitamente que não o é, acabará enganando as pessoas e sendo um hipócrita, atraindo sobre você a reprovação de Deus, que escruta os corações.
A todas estas tentações, é necessário responder com fé: «Não é a mão do Senhor que é incapaz de salvar» (Is 59, 1) e, quase bravos conosco mesmos, exclamar, como Agostinho na véspera de sua conversão: «Se estes e estas podem, por que eu não? Si isti et istae, cur non ego?» (Confissões).
5. Maria disse «sim»
O exemplo da Mãe de Deus nos sugere o que fazer em concreto para imprimir à nossa vida espiritual neste novo impulso, para conceber e dar à luz Jesus verdadeiramente em nós neste Natal. Maria disse um «sim» decidido e pleno a Deus. Insiste-se muito no fiat de Maria, em Maria como «a Virgem do fiat». Mas Maria não falava latim e por isso não disse fiat , não disse sequer genoito, que é a palavra que encontramos, a este ponto, no texto grego de Lucas, porque não falava grego.
Se é lícito remontar-se, com pia reflexão, à ipsissima vox, à própria palavra que estava na fonte judaica usada por Lucas, esta deve ter sido a palavra amém. Amén, palavra hebraica cuja raiz significa solidez, certeza, era usada na liturgia como resposta de fé à palavra de Deus. Cada vez que, ao término de certos salmos, na Vulgata se lia antes fiat, fiat, agora na nova versão dos textos originais se lê: Amém, Amém. O mesmo para a palavra grega: cada vez que na Bíblia dos Setenta se lê nesses mesmos salmos genoito, genoito, o original grego usa: Amém, Amém.
Com o amém se reconhece o que se disse como palavra firme, estável, válida e vinculante. Sua tradição exata, como resposta à palavra de Deus, é: «Assim seja, assim seja». Indica fé e obediência conjuntamente; reconhece que o que Deus diz é certo e se submete a isso. Ou seja, sim a Deus. Neste sentido o encontramos na própria boca de Jesus: «Sim, amém, Pai, pois tal foi teu beneplácito» (cf. Mt 11, 26). Ele é o Amém personificado: «Assim fala o Amém» (Ap 3, 14) e por meio dele, acrescenta Paulo, todo amém pronunciado na terra sobe a Deus (cf. 2 Cor 1, 20).
Em quase todas as línguas humanas, a palavra que expressa o consenso é um monossílabo: «sim», «já», «yes», «oui», «tag»... A palavra mais curta do vocabulário, mas aquela com que tanto os noivos como os consagrados decidem sua vida para sempre. Também no rito da profissão religiosa e da ordenação sacerdotal há um momento em que se pronuncia um «sim».
Há um detalhe no amém de Maria que é importante assinalar. Nas línguas modernas, usamos o modo indicativo para assinalar que algo aconteceu ou acontecerá, o modo condicional para indicar algo que poderá acontecer em certas condições, etc.; o grego tem um modo particular que se chama optativo. É um modo que se usa quando se quer expressar desejo ou impaciência por que algo aconteça. O verbo usado por Lucas, genoito, está precisamente neste modo.
São Paulo diz que «Deus ama quem dá com alegria» (2 Cor 9, 7) e Maria disse seu sim a Deus com alegria. Peçamos-lhe que nos obtenha a graça de dizer a Deus um sim alegre e renovado, e assim conceber e dar à luz, também nós neste Natal, seu filho Jesus Cristo.
[Tradução: Élison Santos. Revisão: Aline Banchieri]
Fonte: Zenit org.
enviada por Ernesto
24/12/2008 12:28
"Anuncio-vos uma grande alegria"
Por aqueles dias, saiu um édito da parte de César Augusto para ser recenseada toda a terra. Este recenseamento foi o primeiro que se fez, sendo Quirino governador da Síria. Todos iam recensear-se, cada qual à sua própria cidade. Também José, deixando a cidade de Nazaré, na Galileia, subiu até à Judeia, à cidade de David, chamada Belém, por ser da casa e linhagem de David, a fim de se recensear com Maria, sua esposa, que se encontrava grávida. E, quando eles ali se encontravam, completaram-se os dias de ela dar à luz e teve o seu filho primogénito, que envolveu em panos e recostou numa manjedoura, por não haver lugar para eles na hospedaria. Na mesma região encontravam-se uns pastores que pernoitavam nos campos, guardando os seus rebanhos durante a noite. Um anjo do Senhor apareceu-lhes, e a glória do Senhor refulgiu em volta deles; e tiveram muito medo. O anjo disse-lhes: «Não temais, pois anuncio-vos uma grande alegria, que o será para todo o povo: Hoje, na cidade de David, nasceu-vos um Salvador, que é o Messias Senhor. Isto vos servirá de sinal: encontrareis um menino envolto em panos e deitado numa manjedoura.» De repente, juntou-se ao anjo uma multidão do exército celeste, louvando a Deus e dizendo: «Glória a Deus nas alturas e paz na terra aos homens do seu agrado.»
«A glória do Senhor refulgiu em volta deles»
Antes de surgir a verdadeira luz, antes do nascimento de Cristo, a noite envolvia o mundo por completo; a noite reinava também em cada um de nós, antes da nossa conversão e regeneração interior. Não era aquela a mais profunda das noites, e aquelas as trevas mais espessas à face da terra, naquele tempo em que nossos pais honravam falsos deuses? [...] E não houve depois em nós uma outra noite tenebrosa, nesse período em que sem Deus vivíamos neste mundo, apenas guiados pelas nossas paixões e por atracções mundanas, fazendo coisas que hoje nos fazem corar, por serem também obras das trevas? [...]
Mas agora saístes do vosso sono, santificastes-vos, tornastes-vos filhos da luz, filhos do dia, e já não sois das trevas nem da noite (1 Ts 5,5) [...] «Amanhã vereis a majestade de Deus em vós.» Hoje, por nós, o Filho fez-Se justiça vinda de Deus; amanhã, manifestar-Se-á como vida nossa, para que nos pareçamos com Ele na glória. Hoje nasceu-nos um menino, para nos impedir de viver na vã glória, e para que, ao convertermo-nos, sejamos humildes como crianças (Mt 18,3). Amanhã Ele mostrar-Se-á na sua grandeza para nos incitar ao louvor e para que possamos também ser glorificados e louvados, quando a cada um Deus conceder a sua glória [...] «Seremos semelhantes a Ele, porque O veremos tal como Ele é» (1 Jo 3,2). Hoje, com efeito, não O vemos em Si mesmo, mas como num espelho (1 Co 13,12); hoje Ele recebe aquilo que, dependendo de nós, lhe damos. Mas amanhã vê-Lo-emos em nós, quando nos der o que depende d'Ele, quando Se mostrar tal como é em Si mesmo, e nos tomar para nos elevar até Si.
São Bernardo
enviada por Ernesto
24/12/2008 12:25

Com efeito, manifestou-se a graça de Deus, portadora de salvação para todos os homens, para nos ensinar a renúncia à impiedade e aos desejos mundanos, a fim de vivermos no século presente com sobriedade, justiça e piedade, aguardando a bem-aventurada esperança e a gloriosa manifestação do nosso grande Deus e Salvador Jesus Cristo. Ele entregou-se por nós, a fim de nos resgatar de toda a iniquidade e de purificar e constituir um povo de sua exclusiva posse e zeloso na prática do bem.
enviada por Ernesto
24/12/2008 12:24
Cantai ao SENHOR um cântico novo, cantai ao SENHOR, terra inteira!
Cantai ao SENHOR, bendizei o seu nome, proclamai, dia após dia, a sua salvação.
Cantai ao SENHOR, bendizei o seu nome, proclamai, dia após dia, a sua salvação.
Anunciai aos pagãos a sua glória e a todos os povos, as suas maravilhas.
Alegrem se os céus, exulte a terra! Ressoe o mar e tudo o que nele existe!
Alegrem se os campos e todos os seus frutos, exultem de alegria todas as árvores dos bosques
na presença do SENHOR, que se aproxima e vem para governar a terra! Ele governará o mundo com justiça e os povos, com a sua fidelidade.
enviada por Ernesto
24/12/2008 12:22

O povo que andava nas trevas viu uma grande luz
O povo que andava nas trevas viu uma grande luz; habitavam numa terra de sombras, mas uma luz brilhou sobre eles. Multiplicaste a alegria, aumentaste o júbilo; alegram-se diante de ti como os que se alegram no tempo da colheita, como se regozijam os que repartem os despojos. Pois Tu quebraste o seu jugo pesado, a vara que lhe feria o ombro e o bastão do seu capataz, como na jornada de Madian. Porque a bota que pisa o solo com arrogância e a capa empapada em sangue serão queimadas e serão pasto das chamas. Porquanto um menino nasceu para nós, um filho nos foi dado; tem a soberania sobre os seus ombros, e o seu nome é: Conselheiro-Admirável, Deus herói, Pai-Eterno, Príncipe da paz. Dilatará o seu domínio com uma paz sem limites, sobre o trono de David e sobre o seu reino. Ele o estabelecerá e o consolidará com o direito e com a justiça, desde agora e para sempre. Assim fará o amor ardente do SENHOR do universo.
Livro de Isaías 9,1-6.
enviada por Ernesto
23/12/2008 18:34
« A ecologia do homem »
Bento XVI advoga por A ideologia de gênero altera a constituição da natureza humana, adverte
Por Jesús Colina
A defesa da natureza não é algo acessório para a Igreja, mas faz parte de sua natureza, afirmou Bento XVI nesta segunda-feira, declarando, contudo, que se trata de uma «ecologia do homem», no longo e extenso discurso que dirigiu aos membros da Cúria Romana, com quem teve o tradicional encontro de troca de felicitações por oasião do Natal.
Recordando o papel decisivo que teve a reflexão sobre a ecologia durante as JMJ, celebradas em julho em Sydney, acontecimento central para a Igreja em 2008, o pontífice ofereceu uma sugestiva leitura sobre o respeito da criação.
«Dado que a fé no Criador é parte essencial do credo cristão, a Igreja não pode e não deve limitar-se a transmitir a seus fiéis só a mensagem da salvação», afirmou o Papa, que no início de 2009 publicará uma encíclica de caráter social.
«Ela também tem uma responsabilidade com relação à criação advertiu e tem de cumprir esta responsabilidade em público.»
No cumprimento desta missão, acrescentou, a Igreja «não só tem de defender a terra, a água, o ar, como dons da criação que pertencem a todos. Tem de proteger também o homem contra sua própria destruição».
«É necessário que haja algo como uma ecologia do homem, entendida no sentido justo», assegurou.
Esta ecologia humana, afirmou, baseia-se no respeito dos gêneros, masculino e feminino, que fazem parte da natureza humana.
O bispo de Roma o disse com estas palavras: «Quando a Igreja fala da natureza do ser humano como homem e mulher e pede que se respeite esta ordem da criação, não está expondo uma metafísica superada».
Trata-se, assegurou, «da fé no Criador e da escuta da linguagem da criação, cujo desprezo significaria a auto-destruição do homem e, portanto, uma destruição da própria obra de Deus».
O pontífice advertiu sobre a manipulação que acontece em fóruns nacionais e internacionais quando se altera o termo «gender» (gênero). Com freqüência, como aconteceu na quinta-feira passada na assembléia geral das Nações Unidas, utilizam termos como «orientação sexual» ou «identidade de gênero» para reconhecer o pretendido «casamento» homossexual.
«O que com freqüência se expressa e entende com o termo gender se sintetiza em definitivo na auto-emancipação do homem da criação e do Criador. O homem quer fazer-se por sua conta, e decidir sempre e exclusivamente só sobre o que lhe afeta», constatou o pontífice.
Mas deste modo, advertiu, «vive contra a verdade, vive contra o Espírito criador».
«Os bosques tropicais merecem, certamente, nossa proteção, mas não menos a merece o homem como criatura, na qual está inscrita uma mensagem que não contradiz a nossa liberdade, mas é sua condição», indicou.
Por isso, declarou, «grandes teólogos da escolástica qualificaram o matrimônio, ou seja, o laço para a vida toda entre o homem e a mulher, como sacramento da criação, instituído pelo Criador e que Cristo sem modificar a mensagem da criação acolheu depois na história de sua aliança com os homens».
«Faz parte do anúncio que a Igreja deve oferecer o testemunho a favor do Espírito criador presente na natureza em seu conjunto, de maneira especial na natureza do homem criado à imagem de Deus», concluiu.
Fonte Zenit Org.
enviada por Ernesto
22/12/2008 15:56
Maria, mulher de fé, de esperança e de amor
Os santos são os verdadeiros portadores de luz dentro da história, porque são homens e mulheres de fé, esperança e caridade. Entre os Santos, sobressai Maria, Mãe do Senhor e espelho de toda a santidade. No Evangelho de Lucas, encontramo-La empenhada num serviço de caridade a sua prima Isabel, junto da qual permanece «cerca de três meses» (1, 56), assistindo-a na última fase da gravidez. «Magnificat anima mea Dominum A minha alma engrandece o Senhor» (Lc 1, 46), diz por ocasião de tal visita, exprimindo assim todo o programa da sua vida: não se colocar a si mesma ao centro, mas dar espaço ao Deus que encontra tanto na oração como no serviço ao próximo só então o mundo se torna bom.
Maria é grande, precisamente porque não quer fazer-se grande a si mesma, mas engrandecer a Deus. Ela é humilde: não deseja ser mais nada senão a serva do Senhor (cf. Lc 1, 38.48). Sabe que contribui para a salvação do mundo, não realizando uma obra sua, mas apenas colocando-se totalmente à disposição das iniciativas de Deus. É uma mulher de esperança: só porque crê nas promessas de Deus e espera a salvação de Israel, é que o Anjo pode vir ter com Ela e chamá-la para o serviço decisivo de tais promessas. É uma mulher de fé: «Feliz de Ti, que acreditaste», diz-lhe Isabel (cf. Lc 1, 45).
«Maria deu graças ao Senhor»
O Magnificat um retrato, por assim dizer, da sua alma é inteiramente tecido com fios da Sagrada Escritura, com fios tirados da Palavra de Deus. Desta maneira se manifesta que Ela Se sente verdadeiramente em casa na Palavra de Deus, dela sai e a ela volta com naturalidade. Fala e pensa com a Palavra de Deus; esta torna-se palavra Dela, e a sua palavra nasce da Palavra de Deus. Além disso, fica assim patente que os seus pensamentos estão em sintonia com os de Deus, que o Dela é um querer juntamente com Deus. Vivendo intimamente permeada pela Palavra de Deus, Ela pôde tornar-Se mãe da Palavra encarnada.
Enfim, Maria é uma mulher que ama. E como poderia ser de outro modo? Enquanto crente que, na fé, pensa com os pensamentos de Deus e quer com a vontade de Deus, Ela não pode ser senão uma mulher que ama. Isto mesmo o intuímos nós nos gestos silenciosos que nos referem os relatos evangélicos da infância. Vemo-lo na delicadeza com que, em Caná, se dá conta da necessidade em que se acham os esposos e a apresenta a Jesus. Vemo-lo na humildade com que aceita ser esquecida no período da vida pública de Jesus, sabendo que o Filho deve fundar uma nova família e que a hora da Mãe chegará apenas no momento da cruz, que será a verdadeira hora de Jesus (cf. Jo 2, 4; 13, 1). Então, quando os discípulos tiverem fugido, Maria permanecerá junto da cruz (cf. Jo 19, 25-27); mais tarde, na hora de Pentecostes, serão eles a juntar-se ao redor Dela à espera do Espírito Santo (cf. Act 1, 14).
Papa Bento XVI
Encíclica Deus Caritas est, § 41; Libreria Editrice Vaticana
enviada por Ernesto
19/12/2008 11:08
NATAL: AMOR E PERDÃO
Neste final de ano façamos um "balanço" da nossa vida.
As principais palavras que devemos ter em mente são: AMOR e PERDÃO.
O PERDÃO é importante pois sem ele não há AMOR. Analisemos todas as passagens das nossas vidas, vendo os momentos da falta de perdão. A falta de perdão por parte de outrem que pode ter-nos machucado e deixado traumas; é hora de nos limparmos, nos purificarmos de qualquer tipo de sentimento negativo que ainda possamos ter num cantinho do coração, para prosseguirmos fortalecidos e obtermos as bênçãos que DEUS tem preparado para nós. A nossa falta de perdão, para com o próximo, deve ser analisada cuidadosamente, perdoando a todos para que a nossa alma possa estar em paz na plenitude do amor de DEUS. O AMOR, tão almejado por todos, torna-se muito mais profundo, intenso, doce e suave se já tivermos feito a prática do perdão total a tudo, a todos e a nós mesmos. Presentes de Natal, bolo de nozes, peru, etc., nada disso tem significado... Por isso acolhamos um único remédio para todos os momentos difíceis, de dor, de dúvidas, de angústia, de desespero... Façamos, neste Natal a experiência de sempre lembrar-nos de Deus, entregarmos ao Senhor, sem resistência: e esperemos em Deus as vitórias que encontraremos por meio de Jesus, o Menino Luz que chegou e nos trouxe a Verdade para que tiremos nossas mentiras, nos cobriu de forças para destruir em nós nossos medos e nos abençoou com o Dom do Espírito Santo para não ficarmos indiferentes com tudo e com todos porque no Amor todos somos um!
O verdadeiro NATAL é o nascimento real de JESUS dentro de nós.
Que DEUS PAI dê a todos nós a oportunidade de compreendermos o verdadeiro NATAL em CRISTO, com os dons do ESPÍRITO SANTO agindo em nossas vidas. Desta forma, todos teremos um Feliz 2009 cheio das infinitas graças! Estaremos para sempre num FELIZ NATAL pois teremos sempre anos felizes. Desejo-lhes no Novo Ano todos possam realmente percorrer os caminhos de Paz, manifestando Amor em gestos quotidianos de Justiça e abraçando a Vida como DOM recebido e partilhado alegremente entre nós... com a proteção de Nossa Senhora de Fátima - a Senhora de todas as graças e a feliz intercessão dos nossos padroeiros São Francisco, São Judas e Santo Expedito, exprimo a todos um Santo Natal e Feliz 2009, na alegria da Celebração da Vida que nasce e renasce onde, de fato, nascem e renascem a Esperança, o Amor, a Paz e a Justiça.
Fraternalmente em Cristo!
Pe.Zezé
enviada por Ernesto
18/12/2008 09:07
São José, modelo de escuta
O silêncio de São José é um silêncio pleno de contemplação do mistério de Deus, numa atitude de disponibilidade total à vontade divina. Por outras palavras, o silêncio de São José não revela um vazio interior, pelo contrário revela a penitude da fé que transporta no seu coração e que guia cada um dos seus pensamentos e cada uma das suas acções. Um silêncio que leva José, em união com Maria, a guardar a Palavra de Deus conhecida através das Sagradas Escrituras, confrontando-o permanentemente com a vida de Jesus; um silêncio tecido na oração constante, oração de louvor ao Senhor, de adoração da Sua Vontade e de confiança sem reservas na providência.
Deixemo-nos «contaminar» pelo silêncio de S. José! Precisamos tanto, neste mundo tantas vezes demasiado barulhento, que não favorece o recolhimento e a escuta da voz de Deus. Neste tempo de preparação do Natal, cultivemos o recolhimento interior para acolhermos e conservarmos Jesus nas nossas vidas.
Papa Bento XVI
(copyright trad. © L'Osservatore Romano)
enviada por Ernesto
17/12/2008 10:45

«Chamados por Deus à comunhão com seu Filho Jesus Cristo»
Para permanecer fiéis ao método da lectio divina, tão recomendada pelo recente Sínodo dos bispos, escutemos as palavras de São Paulo sobre as quais refletiremos nesta meditação:
«Mas tudo isso, que para mim eram vantagens, considerei perda por Cristo. Na verdade, julgo como perda todas as coisas, em comparação com esse bem supremo: o conhecimento de Jesus Cristo, meu Senhor. Por ele tudo desprezei e tenho em conta de esterco, a fim de ganhar Cristo e estar com ele. Não com minha justiça, que vem da lei, mas com a justiça que se obtém pela fé em Cristo, a justiça que vem de Deus pela fé. Anseio pelo conhecimento de Cristo e do poder da sua Ressurreição, pela participação em seus sofrimentos, tornando-me semelhante a ele na morte, com a esperança de conseguir a ressurreição dentre os mortos. Não pretendo dizer que já alcancei (esta meta) e que cheguei à perfeição. Não. Mas eu me empenho em conquistá-la, uma vez que também eu fui conquistado por Jesus Cristo.
1. «Anseio pelo conhecimento de Cristo»
Na semana passada, meditamos sobre a conversão de Paulo como uma metanoia, uma mudança de mente, no modo de conceber a salvação. Paulo, contudo, não se converteu a uma doutrina, ainda que fosse uma doutrina de justificação mediante a fé; Ele se converteu a uma pessoa! Antes que uma mudança de pensamento, a sua foi uma mudança de coração, o encontro com uma pessoa viva. Usa-se com freqüência a expressão «flechada» para denominar um amor à primeira vista que elimina todo obstáculo; em nenhum caso esta metáfora é tão apropriada como em São Paulo.
Vejamos como esta mudança de coração aparece no texto que lemos. Fala do «bem supremo» (hyperecho) de conhecer a Cristo e se sabe que, neste caso, como em toda a Bíblia, conhecer não indica uma descoberta só intelectual, um ter uma idéia de algo, mas um laço vital íntimo, um entrar em relação com o objeto conhecido. O mesmo vale no caso da expressão «anseio pelo conhecimento de Cristo e do poder da sua Ressurreição, pela participação em seus sofrimentos». «Conhecer pela participação em seus sofrimentos» não significa, evidentemente, ter uma idéia dos mesmos, mas experimentá-los.
Por acaso li esta passagem em um momento especial da minha vida, no qual me encontrava também eu diante de uma escolha. Eu tinha me ocupado de Cristologia, havia escrito e lido muito sobre este tema, mas quando li «pelo conhecimento de Cristo», compreendi imediatamente que aquele simples pronome pessoal que aparece no original, «ele», (auton) continha mais verdades sobre Jesus que todos os livros escritos ou lidos sobre Ele. Compreendi que, para o apóstolo, Cristo não era um conjunto de doutrinas, de heresias, de dogmas: era uma pessoa viva, presente e realíssima que se podia designar com um simples pronome, como se faz quando se fala de alguém que está presente, assinalando-o com o dedo.
O efeito do enamoramento é duplo. Por um lado, põe em obra uma drástica redução do interesse em si, uma concentração sobre a pessoa amada que faz passar a um segundo plano todo o resto do mundo; por outro, nos faz capazes de sofrer qualquer coisa pela pessoa amada, aceitar a perda de tudo. Vemos ambos os efeitos realizados à perfeição no momento no qual o Apóstolo descobre Cristo: por ele, diz, «tudo desprezei e tenho em conta de esterco, a fim de ganhar Cristo».
Aceitou a perda de seus privilégios de «judeu entre os judeus», a estima e a amizade de seus mestres e compatriotas, o ódio e a lástima de quem não compreendia como um homem como ele teria podido deixar-se seduzir por uma seita de fanáticos. A 2ª Carta aos Coríntios inclui a enumeração impressionante de tudo o que ele sofreu por Cristo (cf. 2 Cor 11, 24-28).
O Apóstolo encontrou por si mesmo a única palavra que encerra tudo: «conquistado por Jesus Cristo». Poder-se-ia traduzir também «aferrado», «fascinado» ou, com uma expressão de Jeremias, «seduzido» por Cristo. Os enamorados não se cortam; fizeram-no tantos místicos no cúmulo de seu ardor. Não tenho dificuldade, portanto, para imaginar um Paulo que, em um ímpeto de alegria, após sua conversão, grita ele sozinho aos árabes ou, às margens do mar, o que mais tarde escreveria aos filipenses: «Fui conquistado por Cristo! Fui conquistado por Cristo!».
Conhecemos bem as frases lapidárias e cheias de significado do Apóstolo que cada um gostaria de poder repetir na própria vida: «Para mim viver é Cristo» (Flp 1, 21), e «Não sou eu quem vive, mas Cristo quem vive em mim» (Gál 2, 20).
2. «Em Cristo»
Pois bem, sendo fiel ao anunciado no programa destas pregações, eu gostaria de destacar o que, sobre este ponto, o pensamento de Paulo pode significar, primeiro para a teologia de hoje e depois para a vida espiritual dos crentes.
A experiência pessoal levou Paulo a uma visão global da vida cristã que ele denomina «Em Cristo» (en Christo). A fórmula se repete 83 vezes no corpus paulino, sem contar a expressão afim «com Cristo» (syn Christo) e as expressões pronominais equivalentes «nele» ou «naquele que».
É quase impossível traduzir com palavras o rico conteúdo destas frases. A proposição «em» tem um significado algumas vezes local, outras temporal (no momento no qual Cristo morre e ressuscita), outras instrumental (por meio de Cristo). Descreve a atmosfera espiritual na qual o cristão vive e atua. Paulo aplica a Cristo o que, no discurso ao Areópago de Atenas, diz de Deus, citando um autor pagão: «NEle vivemos, nos movemos e existimos» (Atos 17, 28). Mais tarde, o evangelista João expressaria a mesma visão com a imagem do «permanecer em Cristo» (João 15, 4-7).
A estas expressões recorrem aqueles que falam de mística paulina. Frases como «Deus reconciliou em si o mundo em Cristo» (2 Cor 5, 19) são totalizadoras, não deixam fora de Cristo nada nem ninguém. Dizer que os crentes estão «chamados a ser santos» (Romanos 1, 7) equivale para o Apóstolo a dizer que estão «chamados por Deus à comunhão com seu Filho Jesus Cristo» (1 Cor 1, 9).
Justamente, também no mundo protestante, hoje se começa a considerar a visão sintetizada, na expressão «em Cristo» ou «no Espírito», como mais central e representativa do pensamento de Paulo que a própria doutrina da justificação mediante a fé.
O ano paulino poderia revelar-se como a ocasião providencial para fechar todo um período de discussões e confrontos ligados mais ao passado que ao presente, e abrir um novo capítulo no uso do pensamento do Apóstolo. Voltar a usar suas cartas, e em primeiro lugar a Carta aos Romanos, para o fim para o qual foram escritas, que não era, certamente, o de proporcionar às gerações futuras uma palestra na qual exercitar sua perspicácia teológica, mas o de edificar a fé da comunidade, formada em sua maioria por pessoas simples e iletradas. «Anseio ver-vos diz aos romanos , a fim de comunicar-vos algum dom espiritual que vos fortaleça, ou melhor, para sentir entre vós o mútuo consolo da fé comum: a vossa e a minha.» (Rom 1, 11-12)
3. Muito além da Reforma e da Contra-reforma
É tempo, creio, de ir muito além da Reforma e muito além da Contra-reforma. O que está em jogo, no princípio do terceiro milênio, já não é o mesmo do início do segundo milênio, quando se produziu a separação entre o Oriente e o Ocidente, e nem sequer da metade do milênio, quando se produziu, dentro da cristandade ocidental, a separação entre católicos e protestantes.
Por dar um só exemplo, o problema já não é o de Lutero de como libertar o homem do sentimento de culpa que o oprime, mas de como devolver ao homem o verdadeiro sentido do pecado que perdeu totalmente. Que sentido tem continuar discutindo sobre «como se dá a justificação do ímpio», quando o homem está convencido de que não precisa de nenhuma justificação e declara com orgulho: «Eu mesmo hoje me acuso e só eu posso absolver-me, eu o homem?» [1].
Eu creio que todas as discussões de séculos entre católicos e protestantes, em torno da fé e das obras, acabaram por fazer-nos perder de vista o principal ponto da mensagem paulina, desviando com freqüência a atenção de Cristo às doutrinas sobre Cristo, na prática, de Cristo aos homens. O que o Apóstolo afirma em Romanos 3 não é que estamos justificados pela fé, mas estamos justificados pela fé em Cristo; não é tanto que estamos justificados pela graça, mas que estamos justificados pela graça de Cristo. O acento é posto em Cristo, mais do que na fé ou na graça.
Após ter apresentado nos capítulos precedentes da Carta à humanidade em seu universal estado de pecado e perdição, o Apóstolo tem o incrível valor de proclamar que esta situação agora mudou radicalmente «em virtude da redenção realizada por Cristo», «pela obediência de um só homem» (Rom 3, 24; 5, 19). A afirmação de que esta salvação se recebe por fé, e não pelas obras, é importantíssima, mas vem em segundo lugar, não em primeiro. Cometeu-se o erro de reduzir a um problema de escolas, dentro do cristianismo, o que era para o Apóstolo uma afirmação de alcance mais amplo, cósmico, universal.
Esta mensagem do Apóstolo sobre a centralidade de Cristo é de grande atualidade. Muitos fatores, com efeito, levam a colocar entre parênteses hoje sua pessoa. Cristo não se questiona hoje em nenhum dos três diálogos mais vivazes em curso entre a Igreja e o mundo. Nem no diálogo entre fé e filosofia, porque a filosofia se ocupa de conceitos metafísicos, não de realidades históricas com a pessoa de Jesus de Nazaré; nem no diálogo com a ciência, com a qual se pode unicamente discutir sobre a existência ou não de um Deus criador, de um projeto por trás da evolução; nem, enfim, no diálogo inter-religioso, que se ocupa daquilo que as religiões podem fazer juntas, em nome de Deus, pelo bem da humanidade.
Poucos, inclusive entre os crentes, quando são perguntados sobre em que crêem, responderiam: creio que Cristo morreu por meus pecados e ressuscitou para minha justificação. A maioria responderia: creio na existência de Deus, em uma vida depois da morte. E, contudo, para Paulo, como para todo o Novo Testamento, a fé que salva é só aquela na morte e ressurreição de Cristo: «Se confessas com tua boca que Jesus é Senhor e crês em teu coração que Deus o ressuscitou dentre os mortos, serás salvo» (Rom 10, 9).
No mês passado, aconteceu aqui no Vaticano um simpósio promovido pela Academia Pontifícia para as Ciências, com o título «Pontos de vista científicos em torno da evolução do universo da vida», do qual participaram os máximos cientistas de todo o mundo. Eu quis entrevistar, para o programa que dirijo aos sábados à tarde na TV sobre o evangelho, um dos participantes, o professor Francis Collins, diretor do grupo de pesquisa que levou em 2000 a decifrar completamente o genoma humano. Sabendo que era crente, eu lhe fiz, entre outras, a pergunta: «Você creu primeiro em Deus ou em Jesus Cristo?».
Ele respondeu: «Até quando tinha mais ou menos 25 anos, eu era ateu, não tinha uma preparação religiosa, era um cientista que reduzia quase tudo a equações e leis da Física. Mas, como médico, comecei a ver as pessoas que deveriam enfrentar o problema da vida e da morte, e isso me fez pensar que meu ateísmo não era uma idéia arraigada. Comecei a ler textos sobre as argumentações racionais da fé, que não conhecia. Primeiro, cheguei à convicção de que o ateísmo era uma alternativa menos aceitável. Pouco a pouco, cheguei à conclusão de que deve existir um Deus que criou tudo isso, mas não sabia como era esde Deus».
É instrutivo ler, em seu livro «A linguagem de Deus», como ele superou este impasse: «Para mim, era difícil estender a ponte para este Deus. Quanto mais aprendia a conhecê-lo, mais sua pureza e santidade me pareciam inacessíveis. Nesta amarga coincidência, chegou a pessoa de Jesus Cristo. Havia passado mais de um ano desde que decidi crer em alguma espécie de Deus, e agora havia chegado a prestação de contas. Em uma linda manhã de outono, enquanto pela primeira vez, passeando pelas montanhas, eu me dirigia ao oeste do Mississipi, a majestade e a beleza da criação venceram minha resistência. Compreendi que a busca havia chegado a seu fim. Na manhã seguinte, ao sair o sol, eu me ajoelhei sobre a erva úmida e me rendi a Jesus Cristo» [2].
Pensa-se na palavra de Cristo: «Ninguém vai ao Pai senão por mim». Só nEle Deus se faz acessível e crível. Graças a esta fé reencontrada, o momento da descoberta do genoma humano foi, ao mesmo tempo, diz ele, uma experiência de exaltação científica e de adoração religiosa.
A conversão deste cientista demonstra que o evento de Damasco se renova na história; Cristo é o mesmo ontem e hoje. Não é fácil para um cientista, especialmente para um biólogo, declarar-se crente publicamente hoje, como não o foi para Saulo: corre-se o risco de ser imediatamente «expulso da sinagoga». E, de fato, é o que aconteceu ao professor Collins, que por sua profissão de fé teve de sofrer os dardos de muitos laicistas.
4. Da presença de Deus à presença de Cristo
Resta-me dizer algo sobre outro ponto: o que o exemplo de Paulo tem a dizer para a vida espiritual dos crentes. Um dos temas mais tratados na espiritualidade católica é o do pensamento da presença de Deus [3]. São incontáveis os tratados sobre este tema desde o século XVI até hoje. Em um deles se lê: «O bom cristão deve habituar-se a este santo exercício em todo tempo e em todo lugar. Ao despertar, dirija em seguida o olhar da alma a Deus, fale e converse com Ele como seu amado Pai. Quando caminhe pelas ruas, tenha os olhos do corpo baixos e modestos, elevando os da alma a Deus» [4].
Distingue-se «o pensamento da presença de Deus» do «sentimento de sua presença: o primeiro depende de nós, o segundo é, ao contrário, dom da graça que depende de nós. (Para São Gregório, «o sentimento da presença» de Deus, a aisthesis parousia, é quase sinônimo de experiência mística).
É uma visão rigidamente teocêntrica que, em alguns autores, chega inclusive ao conselho de «deixar de lado a santa humanidade de Cristo». Santa Teresa de Jesus reagirá energicamente contra esta idéia que reaparece periodicamente no cristianismo, desde Orígenes em diante, tanto oriental como ocidental. Mas a espiritualidade da presença de Deus, também depois da Santa, continuará sendo rigidamente teocêntrica, com todos os problemas que derivam dela, postos de relevo pelos mesmos autores que tratam deles [5].
Neste sentido, o pensamento de São Paulo pode nos ajudar a superar a dificuldade que levou ao declive da espiritualidade da presença de Deus. Ele fala sempre de uma presença de Deus «em Cristo». Uma presença irreversível e insuperável. Não há um estágio da vida espiritual no qual se possa prescindir de Cristo, ou ir «além de Cristo». A vida cristã é uma «vida oculta com Cristo em Deus» (Colossenses 3, 3). Este cristocentrismo paulino não atenua o horizonte trinitário da fé, mas o exalta, porque para Paulo todo o movimento parte do Pai e volta ao Pai, por meio de Cristo, no Espírito Santo. A expressão «em Cristo» é intercambiável, em seus escritos, com a expressão «no Espírito».
A necessidade de superar a humanidade de Cristo, para aceder diretamente ao Logos eterno e à divindade, nascia de uma escassa consideração da ressurreição de Cristo. Esta era vista em seu significado apologético, como prova da divindade de Jesus, e não suficientemente em seu significado mistérico, como início de sua vida «segundo o Espírito», graças à qual a humanidade de Cristo aparece já em sua condição espiritual e, portanto, onipresente e atual.
O que se deriva disso no âmbito prático? Que podemos fazer tudo «em Cristo» e «com Cristo», seja que comamos, durmamos, ou que façamos qualquer outra coisa, diz o Apóstolo (1 Coríntios 10, 31). O Ressuscitado não está presente só porque pensamos nEle, mas está realmente junto de nós; não somos nós que devemos, com o pensamento e a imaginação, transladar-nos à sua vida terrena e representar os episódios de sua vida (como se trata de fazer com a meditação dos «mistérios da vida de Cristo»): é Ele, o Ressuscitado, o que vem a nós. Não somos nós que, com a imaginação, temos de fazer-nos contemporâneos de Cristo: é Cristo o que se faz realmente nosso contemporâneo. «Eu estou convosco todos os dias até o fim do mundo» (a propósito, por que não fazer imediatamente um ato de fé? Ele está aqui, nesta capela, mais presente que qualquer um de nós; busca o olhar de nosso coração e se alegra quando o encontra).
Existe um texto reflete maravilhosamente esta visão da vida cristã, na oração atribuída a São Patrício: «Cristo comigo, Cristo na minha frente, Cristo atrás de mim, Cristo em mim! Cristo debaixo de mim, Cristo sobre mim, Cristo à minha direita, Cristo à minha esquerda»! [6].
Que novo e mais alto significado adquirem as palavras de São Luis María Grinon de Montfort, se aplicarmos ao «Espírito de Cristo» o que ele diz do «espírito de Maria»:
«Devemos abandonar-nos ao Espírito de Cristo para ser movidos e guiados segundo seu querer. Devemos colocar-nos e permanecer entre suas mãos como um instrumento nas mãos de um oleiro, como um alaúde entre as mãos de um hábil instrumentista. Devemos perder-nos e abandonar-nos nele como a pedra que se lança ao mar. É possível fazer tudo isso simplesmente e em um instante, com um só olhar interior ou um leve movimento da vontade, ou inclusive com alguma breve palavra.» [7]
5. Esquecimento do passado
Concluamos voltando ao texto de Filipenses 3. São Paulo acaba suas «confissões» com uma declaração:
«Consciente de não tê-la ainda conquistado, só procuro isto: prescindindo do passado e atirando-me ao que resta para a frente, persigo o alvo, rumo ao prêmio celeste, ao qual Deus nos chama, em Jesus Cristo.» (Flp 3, 13-14)
«Prescindindo do passado.» Que passado? O de fariseu, do qual falou antes? Não, o passado de apóstolo na Igreja! Agora, o lucro a considerar perda é outro: é justo o ter já de uma vez considerado tudo perda por Cristo. Era natural pensar: «Que valor tem Paulo: abandonar uma carreira de rabino tão bem iniciada por uma obscura seita de galileus! E que cartas escreveu! Quantas viagens empreendeu, quantas igrejas fundou!».
O Apóstolo intui o perigo mortal de introduzir entre si e Cristo uma «justiça própria», derivada das obras esta vez, as obras realizadas por causa de Cristo , e reage energicamente. «Não considero diz ter chegado à perfeição.» São Francisco de Assis, no final de sua vida, cortava pela raiz toda tentação de auto-complacência, dizendo: «Comecemos, irmãos, a servir ao Senhor, porque até agora fizemos pouco ou nada» [8].
Esta é a conversão mais necessária para quem já seguiu Cristo e viveu a seu serviço na Igreja. Uma conversão sumamente especial, que não consiste em abandonar o mal, mas, em certo sentido, em abandonar o bem! Ou seja, em tomar distância de tudo o que se fez, repetindo para si mesmos, segundo a sugestão de Cristo: «Somos servos inúteis; fizemos o que devíamos fazer» (Lucas 17, 10).
Este esvaziar as mãos e os bolsos de toda pretensão, em espírito de pobreza e humildade, é o melhor modo para preparar-nos para o Natal. Recorda-nos um simpático conto natalino que me compraz citar de novo. Ele narra que, entre os pastores que correram na noite de Natal para adorar o Menino, havia um tão pobrezinho que não tinha nada para oferecer e se envergonhava muito. Ao chegarem à gruta, todos competiam ao oferecer seus dons. Maria não sabia como fazer para receber todos, tendo o Menino nos braços. Então, vendo ao pastorinho com as mãos livres, pegou Jesus e o confiou a ele. Ter as mãos vazias foi sua fortuna e, em outro nível, será também a nossa.
[1] J.-P. Sartre, Il diavolo e il buon dio, X,4 (Parigi, Gallimard 1951, p. 267.).
[2] F. Collins, The Language of God. A Scientist Presents Evidence for Belief, pp. 219-255.
[3] Cf. M. Dupuis, Présence de Dieu, in D Spir. 12, coll. 2107-2136.
[4] F. Arias (+1605), cit. da Dupuis, col. 2111.
[5] Dupuis, cit., col 2121: «Se l'onnipresenza di Dio non si distingue dalla sua essenza, l'esercizio della presenza di Dio non aggiunge al tradizionale tema del ricordo di Dio, se non un sforzo imaginativo».
[6] «Christ with me, Christ before me, Christ behind me, Christ below me, Christ above me, Christ at my right, Christ at my left.»
[7] Cf. S. L. Grignon de Montfort, Trattato della vera devozione a Maria, nr. 257.259 (in Oeuvres complètes, Parigi 1966, pp. 660.661).
[8] Celano,Vita prima, 103 (Fonti Francescane, n. 500).
Pe. Raniero Cantalamessa
Fonte: Zenit Org.
enviada por Ernesto
16/12/2008 15:37
TERCEIRA SEMANA DO ADVENTO
Estamos já na 3a. semana do advento. Às vésperas de celebrarmos o evento mais extraordinário da história: a encarnação de Deus na humanidade.
Como é interessante ver que sabemos ler o tempo em mais de bilhões de anos. Historiadores, cientistas, arqueólogos nos trazem com precisão as páginas da nossa história. E no entanto, quando se trata da pessoa de Jesus Cristo não nos valemos dessa mesma capacidade de avaliação. E criamos assim uma lacuna quanto à leitura do advento.
Na pessoa de Jesus vamos encontrar o rosto divino no homem e ao mesmo tempo o rosto humano de Deus. Nas palavras de João, testemunha ocular de Cristo, temos: "No princípo era o Verbo, e o Verbo estava junto de Deus e o Verbo era Deus... O Verbo era a verdadeira luz que, vindo ao mundo, ilumina todo o homem. O Verbo estava no mundo e o mundo foi feito por ele; e o mundo não o conheceu. Veio para o que era seu, mas os seus não o receberam. Mas todos os que o receberam, aos que crêem no seu nome, deu-lhes o poder de se tornarem Filhos de Deus, os quais não nasceram do sangue, nem da vontade da carne, nem da vontade do homem, mas sim de Deus. E o Verbo se fez carne e habitou entre nós, e vimos sua glória, a glória que o Filho único recebe do seu Pai, cheio de graça e de verdade... Ninguém jamais viu Deus. O Filho único, que está no seio do Pai, foi quem o revelou."
Embora esta revelação seja incontestável, trata-se de um fato histórico, está colocada dentro do tempo; ainda assim, mesmo depois de 2.000 anos, continuamos sendo essa humanidade que não quer aceitá-la ou reconhecê-la, como nos diz João.
O Rei Heródes, a Galiléia e Nazaré são referências que remontam com exatidão o cenário e o instante histórico do primeiro Natal. Não há como não reconhecer a pessoa de Jesus histórico. Mas não nos basta apenas reconhecê-Lo assim, como um personagem verdadeiro da história. Para Jesus isso seria pouco. Precisamos encontra-Lo como Deus encarnado, como São Paulo, São Francisco, Santo Agostinho, Santa Terezinha, São Maximiliano Kolbe, Pe. Pio, Madre Teresa de Calcutá e tantos outros encontraram.
E este encontro só pode acontecer pela fé. Ou seja, precisamos nos abrir - nossa inteligência, nossa racionalidade, toda a nossa auto-suficiência - ao extraordinário, ao sobrenatural, ao impossível, algo como por exemplo, uma virgem dar à luz:
"O Anjo disse-lhe: "Não temas, Maria, pois encontraste graça diante de Deus. Eis que conceberás e darás à luz um filho, e lhe porás o nome de Jesus"... Maria perguntou ao anjo: "Como se fará isso, pois não conheço homem?" Respondeu-lhe o anjo:"O Espírito Santo descerá sobre ti, e a força do altíssimo te envolverá com a sua sombra. Por isso o ente santo que nascer de ti será chamado Filho de Deus."
Ele já nasceu.
Os tres reis magos estavam lá, guiados pela estrela de Belem. E não só eles, o povo simples também foi chamado a participar deste grande dia da história da humanidade:
"Havia nos arredores uns pastores, que vigiavam e guardavam seu rebanho nos campos durante as vigílias da noite. Um anjo do Senhor apareceu-lhes e a glória do Senhor refulgiu ao redor deles, e tiveram grande temor. O anjo disse-lhes: "Não temais, eis que vos anuncio uma boa nova que será alegria para todo o povo: hoje vos nasceu na Cidade de Davi um Salvador, que é o Cristo Senhor. Isto vos servirá de sinal: achareis um recém nascido envolto em faixas e posto numa manjedoura."
O sinal já nos foi dado.
Vamos festejar o que neste Natal? O nascimento de Jesus, o Filho de Deus, o Verbo encarnado nascido de Maria? Ou as compras? As vendas? Os lucros? O consumismo? O materialismo? Qual é o natal que estamos vivendo?
Papai Noel, duendes e até arvores de natal enfeitadas de cachorros tomaram o lugar do Cristo da manjedoura dentro dos nossos corações. E por que? Por que a dessacralização entrou até no dia mais santo do mundo? Por que não queremos o Jesus que vem no natal e o trocamos por bens de consumo? Por que deprezamos Aquele que veio para ser o Senhor e Salvador das nossas vidas e famílias?
Se de fato, olhando para as nossas vidas e fomos constatar a falta de Jesus no natal, isso quer dizer que, primeiro, a palavra de Deus ficou faltando o ano inteiro no nosso dia a dia. E também ficaram faltando os santos sacramentos da nossa Mãe Igreja, especialmente da Eucaristia e da Confissão.
Ainda dá tempo, de vivermos o verdadeiro natal com Jesus. De recuperarmos a Palavra de Deus e os Sacramentos na nossa vida e nas nossas famílias.
Um Feliz Advento para todos !!!
Ernesto Peres de Mendonça Servo do Coração Eucarístico
enviada por Ernesto
16/12/2008 13:43

enviada por Ernesto
16/12/2008 12:19
"EU SOU A IMACULADA CONCEIÇÃO"
enviada por Ernesto
15/12/2008 15:04
IMACULADA CONCEIÇÃO MARIA MÃE DE DEUS
enviada por Ernesto
08/12/2008 13:55
A SEGUNDA SEMANA DO ADVENTO
É impressionante ver a intervenção de Nossa Senhora na história. Lourdes, Fátima, Guadalupe, Medjugorje. Dando continuidade ao seu protagonismo no primeiro advento e nos preparando para o segundo. Ela, quem nos deu o Verbo de Deus no primeiro natal, não nos quer ver separado de seu Filho.
A seguir um texto que fala sobre a essência da aparição em Fátima:
"Oração, penitência e conversão - As mensagens de Nossa Senhora de Fátima hoje"
Em sua última aparição em Fátima, a Virgem Santa disse quem Ela era, o que veio fazer, o que os homens deveriam realizar para discernir o caminho certo, com vistas ao retorno à Civilização Cristã.
São suas as palavras colhidas pela vidente Lúcia: Quero te dizer que faça aqui (Cova da Iria) uma capela em minha honra, que sou a Senhora do Rosário, que continue sempre a rezar o terço todos os dias.... E mais adiante: É preciso que se emendem, que peçam perdão dos seus pecados. E assumindo um aspecto triste: Não ofendam mais a Deus Nosso Senhor que já está muito ofendido.
Cheia de bondade, a celeste Rainha volta-se para nós, apontando os meios que a Igreja sempre ensinou a seus fiéis: oração, penitência e emenda de vida, ou seja, as alavancas para mudar os rumos dos acontecimentos. Mais especificamente, Ela nos indica a recitação do terço todos os dias. Afinal, foi Ela quem nos ensinou esta oração, através de São Domingos de Gusmão.
O terço representa uma força com eficácia infalível para se conquistar o beneplácito de Deus, porque nos prende Àquela que O trouxe a este mundo, por obra do Espírito Santo. Como Mãe do Verbo Encarnado, Ela tornou-se também nossa mãe. Daí a apreensão dEla diante dos males que afligem a Igreja e seus filhos.
Como solução, Ela nos indica as vias sagradas da vida cristã, apresentando, como que num quadro, os quatro terços que compõem o santo rosário, rezado há séculos pelos fiéis, por tantos santos e recomendado por inúmeros Papas. E sempre aconselhado pela Igreja, especialmente nos momentos cruciais.
O rosário é apresentado aos três pastorinhos numa visão de cores variadas e repletas de luz, que se difundem no interior mais profundo da alma humana, pois é a própria Virgem Santíssima que aconselha: Meus filhos, sigam este caminho e encontrareis a paz, a harmonia e a concórdia.
Maria é o elo que liga Deus aos homens. Se foi por meio dEla que Ele veio a nós, será também através dEla que deveremos ir a Ele. Sair desse caminho equivale ao fracasso e à derrota. Ainda mais, sem Maria seremos órfãos da ordem sobrenatural.
Pe. David Francisquini
enviada por Ernesto
05/12/2008 17:53
< ESSA DEUS MANDOU ESPECIALMENTE PRA VOCÊ !!! >
enviada por Ernesto
04/12/2008 12:47

A taxa de divórcios no Brasil subiu 200%
A taxa de divórcios no Brasil subiu 200% entre 1984 e 2007, segundo dados da pesquisa "Estatísticas do Registro Civil 2007", divulgada nesta quinta-feira (4) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística ( IBGE). No período, o índice passou de 0,46 divórcio para cada grupo de mil habitantes para 1,49 divórcio por mil habitantes. Em números absolutos, os divórcios concedidos passaram de 30.847, em 1984, para 179.342, em 2007.
Ainda de acordo com o estudo, no ano passado, em 89% dos divórcios, a responsabilidade pela guarda dos filhos ficou com a mulher. A análise do IBGE aponta que a elevação da taxa no período considerado revela uma gradual mudança no comportamento da sociedade, que passou a aceitar o divórcio com maior naturalidade. Além disso, houve um aumento na procura pelos serviços de Justiça para formalizar a situação de dissolução do casamento.
Considerando a soma de divórcios diretos sem recursos e as separações, o IBGE aponta que houve cerca de 231 mil dissoluções de união, o que significa, aproximadamente, a ocorrência de uma dissolução para cada quatro casamentos.
enviada por Ernesto
03/12/2008 08:29
PRIMEIRA SEMANA DO ADVENTO
Leia com atenção este depoimento de um funcionário da Perdigão da cidade de Itajaí - SC, uma das mais afetadas pelas enchentes e desmoronamentos .

COMEÇAR DE NOVO
Eu tinha medo da escuridão
Até que as noites se fizeram longas e sem luz
Eu não resistia ao frio facilmente
Até passar a noite molhado numa laje
Eu tinha medo dos mortos
Até ter que dormir num cemitério
Eu tinha rejeição por quem era de Buenos Aires
Até que me deram abrigo e alimento
Eu tinha aversão a Judeus
Até darem remédios aos meus filhos
Eu adorava exibir a minha nova jaqueta
Até dar ela a um garoto com hipotermia
Eu escolhia cuidadosamente a minha comida
Até que tive fome
Eu desconfiava da pele escura
Até que um braço forte me tirou da água
Eu achava que tinha visto muita coisa
Até ver meu povo perambulando sem rumo pelas ruas
Eu não gostava do cachorro do meu vizinho
Até naquela noite eu o ouvir ganir até se afogar
Eu não lembrava os idosos
Até participar dos resgates
Eu não sabia cozinhar
Até ter na minha frente uma panela com arroz e crianças com fome
Eu achava que a minha casa era mais importante que as outras
Até ver todas cobertas pelas águas
Eu tinha orgulho do meu nome e sobrenome
Até a gente se tornar todos seres anônimos
Eu não ouvia rádio
Até ser ela que manteve a minha energia
Eu criticava a bagunça dos estudantes
Até que eles, às centenas, me estenderam suas mãos solidárias
Eu tinha segurança absoluta de como seriam meus próximos anos
Agora nem tanto
Eu vivia numa comunidade com uma classe política
Mas agora espero que a correnteza tenha levado embora
Eu não lembrava o nome de todos os estados
Agora guardo cada um no coração
Eu não tinha boa memória
Talvez por isso eu não lembre de todo mundo
Mas terei mesmo assim o que me resta de vida para agradecer a todos
Eu não te conhecia
Agora você é meu irmão
Tínhamos um rio
Agora somos parte dele
É de manhã, já saiu o sol e não faz tanto frio
Graças a Deus
Vamos começar de novo.
ADVENTO: TEMPO DE FÉ E ESPERANÇA PARA, COM CRISTO, RECOMEÇARMOS A NOSSA VIDA !!!
FELIZ ADVENTO PRA VOCÊ E TODA A SUA FAMÍLIA !!!
enviada por Ernesto
28/11/2008 07:57
Santa Catarina Labouré
Numa família profundamente cristã de remediados lavradores da Borgonha, na França, nasceu a 2 de Maio de 1806 Catarina Labouré. Órfã de mãe aos nove anos, veio, mais tarde, a ser convidada por uma cunhada, diretora de um colegiozinho em Chatillon a ir viver para junto de si. Convivendo com as Irmãs da Caridade que viviam perto, acendeu nela o desejo de as imitar. Tendo feito o postulantado, seguiu para Paris onde iniciou o noviciado na Rua du Bac. Entrou naquela casa durante a solene novena que precedeu a trasladação das relíquias de S. Vicente de Paulo. Na noite de 17 para 18 de Julho de 1830, estando a dormir é acordada por uma criança aparentando quatro anos de idade que lhe diz: "Vem à capela; Nossa Senhora espera-te". Entrando na capela profusamente iluminada viu Nossa Senhora sentada numa cadeira. Seguiu-se um diálogo de duas horas. A Senhora descerrou-lhe o véu do futuro, prognosticando-lhe as desgraças que, daí a 40 anos, cairiam sobre a França. A esta aparição seguir-se-iam mais duas.
Uma dessas aparições ocorreu no dia 27 de Novembro de 1830. A santa encontrava-se em oração na capela do convento, em Paris (rua du Bac), quando a Virgem Santíssima lhe apareceu. Tratava-se de uma "Senhora de mediana estatura, o seu rosto tão belo e formoso... Estava de pé, com um vestido de seda, cor de branco-aurora. Cobria-lhe a cabeça um véu azul, que descia até os pés... As mãos estenderam-se para a terra, enchendo-se de anéis cobertos de pedras preciosas ..."
A Santíssima Virgem disse: "Eis o símbolo das graças que derramo sobre todas as pessoas que mas pedem ...".
Formou-se então em volta de Nossa Senhora um quadro oval, em que se liam em letras de ouro estas palavras: "Ó Maria concebida sem pecado, rogai por nós que recorremos a vós". Nisto voltou-se o quadro e eu vi no reverso a letra M encimada por uma cruz, com um traço na base. Por baixo, os Sagrados Corações de Jesus e Maria - o de Jesus cercado por uma coroa de espinhos e a arder em chamas, e o de Maria também em chamas e atravessado por uma espada, cercado de doze estrelas. Ao mesmo tempo ouvi distintamente a voz da Senhora a dizer-me: "Manda, manda cunhar uma medalha por este modelo. As pessoas que a trouxeram por devoção hão de receber grandes graças".
O Arcebispo de Paris Dom Jacinto Luís de Quélen (1778-1839) aprovou, dois anos depois, em 1832, a medalha pedida por Nossa Senhora; em 1836 exortou todos os fiéis a usarem a medalha e a repetir a oração gravada em torno da Santíssima Virgem: "Ó Maria concebida sem pecado, rogai por nós que recorremos a vós".
Esta piedosa medalha - segundo as palavras do Papa Pio XII - "foi, desde o primeiro momento, instrumento de tão numerosos favores, tanto espirituais como temporais, de tantas curas, protecções e sobretudo conversões, que a voz unânime do povo a chamou desde logo Medalha Milagrosa".
Depois das aparições Catarina Labouré continuou a servir os pobres durante 46 anos. Ela é realmente a santa do silêncio, da humildade. Enquanto viveu foi desconhecida. Faleceu a 3 de Dezembro de 1876. Foi beatificada em 1933 e canonizada em 1947.
Seu corpo continua intacto até hoje, veja na foto acima.
enviada por Ernesto
27/11/2008 08:46
"Erguei-vos e levantai a cabeça, porque aproxima-se a vossa redenção"
"Então, todas as árvores da floresta saltarão de alegria diante do Senhor, porque Ele vem para julgar a terra" (Sl 95,12-13). O Senhor veio uma primeira vez e virá de novo. Veio uma primeira vez "sobre as núvens" (Mt 26,64) na sua Igreja. Que núvens o trouxeram? Os apóstolos, os pregadores... Veio uma primeira vez trazido pelos seus pregadores e encheu toda a terra. Não ponhamos resistência à sua primeira vinda se não queremos temer a segunda...
Que deve pois fazer o cristão? Aproveitar este mundo mas não o servir. Em que consiste isso? "Possuir como se não se possuisse". É o que diz S. Paulo: "Irmãos, o tempo é breve... Desde já, aqueles que choram seja como se não chorassem, os que são felizes, como se o não fossem, os que compram, como se nada possuissem, os que tiram proveito deste mundo, como se não se aproveitassem dele. Porque este mundo, tal como o vemos, vai passar. Quereria ver-vos livres de toda a preocupação" (1Co 7,29-32). Quem está livre de toda a preocupação espera com segurança a vinda do seu Senhor. Será que se ama o Senhor quando se receia a sua vinda? Meus irmãos, não nos envergonhamos disso? Amamo-lo e receamos a sua vinda? Amamo-lo verdadeiramente ou amamos mais os nossos pecados? Odiemos então os nossos pecados e amemos Aquele que há-de vir...
"Todas as árvores da foresta rejubilarão à vista do Senhor", porque Ele veio uma primeira vez... Veio uma primeira vez e regressará para julgar a terra; então encontrará cheios de alegria os que tiverem acreditado na sua primeira vinda.
Santo Agostinho
enviada por Ernesto
24/11/2008 13:39
Jesus o Verbo de Deus. Escutar para pôr em prática
O Pai celeste disse uma única palavra: é o Seu Filho. Disse-a eternamente e num eterno silêncio. É no silêncio da alma que Ele se faz ouvir.
Falai pouco e não vos metais em assuntos sobre os quais não fostes interrogados.Não vos queixeis de ninguém; não façais perguntas ou, se for absolutamente necessário, que seja com poucas palavras.
Procurai não contradizer ninguém e não vos permitais uma palavra que não seja pura.
Quando falardes, que seja de modo a não ofender ninguém e não digais senão coisas que possais dizer sem receio diante de toda a gente.
Tende sempre paz interior assim como uma atenção amorosa para com Deus e, quando for necessário falar, que seja com a mesma calma e a mesma paz.
Guardai para vós o que Deus vos diz e lembrai-vos desta palavra da Escritura: "O meu segredo é meu" (Is 24,16)...
Para avançar na virtude, é importante calar-se e agir, porque falando as pessoas distraem-se, ao passo que, guardando o silêncio e trabalhando, as pessoas recolhem-se.
A partir do momento em que aprendemos com alguém o que é preciso para o avanço espiritual, não é preciso pedir-lhe que diga mais nem que continue a falar, mas pôr mãos às obras, com seriedade e em silêncio, com zelo e humildade, com caridade e desprezo de si mesmo.
Antes de todas as coisas, é necessário e conveniente servir a Deus no silêncio das tendências desordenadas, bem como da língua, a fim de só ouvir palavras de amor.
São João da Cruz
enviada por Ernesto
24/11/2008 10:19
«A oração: Jesus falou sobre a necessidade de orar sempre»
Não podemos limitar a oração a pedidos em palavras. Com efeito, Deus não precisa apenas que Lhe façam discursos; mesmo que nada Lhe peçamos, sabe aquilo de que precisamos. O que dizer? A oração não consiste em fórmulas; antes abarca a vida toda. «Quer comais, quer bebais, quer façais qualquer outra coisa, fazei tudo para glória de Deus», diz o apóstolo Paulo (1 Cor 10, 31). Estás à mesa? Reza: ao pegar no pão, agradece Àquele que to concede; ao beber o vinho, lembra-te Daquele que te proporcionou este dom, para te alegrar o coração e te consolar das tristezas. Terminada a refeição, não te esqueças de te recordar do teu benfeitor. Quanto vestes a túnica, agradece Àquele que ta deu; quanto vestes a capa, testemunha o teu afecto a Deus, que nos proporciona vestes adequadas ao inverno e ao verão, para nos proteger a vida.
Terminado o dia, agradece Àquele que te deu o sol para os trabalhos da jornada e o fogo para te iluminar o escuro e prover às tuas necessidades. A noite dá-te motivos de acção de graças; olhando o céu e contemplando a beleza das estrelas, reza ao Senhor do universo, que fez todas as coisas com tal sabedoria. Quando vês a natureza adormecida, adora Aquele que, por meio do sono, nos reconforta de todas as fadigas e nos devolve, através do repouso, o vigor das forças.
Deste modo, rezarás sem descanso, se a tua oração não se limitar a fórmulas, mas pelo contrário te mantiveres unido a Deus no decurso de toda a tua existência, de maneira a fazeres da vida uma oração incessante.
São Basílio
enviada por Ernesto
23/11/2008 19:59
enviada por Ernesto
23/11/2008 19:53
Papa explica que senhorio de Deus se manifesta no amor ao próximo
O Reino de Deus «cumpre todo o bem» do homem e da história
O Papa explicou hoje aos fiéis reunidos na Praça de São Pedro para a oração do Ângelus, que o Reino de Deus «não é deste mundo, mas leva a cabo todo o bem que, graças a Deus, existe no homem e na história».
«Se colocarmos em prática o amor ao nosso próximo, segundo a mensagem evangélica, então daremos espaço ao senhorio de Deus, e o seu Reino se realizará no meio de nós. Se, no entanto, cada um pensar somente nos seus próprios interesses, o mundo não poderá não ir à ruína», afirmou.
O Papa explicou que Jesus «rejeitou o título de rei quando este se entendia em sentido político», e no entanto, «durante sua paixão, reivindicou uma realeza singular: Meu reino não é deste mundo».
«O Pai confiou ao Filho a missão de dar aos homens a vida eterna amando-os até o sacrifício supremo, e ao mesmo tempo lhe conferiu o poder de julgá-los, desde o momento em que se tornou Filho do Homem, semelhante a nós em tudo, menos no pecado.»
Com relação às imagens do evangelho de hoje, sobre o juízo final, o pontífice explicou que a mensagem que ele transmite «é extremamente importante: é a verdade sobre o nosso destino último e sobre o critério com que seremos julgados».
Esta conhecida página «faz parte da nossa civilização. Marcou a história dos povos de cultura cristã: a hierarquia de valores, as instituições, as múltiplas obras benéficas e sociais».
Neste sentido, acrescentou, «o Reino de Deus não é uma questão de honras ou de aparências», e por isso Deus « não suporta essas formas hipócritas de quem diz: Senhor, Senhor e depois descuida seus mandamentos».
«O Senhor se importa com o nosso bem, isto é, que todo homem tenha a vida, que especialmente os seus filhos pequenos possam participar do banquete que Ele preparou para todos», concluiu.
Papa Bento XVI
Fonte: Zenit Org.
enviada por Ernesto
22/11/2008 07:21
«Todas as nações se reunirão diante dele»

O Evangelho do último domingo do ano litúrgico, solenidade de Cristo Rei, nos faz assistir ao ato conclusivo da história humana: o juízo universal: «Quando o Filho do Homem voltar na sua glória e todos os anjos com ele, sentar-se-á no seu trono glorioso. Todas as nações se reunirão diante dele e ele separará uns dos outros, como o pastor separa as ovelhas dos cabritos. Colocará as ovelhas à sua direita e os cabritos à sua esquerda».
A primeira mensagem contida neste evangelho não é a forma ou o resultado do juízo, mas o fato de que haverá um juízo, que o mundo não vem do acaso e não acabará por acaso. Começou com uma palavra: «Faça-se a luz... Façamos o homem» e terminará com uma palavra: «Vinde, benditos... Afastai-vos de mim, malditos». Em seu princípio e em seu final está a decisão de uma mente inteligente e de uma vontade soberana.
Este começo de milênio se caracteriza por uma intensa discussão sobre criacionismo e evolucionismo. Reduzida ao essencial, a disputa opõe quem, aludindo nem sempre com razão a Darwin, crê que o mundo é fruto de uma evolução cega, dominada pela seleção das espécies, e aqueles que, ainda admitindo uma evolução, vêem a obra de Deus no mesmo processo evolutivo.
Há alguns dias, aconteceu no Vaticano uma sessão plenária da Academia Pontifícia das Ciências, com o tema «Olhares científicos em torno da evolução do universo e da vida», com a participação dos mais importantes cientistas do mundo inteiro, crentes e não-crentes, muitos deles prêmios Nobel. No programa sobre o evangelho que apresento em RaiUno, entrevistei um dos cientistas presentes, o professor Francis Collins, chefe do grupo de pesquisa que levou ao descobrimento do genoma humano. Perguntei-lhe: «Se a evolução é certa, ainda resta espaço para Deus?». Eis aqui sua resposta:
«Darwin tinha razão em formular sua teoria segundo a qual descendemos de um antepassado comum e houve mudanças graduais no transcurso de longos períodos, mas este é o aspecto mecânico de como a vida chegou ao ponto de formar este fantástico panorama de diversidade. Não responde à pergunta sobre por que existe a vida. Há aspectos da humanidade que não são facilmente explicáveis, como nosso senso moral, o conhecimento do bem e do mal, que às vezes nos induz a realizar sacrifícios que não estão ditados pelas leis da evolução, que nos sugerem preservar-nos a toda custa. Esta não é talvez uma prova que nos indica que Deus existe?»
Perguntei também ao professor Collins se antes ele havia acreditado em Deus ou em Jesus Cristo. Respondeu-me: «Até os 25 anos fui ateu, não tinha uma preparação religiosa, era um cientista que reduzia quase tudo a equações e leis da física. Mas como médico, comecei a observar as pessoas que tinham de enfrentar o problema da vida e da morte, e isso me fez pensar que meu ateísmo não era uma idéia enraizada. Comecei a ler textos sobre as argumentações racionais da fé que não conhecia. Em primeiro lugar, cheguei à convicção de que deve existir um Deus que criou tudo isso, mas não sabia como era este Deus. Isso me moveu a levar a cabo uma busca para descobrir qual era a natureza de Deus, e a encontrei na Bíblia e na pessoa de Jesus. Após dois anos de busca, me dei conta de que não era inteligente opor resistência e me converti em um seguidor de Jesus».
Um grande autor do evolucionismo ateu de nossos dias é o inglês Richard Dawkins, autor do livro «God Delusion», A desilusão de Deus. Ele está promovendo uma campanha publicitária que propõe colocar nos ônibus das cidades inglesas esta inscrição: «Deus provavelmente não existe: deixe de angustiar-se e curta a vida» («There's probably no God. Now stop worrying and enjoy life»). «Provavelmente»: portanto, não se exclui totalmente que possa existir! Mas se Deus não existe, o crente não perdeu quase nada; se, ao contrário, Ele existe, o não-crente perdeu tudo.
Eu me coloco no lugar do pai que tem um filho deficiente, autista ou gravemente enfermo, de um imigrante que foge da fome ou dos horrores da guerra, de um operário que ficou sem trabalho, ou de um camponês expulso de sua terra... Pergunto-me como ele reagiria a esse anúncio: «Deus não existe: deixe de angustiar-se e curta a vida».
A existência do mal e da injustiça no mundo é certamente um mistério e um escândalo, mas sem fé em um juízo final, seria infinitamente mais absurda e trágica. Em tantos milênios de vida sobre a terra, o homem se adaptou a tudo; adaptou-se a todos os climas, imunizou-se contra toda doença. Mas a uma coisa ele não se adaptou nunca: à injustiça. Continua sentindo-a como intolerável. E a esta sede de justiça responderá o juízo universal.
Este não será só querido por Deus, mas, paradoxalmente, também pelos homens, também pelos ímpios. «No dia do juízo universal, não será só o Juiz o que descerá do céu escreveu o poeta Claudel , mas toda a terra se precipitará ao seu encontro.»
A festa de Cristo Rei, com o evangelho do juízo final, responde a mais universal das esperanças humanas. Assegura-nos que a injustiça e o mal não terão a última palavra, e ao mesmo tempo não exorta a viver de forma que o juízo não seja para nós de condenação, mas de salvação, e possamos ser daqueles a quem Cristo dirá: «Vinde, benditos de meu Pai, entrai em posse do reino preparado para vós desde a fundação do mundo».
Pe. Raniero Cantalamessa, OFM Cap.
Fonte: Zenit Org.
enviada por Ernesto
21/11/2008 22:33

enviada por Ernesto
21/11/2008 14:17
enviada por Ernesto
21/11/2008 13:17
CRISTO REI
Cada vez que o Ano Litúrgico chega ao fim, e somos convocados a celebrar na alegria a festa de Cristo Rei, volta sempre insistentemente no meu espírito a imagem do grande Papa que criou esta festa: Pio XI. Esse Papa que seus contemporâneos sonhavam em ver glorificado com o título de "Pio Magno", tal a grandeza de seu pontificado. Foi o Papa de Ação Católica, o Papa das Missões, o Papa, sobretudo, da solução da "Questão Romana", através do Tratado de Latrão, que resolveu a penosa situação criada pela ocupação de Roma pelo exército italiano, e o fim dos Estados Pontifícios. Pio XI - como disseram - restituiu a Itália a Deus e Deus à Itália, criando um imenso clima de alegria para a Igreja e para o povo da Península unificada.
Pio XI tinha como lema "A paz de Cristo no Reino de Cristo". E sonhava com o mundo todo conquistado para o Reino de Nosso Senhor Jesus Cristo. Um mundo todo submetido ao suave domínio do Divino Rei. Ele, evidentemente, não sonhava com nenhuma grandeza terrena para os seguidores de Cristo. Nem mesmo fazia consistir o triunfo do Evangelho no esplendor das catedrais que enobrecem a face da terra, de um extremo a outro do mundo, por mais que isso também anuncie agradavelmente a presença do Evangelho. Ele pensava numa presença do Evangelho de maneira muito mais profunda. Pensava no Evangelho orientando as leis e os costumes, disciplinando os povos na liberdade e na justiça, santificando as famílias, o trabalho e o progresso, iluminando os caminhos da ciência e da cultura. Pio XI suscitou na Igreja inteira uma sensação de vida e de alegria, apesar de todas as dificuldades que não faltaram no seu tempo, quando na Alemanha se implantava o nazismo e se consolidava o comunismo na Rússia com seu punho de ferro.
O ideal de Pio XI ao instituir a festa de Cristo Rei pode estar sintetizado nas luminosas palavras do Prefácio da missa, onde se diz que o Reino de Cristo é "o reino da verdade e da vida, o reino da santidade e da graça, o reino da justiça, do amor e da paz". Quando esses valores estiverem implantados em todo o mundo, então se poderá dizer que o reino anunciado por Jesus e germinado das sementes do Evangelho que Ele semeou está realmente presente. Se bem que a plenitude do Reino só se realizará mesmo na vida eterna.
Da riqueza das leituras que a liturgia da missa de hoje nos oferece, poderíamos respingar duas reflexões. A primeira é o quadro do Juízo Final, onde Jesus se manifesta como o Juiz da História, "quando vier na sua glória, e todos os anjos com Ele" (Mt 25,31). É um quadro de majestosa beleza. A essência que se pode apurar é que o mundo será julgado pela maneira como tiver praticado, ou como tiver deixado de praticar, o mandamento do amor ao próximo. O prêmio eterno ou a eterna condenação dependerá disso: "Tive fome e me destes de comer, tive sede e me destes de beber. .." (v v 35 e 36). Ou, pelo contrário: "Tive fome e não me destes de comer, tive sede e não me destes de beber. .." (v v 42 e43). E devemos atualizar essas colocações do Evangelho, alinhando aí nossos deveres de dar a todos instrução e cultura, hospitais e saúde, oportunidade de crescer e de se realizar na justiça e na liberdade. Essa luz do último Dia deve iluminar todos os dias do mundo, Só assim nossa terra será o lugar do amor e da paz. E o mais importante de tudo isso é que na pessoa a quem ajudamos ou deixamos de ajudar é o próprio Jesus que está presente: "Cada vez que o fizestes a um desses irmãos mais pequeninos, a mim o fizestes. Todas as vezes que o deixastes de fazer a um desses pequeninos, foi a mim que o deixastes de fazer" (v v 40 e 45).
A segunda reflexão é apontada pela leitura da primeira carta aos corlntios. Aí é Jesus, o Divino Rei, no triunfo final do seu Reino. O mal foi vencido. Foram derrotados todos os poderes hostis ao Reino. A última inimiga, a morte, estará também destruída pela ressurreição. E Jesus apresentará ao Pai o povo do seu Reino. Dir-se-ia que é como um general vitorioso que faz desfilar seu glorioso exército na parada final. "E quando todas as coisas lhe estiverem submetidas - conclui São Paulo - então também o Filho se submeterá àquele que lhe submeteu todas as coisas, a fim de que Deus seja tudo em todos" (1 Cor 15,28). Sem dúvida, uma das páginas mais belas do Novo Testamento.
Leituras da Solenidade de Cristo Rei - Ano A:
1a) Ez 34,11-12.15-17
2a) 1 Cor 15,20-26a.28
3a) Mt 25,31-46
Fonte: Pe. Lucas de Paula Almeida, CM
enviada por Ernesto
15/11/2008 11:44
O REI DE TODOS, SEM EXCLUIR NINGUÉM
Como é lindo podermos constatar todos os dias o reinado de Cristo acontecendo bem no meio de nós. E justamente em favor daqueles mais necessitados.Daqueles que mais sofrem. Das pessoas que foram sendo deixadas de lado, foram ficando para trás, abandonadas e esquecidas.Jesus é o Rei de todos - de todos mesmo - sem excluir ninguém.
Ele não nos cansa de amar. Nem mesmo aqueles que o rejeitam, ou lhe ofendem. Diante da abundância do pecado do mundo, Ele se manifesta com a superabundância da misericórdia do seu coração transpassado.
Ele vem a cada um de nós e nos chama pelo nosso nome:
Que Rei maravilhoso, sem igual! Ele nos faz participar do seu trono, da sua vida divina. NEle, somos assumidos como Filhos de Deus! NEle, e só nEle, nos tornamos vencedores dos nossos maiores pecados e fraquezas. Imagine um Rei assim, com tamanha delicadeza e bondade que vem ao nosso encontro, não para nos acusar e condenar pelos nossos erros e falhas, mas, ao contrário, para nos salvar deles.
Um Rei que se coloca a serviço de cada pessoa, que nos dá o seu coração eucarístico - presente nos sacrários do mundo inteiro - aberto como na cruz e que quer nos alcançar com seu amor transbordante e incontido, para nos fazer pessoas novas.
Seu Reino é o da Luz que vence as sombras. Da Verdade sobre a mentira. Do Amor ante a todo egoísmo.Da Vida sobre a morte. E por isso mesmo é o único que pode realizar por completo a nossa condição humana.
Deixemo-nos alcançar pelo seu amor. Façamos de Jesus o Senhor e Rei de nossas vidas.
enviada por Ernesto
15/11/2008 11:15
JESUS CRISTO REI DO UNIVERSO
enviada por Ernesto
15/11/2008 10:18
A parábola dos talentos
O evangelho deste domingo é a parábola dos talentos. Infelizmente, no passado, o significado desta parábola foi habitualmente confundido, ou pelo menos muito reduzido. Quando escutamos falar dos talentos, pensamos imediatamente nos dons naturais de inteligência, beleza, força, capacidades artísticas. A metáfora é usada para falar de atores, cantores, comediantes... O uso não é totalmente equivocado, mas sim secundário. Jesus não pretendia falar da obrigação de desenvolver os dons naturais de cada um, mas de fazer frutificar os dons espirituais recebidos dele. A desenvolver os dotes naturais já nos impulsiona a natureza, a ambição, a sede de lucro. Às vezes, ao contrário, é necessário frear esta tendência de fazer valer os próprios talentos, porque pode converter-se facilmente em afã por fazer carreira e por impor-se sobre os demais.
Os talentos dos quais Jesus fala são a Palavra de Deus, a fé, ou seja, o Reino que Ele anunciou. Neste sentido, a parábola dos talentos se conecta com a do semeador. À sorte diferente da semente que ele lançou que em alguns casos produz sessenta por cento; em outras, ao contrário, fica entre os espinhos, ou são comidas pelos pássaros do céu , corresponde aqui o diferente lucro realizado com os talentos.
Os talentos são, para nós, cristãos de hoje, a fé e os sacramentos que recebemos. A palavra nos obriga a fazer um exame de consciência: que uso estamos fazendo destes talentos? Nós nos parecemos com o servo que os faz frutificar ou com o que os enterra? Para muitos, o próprio batismo é verdadeiramente um talento enterrado. Eu o comparo a um presente que se recebeu de Natal e que foi esquecido num lugar, sem nunca tê-lo aberto ou jogado fora.
Os frutos dos talentos naturais acabam conosco ou, quando muito, passam aos herdeiros; os frutos dos talentos espirituais nos seguem à vida eterna e um dia nos valerão a aprovação do Juiz divino: «Muito bem, servo bom e fiel! Foste fiel no pouco, e por isso eu te darei autoridade sobre o muito: toma parte no gozo de teu senhor».
Nosso dever humano e cristão não é só desenvolver nossos talentos naturais e espirituais, mas também de ajudar os demais a desenvolverem os seus. No mundo moderno existe uma profissão que se chama, em inglês, talent-scout, descobridor de talentos. São pessoas que sabem encontrar talentos ocultos de pintor, cantor, ator, jogador de futebol e os ajudam a cultivar seu talento e a encontrar um patrocinador. Não o fazem de graça, naturalmente, nem por hobby, mas para ter uma porcentagem em seus lucros, uma vez que se afirmaram.
O Evangelho nos convida a ser talent-scout, «descobridores de talentos», mas não por amor ao lucro, e sim para ajudar quem não tem a possibilidade de afirmar-se sozinho. A humanidade deve alguns de seus melhores gênios ou artistas ao altruísmo de uma pessoa amiga que acreditou neles e os animou, quando ninguém acreditava neles. Um caso exemplar que me vem à mente é o de Theo Van Gogh, que sustentou toda a vida, econômica e moralmente, do seu irmão Vincent, quando ninguém acreditava nele e não conseguia vender nenhum de seus quadros. Eles trocaram mais de seiscentas cartas, que são um documento de altíssima humanidade e espiritualidade. Sem ele não teríamos hoje esses quadros que todos amamos e admiramos.
A primeira leitura do domingo nos convida a deter-nos em um talento em particular, que é ao mesmo tempo natural e espiritual: o talento da feminilidade, o talento de ser mulher. Contém, de fato, o conhecido elogio da mulher que começa com as palavras: «Uma mulher completa, quem a encontrará?». Este elogio, tão belo, tem um defeito, que não depende obviamente da Bíblia, mas da época na qual foi escrito e da cultura que reflete. Se prestarmos atenção, descobriremos que este talento está inteiramente em função do homem. Sua conclusão é: bendito o homem que tem uma mulher assim. Ela lhe tece maravilhosas vestes, honra a sua casa, permite-lhe caminhar com a cabeça levantada entre seus amigos. Não creio que as mulheres de hoje gostem deste elogio.
Pe. Raniero Cantalamessa, OFM Cap.
enviada por Ernesto
14/11/2008 11:40

Caminhar no amor e na verdade
Muito me alegrei por ter encontrado entre os teus filhos quem caminha na verdade, conforme o mandamento que recebemos do Pai. E agora rogo-te, Senhora e não como quem te escreve um mandamento novo, mas sim aquele mandamento que temos desde o princípio que nos amemos uns aos outros. Nisto consiste o amor: em caminharmos segundo os seus mandamentos. E este é o mandamento, segundo ouvistes dizer desde o princípio: que caminheis no amor.
2ª Carta da S. João 1,4-9.
enviada por Ernesto
13/11/2008 21:55
"Perdoar"
"A caridade tudo ama, tudo crê, tudo espera, tudo suporta" (1Co 13,7). Deste modo nos mostra o apóstolo Paulo que, se esta virtude se pode manter com tal firmeza, é por ter sido mergulhada numa paciência a toda a prova. Ele diz ainda: "Suportai-vos uns aos outros no amor, fazendo tudo o que está ao vosso alcance para guardar a unidade de espírito no vínculo da paz" (Ef 4,2).
Não é possível manter nem a unidade nem a paz se os irmãos não se aplicarem a guardar a mútua tolerância e os laços da concórdia graças à paciência. Que dizer ainda, para além de não insultar, nem amaldiçoar, não reclamar o que nos tirarem, apresentar a outra face a quem nos bater, perdoar ao irmão que pecou contra nós, não só setenta vezes sete vezes, mas esquecendo todos os seus erros, amar os nossos inimigos, rezar pelos nossos adversários e pelos que nos perseguem?
Como conseguir cumprir tudo isso se não formos firmemente pacientes, tolerantes? Foi o que fez Santo Estêvão quando, em vez de clamar por vingança, pediu perdão para os seus carrascos, dizendo: "Senhor, não lhes imputes este pecado" (Act 7,60).
São Cipriano
enviada por Ernesto
13/11/2008 08:13

«Faz frutificar em nós, Senhor, a Eucaristia que nos reuniu: é por ela que Tu formas, desde agora, através da vida deste mundo, o amor com que eternamente te amaremos.»
enviada por Ernesto
13/11/2008 08:11
"O Reino de Deus está no meio de vós"
O Verbo de Deus, pelo qual todas as coisas foram feitas, fazendo-se homem e vivendo na terra dos homens, entrou como homem perfeito na história do mundo, assumindo-a e recapitulando-a. Ele revela-nos que «Deus é amor» (1Jo 4, 8) e ensina-nos ao mesmo tempo que a lei fundamental da perfeição humana e, portanto, da transformação do mundo, é o novo mandamento do amor... Suportando a morte por todos nós pecadores, ensina-nos com o seu exemplo que também devemos levar a cruz que a carne e o mundo fazem pesar sobre os ombros daqueles que buscam a paz e a justiça.
Constituído Senhor pela sua ressurreição, Cristo, a quem foi dado todo o poder no céu e na terra (Mt 28,18), actua já pela força do Espírito Santo nos corações dos homens; não suscita neles apenas o desejo da vida futura, mas, por isso mesmo, anima, purifica e fortalece também aquelas generosas aspirações que levam a humanidade a tentar tornar a vida mais humana e a submeter para esse fim toda a terra. Sem dúvida, os dons do Espírito são diversos: enquanto chama alguns a darem claro testemunho do desejo da pátria celeste e a conservarem-no vivo no seio da família humana, chama outros a dedicarem-se ao serviço terreno dos homens, preparando com esta sua actividade como que a matéria do reino dos céus. Liberta, porém, a todos, para que, deixando o amor próprio e empregando em favor da vida humana todas as energias terrenas, se lancem para o futuro, em que a humanidade se tornará oblação agradável a Deus.
Concílio Vaticano II
enviada por Ernesto
12/11/2008 07:21
«Os outros nove, onde estão?»
Vemos, hoje em dia, muitas pessoas que rezam, mas, afinal, não as vemos a voltar atrás para dar graças a Deus [...] «Não foram os dez curados? Onde estão pois os outros nove?» Estais a lembrar-vos, penso eu, que foi nestes termos que o Salvador se lamentou acerca da ingratidão dos outros nove leprosos. Podemos ler que eles sabiam «rezar, suplicar e pedir», pois tinham levantado a voz para exclamar: «Jesus, Filho de David, tende piedade de nós». Mas faltou-lhes uma quarta coisa que o apóstolo Paulo reclama: «a acção de graças» (1Tm2,1), porque não voltaram para dar graças a Deus.
Nos nossos dias é ainda frequente ver um considerável número de pessoas pedir a Deus com insistência o que lhes falta, mas são em pequeno número as que parecem ficar reconhecidas com os dons recebidos. Não há mal em pedir com insistência, mas o que faz que Deus não nos atenda é considerar que nos falta gratidão. Afinal, talvez seja até um acto de clemência da sua parte recusar aos ingratos o que estes pedem, para que não venham a ser julgados com rigor por causa da sua ingratidão [...]. É pois por misericórdia que Deus retém por vezes a sua misericórdia [...]
Vede portanto como todos os que estão curados da lepra do mundo, quero dizer, das desordens evidentes, não aproveitam a sua cura. Alguns, com efeito, foram atingidos por uma chaga bem pior do que a lepra, tanto mais perigosa por ser uma chaga mais interior. É por isso com razão que o Senhor do mundo pergunta onde estão os outros nove leprosos, porque os pecadores se afastam da salvação. É por isso que, depois de o primeiro homem ter pecado, Deus lhe perguntou: «Onde estás?» (Gn 3,9).
São Bernardo
enviada por Ernesto
10/11/2008 10:04
QUANDO REZAMOS NOS TORNAMOS AMIGOS DE DEUS
enviada por Ernesto
10/11/2008 08:44
Entrevistas: Confissões de um antigo maçom
Maurice Caillet, venerável de uma loja maçônica, revela segredos em «Eu fui maçom»
MADRI, quinta-feira, 6 de novembro de 2008 (ZENIT.org).- Maurice Caillet, venerável de uma loja maçônica durante 15 anos, revela segredos da Maçonaria em um livro recém-publicado por «Libroslibres», com o título «Yo fui mazón» («Eu fui maçom»).
Rituais, normas de funcionamento interno, juramentos e a influência na política desta organização secreta saem agora à luz, em particular as implicações do juramento que obriga a defender outros «irmãos» maçons. O volume revela também a decisiva influência da Maçonaria na elaboração e aprovação de leis, como a do aborto na França, da qual ele, como médico, participou ativamente. Caillet, nascido em Bordeaux (França) em 1933, especializado em Ginecologia e Urologia, praticou abortos e esterilizações antes e depois de obterem de amparo legal em seu país. Membro do Partido Socialista Francês, chegou a cargos de relevância na área da saúde pública.
Quando você entrou oficialmente na Maçonaria?
Maurice Caillet: No início de 1970 me convocaram para uma possível iniciação. Eu ignorava praticamente tudo acerca do que me esperava. Tinha 36 anos, era um homem livre e nunca me havia afiliado a sindicato nem partido político algum. Assim, pois, uma tarde, em uma discreta rua da cidade de Rennes, chamei à porta do templo, cuja frente estava adornada por uma esfinge de asas e um triângulo que rodeava um olho. Fui recebido por um homem que me disse: «Senhor, solicitou ser admitido entre nós. Sua decisão é definitiva? Você está disposto a submeter-se às provas? Se a resposta for positiva, siga-me». Fiz um gesto de acordo com a cabeça. Colocou-me então uma venda preta sobre os olhos, segurou-me pelo braço e me fez percorrer uma série de passarelas. Comecei a sentir certa inquietude, mas antes de poder formulá-la, ouvi como se fechava a porta detrás de nós...
Em seu livro «Yo fui mazón», você explica que a maçonaria foi determinante na introdução do aborto livre na França em 1974.
Maurice Caillet: A eleição de Valéry Giscard d'Estaing como presidente da República francesa em 1974 levou Jacques Chirac a ser eleito primeiro-ministro, tendo este como conselheiro pessoal Jean-Pierre Prouteau, Grão-Mestre do Grande Oriente da França, principal ramo maçom francês, de tendência laicista. No Ministério de Saúde colocou Simone Veil, jurista, antiga deportada de Auschwitz, que tinha como conselheiro o Dr. Pierre Simon, Grão-Mestre da Grande Loja da França, com o qual eu mantinha correspondência. Os políticos estavam bem rodeados pelos que chamávamos de nossos «Irmãos Três Pontos», e o projeto de lei sobre o aborto se elaborou com rapidez. Adotada pelo Conselho de Ministros no mês de novembro, a lei Veil foi votada em dezembro. Os deputados e senadores maçons de direitas e esquerdas votaram como um só homem!
Você comenta que entre os maçons há obrigatoriedade de ajudar-se entre si. Ainda é assim?
Maurice Caillet: Os «favores» são comuns na França. Certas lojas procuram ser virtuosas, mas o segredo que reina nestes círculos favorece a corrupção. Na Fraternal dos Altos Funcionários, por exemplo, negociam certas promoções, e na Fraternal de Construções e Obras Públicas distribuem os contratos, com conseqüências financeiras consideráveis.
Você se beneficiou destes favores?
Maurice Caillet: Sim. O Tribunal de Apelação presidido por um «irmão» se pronunciou sobre meu divórcio ordenando custos compartilhados, ao invés de dirigir todos a mim, e reduziu a pensão alimentícia à ajuda que devia prestar a meus filhos. Algum tempo depois, após ter um conflito com meus três sócios da clínica, outro «irmão maçom», Jean, diretor da Caixa do Seguro Social, ao ficar sabendo deste conflito, me propôs assumir a direção do Centro de Exames de Saúde de Rennes.
O abandono da maçonaria afetou sua carreira profissional?
Maurice Caillet: Desde então não encontrei trabalho em nenhuma administração pública ou semi-pública, apesar de meu rico currículo.
Em algum momento você recebeu ameaças de morte?
Maurice Caillet: Após ser despedido de meu cargo na administração e começar a lutar contra esta decisão arbitrária, recebi a visita de um «irmão» da Grande Loja da França, catedrático e secretário regional da Força Operária, que me disse com a maior frieza que se eu recorresse à magistratura trabalhista eu «colocaria em perigo minha vida» e ele não poderia fazer nada para proteger-me. Nunca imaginei que poderia estar ameaçado de morte por conhecidos e honoráveis maçons de nossa cidade.
Você era membro do Partido Socialista e conhecia muitos de seus «irmãos» que se dedicavam à política. Poderia me dizer quantos maçons houve no governo de Mitterrand?
Maurice Caillet. Doze.
E no atual, de Sarkozy?
Maurice Caillet: Dois.
Para um ignorante como eu, poderia dizer quais são os princípios da maçonaria?
Maurice Caillet: A maçonaria, em todas as suas obediências, propõe uma filosofia humanista, preocupada antes de tudo pelo homem e consagrada à busca da verdade, ainda afirmando que esta é inacessível. Rejeita todo dogma e sustenta o relativismo, que coloca todas as religiões em um mesmo nível, enquanto desde 1723, nas Constituições de Anderson, ela erige a si mesma a um nível superior, como «centro de união». Daí se deduz um relativismo moral: nenhuma norma moral tem em si mesma uma origem divina e, em conseqüência, definitiva, intangível. Sua moral evolui em função do consenso das sociedades.
E como Deus se encaixa na maçonaria?
Maurice Caillet: Para um maçom, o próprio conceito de Deus é especial, e isso se menciona, como nas obediências chamadas espiritualistas. No melhor dos casos, é o Grande Arquiteto do Universo, um Deus abstrato, mas somente uma espécie de «Criador-mestre relojoeiro», como o chama o pastor Désaguliers, um dos fundadores da maçonaria especulativa. A este Grande Arquiteto se reza, se me permite a expressão, para que não intervenha nos assuntos dos homens, e nem sequer é citado nas Constituições de Anderson.
E o conceito de salvação?
Maurice Caillet: Como tal, não existe na maçonaria, salvo no plano terreno: é o elitismo das sucessivas iniciações, ainda que estas possam considerar-se pertencentes ao âmbito do animismo, segundo René Guenon, grande iniciado, e Mircea Eliade, grande especialista em religiões. É também a busca de um bem que não se especifica em nenhuma parte, já que a moral evolui na sinceridade, a qual, como todos sabemos, não é sinônimo de verdade.
Qual é a relação da maçonaria com as religiões?
Maurice Caillet: É muito ambígua. Em princípio, os maçons proclamam com firmeza uma tolerância especial para com todas as crenças e ideologias, com um gosto muito marcado pelo sincretismo, ou seja, uma coordenação pouco coerente das diferentes doutrinas espirituais: é a eterna gnose, subversão da fé verdadeira. Por outra parte, a vida das lojas, que foi minha durante 15 anos, revela uma animosidade particular contra a autoridade papal e contra os dogmas da Igreja Católica.
Como começou seu descobrimento de Cristo?
Maurice Caillet: Eu era racionalista, maçom e ateu. Tampouco estava batizado, mas minha mulher Claude estava doente e decidimos ir a Lourdes. Enquanto ela estava nas piscinas, o frio me obrigava a refugiar-me na Cripta, onde assisti, com interesse, à primeira missa de minha vida. Quando o padre, ao ler o Evangelho, disse: "Pedi e vos será dado: buscai e achareis; chamai e se vos abrirá", aconteceu um choque tremendo em mim porque esta frase eu ouvi no dia de minha iniciação no grau de Aprendiz e a costumava repetir quando, já Venerável, iniciava os profanos. No silêncio posterior pois não havia homilia ouvi claramente uma voz que me dizia: "Pedes a cura de Claude. Mas o que ofereces?". Instantaneamente, e seguro de ter sido interpelado pelo próprio Deus, só tinha a mim mesmo para oferecer. No final da missa, fui à sacristia e pedi imediatamente o batismo ao padre. Este, estupefato quando lhe confessei minha pertença maçônica e minhas práticas ocultistas, me disse que fosse ver o arcebispo de Rennes. Esse foi o início de meu itinerário espiritual.
Fonte: Zenit Org.
enviada por Ernesto
15/09/2008 14:25
Amar é possuir o maior dom de Deus
«Amar é possuir o maior dom de Deus, porque é possuir o próprio Deus.Quem Me ama guardará a minha palavra, e meu Pai o amará; nós viremos a ele e faremos nele a nossa morada (Jo 14, 23). É a posse de Deus, e nós mergulhados em Deus; é o amor de Deus em nós, comunicado pela presença das Três Pessoas divinas, que nos hão-de levar a viver submersos no oceano da vida sobrenatural, seguindo sempre o caminho apontado pela luz da palavra de Deus.»
Irmã Lúcia
enviada por Ernesto
03/09/2008 08:19

O direito de se ter uma família !
1. Toda pessoa tem o direito de ter a sua vida acolhida.
2. Toda pessoa tem o direito de ter a sua família.
3. Toda pessoa tem o direito de ter o seu pai.
4. Toda pessoa tem o direito de ter a sua mãe.
5. Toda pessoa tem o direito da unidade e integridade do seu lar.
6. Toda pessoa tem o direito de viver junto com os seus pais.
7. Toda pessoa tem o direito de ser amada por eles.
Privar alguém desses direitos magnos já se configura como um ato de extrema violência praticado contra a dignidade e o valor de cada pessoa humana.
enviada por Ernesto
05/08/2008 08:51
«São cegos a conduzir outros cegos»
«Eu sou a luz do mundo; quem Me segue não andará nas trevas» (Jo 8,12). De facto o Senhor ilumina aqueles que estão cegos. Nós, irmãos, somos iluminados, desde esta vida, pelo colírio da fé. O Senhor começou por misturar a sua saliva com terra para com ela ungir os olhos do cego de nascença (Jo 9,6). Também nós, filhos de Adão, somos cegos de nascença e precisamos que o Senhor nos ilumine. Ele mistura a sua saliva com terra: «E o Verbo fez-se homem, e veio habitar connosco» (Jo 1,14) [...].
Vê-lo-emos face a face. «Agora, diz o apóstolo Paulo, vemos como num espelho, de maneira confusa; depois, veremos face a face; agora, conheço de modo imperfeito; depois, conhecerei como sou conhecido» (1 Cor 13,12). São João também diz na sua epístola: «Caríssimos, agora já somos filhos de Deus, mas não se manifestou ainda o que havemos de ser. O que sabemos é que, quando Ele se manifestar, seremos semelhantes a Ele, porque O veremos tal como Ele é» (1 Jo 3,2). Eis a promessa que te é feita: se amas, segue-O, portanto.
Amo-O, dir-me-ás, mas por que caminho O seguir? [...] Perguntas pelo caminho que se deve tomar? Escuta o Salvador a dizer-te, logo: «Eu sou o Caminho». Onde vai dar este caminho? «Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida» (Jo 14,6) [...]. Não te é dito: esforça-te por procurar o caminho que conduz à verdade e à vida; não, não é isso que te é dito. Levanta-te, preguiçoso, o caminho em pessoa veio encontrar-te. Ele despertar-te-á do teu sono, se ouvires a sua voz a dizer-te: «Levanta-te e anda» (Mt 9,5).
Santo Agostinho
enviada por Ernesto
03/08/2008 17:32
"Dai-lhes vós mesmos de comer"
« O pão que Eu hei-de dar é a minha carne que Eu darei pela vida do mundo » (Jo 6, 51). Com estas palavras, o Senhor revela o verdadeiro significado do dom da sua vida por todos os homens; as mesmas mostram-nos também a compaixão íntima que Ele sente por cada pessoa.
Na realidade, os Evangelhos transmitem-nos muitas vezes os sentimentos de Jesus para com as pessoas, especialmente doentes e pecadores (Mt 20, 34; Mc 6, 34; Lc 19, 41). Ele exprime, através dum sentimento profundamente humano, a intenção salvífica de Deus que deseja que todo o homem alcance a verdadeira vida. Cada celebração eucarística actualiza sacramentalmente a doação que Jesus fez da sua própria vida na cruz por nós e pelo mundo inteiro. Ao mesmo tempo, na Eucaristia, Jesus faz de nós testemunhas da compaixão de Deus por cada irmão e irmã; nasce assim, à volta do mistério eucarístico, o serviço da caridade para com o próximo, que « consiste precisamente no facto de eu amar, em Deus e com Deus, a pessoa que não me agrada ou que nem conheço sequer.
Isto só é possível realizar-se a partir do encontro íntimo com Deus, um encontro que se tornou comunhão de vontade, chegando mesmo a tocar o sentimento. Então aprendo a ver aquela pessoa já não somente com os meus olhos e sentimentos, mas segundo a perspectiva de Jesus Cristo ».(240) Desta forma, nas pessoas que contacto, reconheço irmãs e irmãos, pelos quais o Senhor deu a sua vida amando-os « até ao fim » (Jo 13, 1).
Por conseguinte, as nossas comunidades, quando celebram a Eucaristia, devem consciencializar-se cada vez mais de que o sacrifício de Jesus é por todos; e, assim, a Eucaristia impele todo o que acredita n'Ele a fazer-se « pão repartido » para os outros e, consequentemente, a empenhar-se por um mundo mais justo e fraterno. Como sucedeu na multiplicação dos pães e dos peixes, temos de reconhecer que Cristo continua, ainda hoje, exortando os seus discípulos a empenharem-se pessoalmente: « Dai-lhes vós de comer » (Mt 14, 16). Na verdade, a vocação de cada um de nós consiste em ser, unido a Jesus, pão repartido para a vida do mundo.
Papa Bento XVI
enviada por Ernesto
02/08/2008 20:31
Diversidade de Ministérios na Igreja Missionária
O Apóstolo Paulo nos apresenta uma Igreja viva, dinâmica e unida no Espírito para o bem de todos: "Há diversidade de dons, mas o Espírito é o mesmo. Há diversidade de ministérios, mas o Senhor é o mesmo. Há diferentes atividades, mas é o mesmo Deus que realiza tudo em todos. A cada um é dada a manifestação do Espírito, em vista do bem de todos" (1Cor, 4-7).
Este dinamismo de ministérios e vocações se manifesta na Igreja do Brasil no mês de agosto. Semana após semana somos convocados à oração, reflexão e ação nas comunidades sobre o tema das vocações: na primeira semana, é nos apresentada a vocação para o ministério ordenado (diáconos, padres e bispos); na segunda, a vocação para a vida em família, em atenção ao dia dos pais; na terceira, a vocação para a vida consagrada (religiosos e religiosas, consagrados e consagradas seculares) e, na quarta, a vocação para os ministérios e serviços na comunidade.
A Diocese de Santos vivencia esta dinâmica vocacional. No dia 04 de agosto, Dia do Padre, neste ano temos um motivo a mais para celebrar, pois três novos sacerdotes se unem no ministério sacerdotal aos que vêm desempenhando com alegria e dinamismo este múnus de tão grande relevância para o povo de Deus, em unidade com o Bispo Diocesano e em comunhão com o Bispo Emérito, D. David Picão, que, por sinal, acaba de comemorar 48 anos de ordenação episcopal, no dia 31 de julho p.p..
A mensagem do Prefeito da Congregação para o Clero, Cardeal Dom Cláudio Hummes, vem animar esta comemoração e dar-lhe especial destaque: "Vós, caros irmãos presbíteros, sois a grande riqueza, o dinamismo, a inspiração pastoral e missionária, lá na base, onde vivem em comunidade nossos batizados". E põe em relevo a missão para todo o Povo de Deus e, sobretudo para os sacerdotes: "A Igreja é por natureza missionária. "Assim, a Igreja sabe que não pode permanecer em casa e limitar-se a acolher e evangelizar os que a procuram em suas comunidades e igrejas. É preciso levantar-se e ir em busca, lá onde as pessoas e as famílias residem, vivem e trabalham. Ir também a todos os serviços, organizações, instituições e âmbitos da sociedade humana... Os presbíteros são a grande força propulsora da vida cotidiana das comunidades locais. Quando os presbíteros se movem, a Igreja se move". Os diáconos permanentes também estão a serviço ao Povo de Deus, escolhidos para o serviço da Caridade e da Palavra.
Com a celebração do Dia dos Pais, tem início a Semana da Família. A família, "patrimônio da humanidade" é o berço da vida e do amor e uma escola de humanização. É uma igreja doméstica, onde crescem o amor, a oração, o perdão e os grandes valores espirituais. Na família a vida é gerada, nasce, cresce e se desenvolve desde o início até seu fim natural. Ela é sacrário da vida;
Na terceira semana, rezamos e refletimos sobre a vida consagrada: homens e mulheres descobrem em Jesus o élan de se entregar decididamente ao amor e à missão, dentro de carismas específicos. Que riqueza de dons podemos ver em ação na Igreja!
E na última semana, refletimos sobre as vocações e serviços nas comunidades. Quantas pessoas dedicadas à catequese, às pastorais e ao anúncio de Jesus e de seu evangelho na visita às famílias, aos hospitais e às escolas! Quantos jovens se doam ao Reino de Deus porque o descobrem como um tesouro para o qual vale a pena deixar tudo.
Nesta tão grande diversidade de dons, ministérios e atividades, Deus realiza tudo em todos em vista do bem comum. Conduz os discípulos missionários à comunhão e á missão: "A vocação ao discipulado missionário é con-vocação à comunhão em sua Igreja. Não há discipulado sem comunhão...A Igreja cresce, não por proselitismo mas por 'atração': como Cristo 'atrai tudo para si' com a força do amor" (cfr DA, 156-159). "Só uma Igreja missionária e evangelizadora experimenta a fecundidade e a alegria de quem realmente realiza sua vocação. Por isso, o Apóstolo Paulo podia afirmar com vigor: Anunciar o Evangelho não é título de glória para mim. É, antes, uma necessidade que se me impõe. Ai de mim se não evangelizar". (Diretrizes Gerais da CNBB, 210). Nossa Senhora Aparecida abençoe sacerdotes, diáconos, religiosos e religiosas, ministros e ministras de nossas comunidades! E suscite novas vocações de discípulos missionários!
Dom Jacyr Francisco Braido
enviada por Ernesto
26/07/2008 20:49
Santa Ana e São Joaquim - Pais de Maria e Avós de Jesus
É difícil relatar com fidelidade a história deste casal escolhido por Deus para gerar a mais especial de todas as mulheres, Maria, a Mãe de Jesus e nossa Mãe celestial!
A história fidedigna de Maria e de seus pais, só conheceremos, quando Nossa Senhora autorizar a publicação dos relatos que fez de sua própria vida, durante exatos três anos e três meses (de 7 de janeiro de 1982 a 10 de abril de 1985),à vidente de Medjugorje Vicka Ivankovic,os quais são hoje cuidadosamente guardados em 3 cadernos, até que Maria avise o momento oportuno de divulgá-los.
Os estudiosos e historiadores, afirmam com base em documentos antigos, que Joaquim, cujo nome vem do hebraico e significa: preparação de Javé era um homem de posses, descendente direto do rei Davi e parente próximo de São José, que veio a ser esposo de Maria e pai terreno de Jesus.
Joaquim pode servir de exemplo para os esposos de hoje, por amar Ana com tal zelo que suportou por 40 anos toda espécie de humilhações por sua esposa não poder dar-lhe filhos.
Era ponto de honra, na época, um homem possuir herdeiros e uma esposa fértil. Considerada infértil Ana fazia recair sobre o esposo a vergonha e o estigma de ser amaldiçoado por Deus.
Por ser um homem de oração e temente a Deus, sempre fazia ofertas no templo, e como possuía muitos rebanhos, levou uma novilha ao sacerdote, mas este, considerando a oferta vinda de mãos indignas não a aceitou.
Em profunda tristeza, São Joaquim retirou-se para o deserto por 40 dias para orar, jejuar e fazer penitência, rogando a Deus um filho, um milagre!Fez o que hoje Maria nos pede em Medjugorje (oração, jejum, penitência) e pela sua fé, Deus enviou-lhe um anjo que o avisou que já poderia retornar à sua casa porque lhe seria concedido um (a) filho (a) como benção do Senhor!
Ana, cujo nome também vem do hebraico e significa graça, angustiada pelo sumiço do marido, rezou a Deus implorando que a fizesse fértil a fim de retirar a humilhação que pesava sobre o esposo tão bondoso e amado por ela.
Viu também um anjo que a disse que teriam um (a) filho (a) e este (a) seria honrado (a) e louvado (a) em todo o mundo!
Ela respondeu: Se Deus vive e se eu conceber um filho ou filha, será um dom do meu Deus e eu servirei a Ele toda a minha vida!.
Ana já tinha 39 anos, idade avançada para uma primeira gravidez, mas, Deus a abençoara. Já não suportava mais as cobranças e humilhações até mesmo por parte de seu Pai, um judeu chamado Akar que tinha vindo morar em Nazaré com ela e sua mãe.
O nascimento de Maria
Quando Maria nasceu era dia 5 de agosto. Essa data foi dita por Nossa Senhora aos videntes também em Medjugorje durante uma aparição, em agosto de 1984. Nessa ocasião disse que faria 2000 anos e que gostaria que fizessem um tríduo de orações pelas suas intenções antes do dia 5. Pediu que rezassem terços. Portanto, este ano Maria Santíssima fará 2023 anos.
Com a idade de 3 anos ,SantAna levou sua filha Maria ao templo,como prometera a Deus e lá a mesma permaneceu até a idade de 12 anos.
O nome Maria, também de origem hebraica significa: senhora da luz.
São Joaquim e Santa Ana viveram até que vissem o nascimento de Jesus e o avô faleceu logo após a apresentação do neto ao templo com 12 anos.
São Joaquim e Santa Ana rogai por nós!
enviada por Ernesto
26/07/2008 20:24
Bento XVI lança vários desafios aos jovens em Sydney
Por José Caetano
SYDNEY, segunda-feira, 21 de julho de 2008 (ZENIT.org).- O Papa Bento XVI deixou inúmeros desafios aos jovens peregrinos que se reuniram em Sydney para a XXIII Jornada Mundial da Juventude, que se encerrou nesse domingo, com o tema: «Recebereis a força do Espírito Santo, que virá sobre vós, e sereis minhas testemunhas».
No início das atividades públicas na Austrália, durante seu discurso na Government House de Sydney, na cerimônia oficial de boas-vindas, que aconteceu na quinta-feira, 17 de julho, o Santo Padre realizou já seu primeiro apelo: «Através da ação do Espírito, possam os jovens aqui reunidos para a Jornada Mundial da Juventude ter a coragem de se tornarem santos! Mais do que qualquer outra coisa, o mundo precisa disto».
Depois, no mesmo dia, ao acolher os jovens no cais de Barangaroo, quis primeiramente lançar um chamado aos jovens não-católicos, para que se aproximem «do abraço amoroso de Cristo» e reconheçam a Igreja como sua casa». No mesmo discurso, voltando-se aos jovens cristãos, o Papa os chama a serem testemunhas da esperança oferecida pelo Evangelho de Jesus Cristo, «uma visão da vida onde reine o amor, onde os dons sejam partilhados, onde se construa a unidade, onde a liberdade encontre o seu próprio significado na verdade, e onde a identidade seja encontrada numa comunhão respeitosa».
No dia seguinte, o Papa encontrou-se com jovens da comunidade de recuperação da Universidade Notre Dame de Sydney. Os jovens, apesar da pouca idade, já atravesaram duras experiências marcadas pelo álcool, as drogas ou pela tentação do suicídio. A eles, o pontífice lançou o encargo de serem «embaixadores de esperança para quantos se encontram em idênticas situações».
A juventude Chamada a ser testemunha de Cristo
«Com a força do Espírito Santo, escolhei a vida, escolhei o amor e sede diante do mundo testemunhas da alegria que daí jorra», falou ao final do encontro.
Na manhã do sábado, dia 19, o Papa celebrou uma missa junto aos bispos, seminaristas, religiosos e religiosas australianos, e dirigindo-se especialmente aos jovens seminaristas e noviços, desafia-os a que «não tenhais medo! Acreditai na luz. Tomai a peito a verdade que ouvimos hoje na segunda leitura: Jesus Cristo é o mesmo ontem, hoje e sempre. A luz da Páscoa continua a afugentar as trevas.»
Já nesse mesmo dia, à noite, no hipódromo de Randwick, ao encontrar-se com 235 mil peregrinos reunidos para a Vigília de Oração da JMJ, o Santo Padre explica que «estar verdadeiramente vivos é ser transformados a partir de dentro, permanecer abertos à força do amor de Deus. Acolhendo a força do Espírito Santo, podereis também vós transformar as vossas famílias, as comunidades, as nações». E conclui lançando o desafio: «Libertai estes dons. Fazei com que a sabedoria, o entendimento, a fortaleza, a ciência e a piedade sejam os sinais da vossa grandeza».
No último dia do evento que reuniu peregrinos do mundo todo, durante a Celebração Eucarística de encerramento da JMJ, o Santo Padre, em sua homilia, perguntou às mais de 400 mil pessoas ali presentes sobre «o que deixariam à próxima geração», e desafiou-as a serem «profetas desta nova era, mensageiros do seu amor, capazes de atrair as pessoas para o Pai e construir um futuro de esperança para toda a humanidade».
Ainda na homilia, o bispo de Roma lançou um desafio especial àqueles que sentem um chamado de Deus a se dedicarem à vida sacerdotal: «Não tenhais medo de dizer o vosso sim a Jesus, de encontrar a vossa alegria na realização da sua vontade, entregando-vos completamente para chegardes à santidade e pondo os vossos talentos a render para o serviço dos outros».
Por fim, logo após a oração mariana do Ângelus, na qual lembrou a proposta que Deus fez a Maria através do anúnio do Anjo, e para o qual ela disse sim, o Papa fez um apelo aos jovens, desejando que se encontrem na próxima Jornada Mundial da Juventude, que será em Madri, em 2011: «prestemos a Cristo o nosso jubiloso testemunho diante do mundo».
Fonte: Zenit Org.
enviada por Ernesto
21/07/2008 18:42

Nada os separe
Nada, mas nada neste mundo os tire um do outro,
nem pai, nem mãe, nem parente dele ou dela,
nem falsos amigos,
nem família possessiva ou interesseira,
nem traição, nem desânimo, nem crise conjugal,
nem paixão enlouquecida,
nem ciúme doentio, brutal e animalesco,
nem livros, nem escola, nem trabalho,
nem dinheiro, nem fama,
nem a turma de ontem, nem amigos de antigamente,
nem fofocas, nem calúnias, nem insinuações,
nem olhares lânguidos, nem escapadas, nem tentação,
nem música, nem televisão, nem aquela festa,
nem religião, nem filosofia, nem ideologia,
nada, absolutamente nada os separe.
E que os separar seja maldito
e quem tentar destruir seu amor seja maldito
e quem sujar seu amor seja maldito.
Seja bendito quem os aproximar
ainda mais um do outro.
Quem os levar ao perdão e à reconciliação.
Bendito quem os ajudar a redescobrir o fogo de ontem.
Abençoado quem puser juízo na cabeça,
do que feriu ou quis ir embora.
Sejam muitos indivíduos, mas uma só família
como Deus é três pessoas, mas um só Deus.
A palavra é juntos
aqui, agora e por todo o sempre.
Pe. Zezinho, scj
enviada por Ernesto
17/07/2008 11:20

O mal não é somente uma deficiência, mas uma eficiência, um ser vivo, espiritual, pervertido e pervertedor. Uma terrível realidade. Misteriosa e pavorosa. Sai do ensinamento bíblico e da Igreja quem rejeita a sua existência ou ensina como sendo uma pseudo-realidade, ou somente uma maneira para explicar as causas do mal... O diabo é homicida desde o princípio... pai da mentira, como é definido pelo Cristo.
Papa Paulo VI
enviada por Ernesto
17/07/2008 10:35
"Aprendei de mim"
«Aprendei de mim, porque sou manso e humilde de coração e encontrareis descanso para o vosso espírito»
O Senhor ama os homens, mas fá-los passar por provações. Assim, eles poderão reconhecer a sua própria impotência e humilhar-se e, graças à humildade, receber o Santo Espírito. E com o Santo Espírito tudo está bem, tudo se enche de alegria [...] Aquele que vive em humildade contenta-se com tudo o que lhe acontece, porque o Senhor é a sua riqueza e alegria; todos os homens se espantarão com a beleza da sua alma.
Dizes: «A minha vida está cheia de sofrimento». Mas responder-te-ei, ou melhor, é o próprio Senhor a dizer-to: «Sê humilde, e verás que as provações se transformarão em repouso», de tal maneira que tu próprio te espantarás e dirás: «Por que estava eu, dantes, tão atormentado e aflito?» Agora és feliz porque te tornaste humilde e porque a graça divina veio até ti; agora, ainda que estejas só na pobreza, a alegria não te deixará, porque tens na alma aquela paz acerca da qual disse o Senhor: «Deixo-vos a paz; dou-vos a minha paz» (Jo 14,27). É assim que o Senhor dá a paz às almas humildes.
São Siluane
enviada por Ernesto
16/07/2008 11:21
Nossa Senhora do Carmo
A festa de Nossa Senhora do Carmo recorda a instituição do Santo Escapulário que a Virgem entregou a São Simão Stock, Geral dos Carmelitas, a 16 de julho de 1251, dizendo:
"Meu filho querido, recebe este Escapulário, privilégio que concedo para todos os Carmelitas, sinal de minha fraternidade, salvação nos perigos, penhor de paz e de eterna aliança.Todo aquele que com este hábito piedosamente morrer, não sofrerá o fogo eterno, assim como os irmãos que houverem ido para o Purgatório, dali Eu os libertarei no sábado seguinte à sua morte."
O escapulário é uma veste comum a muitas congregações religiosas mas particularmente distintiva da Ordem dos Carmelitas. Impõe-se hoje também um escapulário de formato pequeno a pessoas que não pertencem a congregações, para lhes permitir que participem das grandes Graças que a ele estão ligadas; entre outras, o privilégio sabatino.
Em sua bula chamada Sabatina, o Papa João XXII afirma que aqueles que usarem o escapulário serão depressa libertados das penas do purgatório no sábado que se seguir à sua morte. Numa bula de 11 de fevereiro de 1.950, Pio XII convidava a "colocar em primeiro lugar, entre as devoções marianas, o escapulário que está ao alcance de todos"; entendido como veste mariana, esse é de fato um ótimo símbolo da proteção da Mãe celeste, enquanto sacramental extrai o seu valor das orações da Igreja e da confiança e amor daqueles que o usam.

Oração a Nossa Senhora do Carmo
Ó Santíssima Imaculada Virgem Maria, ornamento e glória do Monte Carmelo, Vós que velais tão particularmente sobre os que trazem vosso sagrado Hábito, velai também, bondosa, sobre mim, e cobri-me com o manto de Vossa maternal proteção. Fortalecei minha fraqueza com o Vosso poder, e dissipai, com a Vossa luz, as trevas do meu coração.
Aumentai em mim a fé, a esperança e a caridade. Ornai minh'alma com todas as virtudes, a fim de que ela se torne sempre mais amada de Vosso Divino Filho. Assisti-me durante a vida, consolai-me com a Vossa Amável presença na hora da morte, e apresentai-me à Santíssima Trindade, como Vosso filho e fiel servo Vosso, para que eu possa louvar-Vos eternamente no Céu.
Assim seja.
(3 Ave-Marias, 1 Glória)
Oração a Nossa Senhora do Carmo
para alcançar uma graça
Senhora do Carmo, Mãe da Família Carmelitana e Estrela do Mar, que o Santo Escapulário atraia sobre mim o Vosso olhar, seja ele o sinal de Vossa especial proteção nas dificuldades e desafios do Novo Milênio.
Virgem do Carmo, Mãe dos pobres e dos Mártires da América Latina, assim como ouvistes a súplica de Santa Teresa Benedita da Cruz e de São Simão, inclinai propício Vossos ouvidos às minhas preces e aos meus pedidos (fazer o pedido).
Rainha da Paz e Mãe dos Missionários, cobri-nos com o Vosso manto sagrado, revesti-nos com o Santo Escapulário. Graças Vos dou por me haverdes atendido. (Ler Lc 1, 46-56; rezar 1 Ave-Maria)
enviada por Ernesto
12/07/2008 12:32
«Mas Eu digo-vos: amai os vossos inimigos e rezai por aqueles que vos perseguem»
«A partir do momento em que vos declarardes Meus servidores, tendes de esperar perseguições. Eu fui perseguido durante toda a vida. Tendes de receber as perseguições com alegria, como sinais preciosos da vossa semelhança Comigo, como imitação do vosso bem-amado; de as suportar com calma, cientes de que elas acontecem porque Eu as permito, e de que só vos atingirão na medida em que Eu o permitir, de que, sem Minha autorização, nem um cabelo da vossa cabeça pode cair. De as aceitar [...] dando as boas-vindas a tudo quanto vos acontece, dado que tudo aquilo que acontece contribui, de uma maneira ou de outra, para a glória de Deus. De as sofrer com coragem, oferecendo os vossos sacrifícios a Deus como holocausto para Sua glória. [...] De as sofrer rezando pelos vossos perseguidores, dado que também eles são filhos de Deus, que Deus quer que se salvem, e que Eu dei o meu sangue para os salvar. Eu próprio vos dei o exemplo de rezar por todos os homens, incluindo os que são nossos perseguidores e nossos inimigos.»
Beato Charles de Foucauld
enviada por Ernesto
03/07/2008 12:32
Seguir Cristo

Quando Jesus, num momento crítico da sua vida, decidiu ir a Betânia para ressuscitar Lázaro, aproximando-se assim perigosamente de Jerusalém (cf. Mc 10, 32), Tomé disse aos seus condiscípulos: "Vamos nós também, para morrermos com Ele" (Jo 11, 16). Esta sua determinação em seguir o Mestre é deveras exemplar e oferece-nos um precioso ensinamento: revela a disponibilidade total a aderir a Jesus, até identificar o próprio destino com o d'Ele e querer partilhar com Ele a prova suprema da morte. De facto,... quando os Evangelhos usam o verbo "seguir" é para significar que para onde Ele se dirige, para lá deve ir também o seu discípulo. Deste modo, a vida cristã define-se como uma vida com Jesus Cristo...: morrer juntos, viver juntos, estar no seu coração como Ele está no nosso.
Uma segunda intervenção de Tomé está registada na Última Ceia. Naquela ocasião Jesus, predizendo a sua partida iminente, anuncia que vai preparar um lugar para os discípulos para que também eles estejam onde Ele estiver; e esclarece: "E, para onde Eu vou, vós sabeis o caminho" (Jo 14, 4). É então que Tomé intervém e diz: "Senhor, não sabemos para onde vais, como podemos nós saber o caminho?" (Jo 14, 5)... Estas suas palavras fornecem a Jesus a ocasião para pronunciar a célebre definição: "Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida" (Jo 14, 6). Portanto, Tomé é o primeiro a quem é feita esta revelação, mas ela é válida também para todos nós e para sempre...
Ao mesmo tempo, a sua pergunta confere também a nós o direito, por assim dizer, de pedir explicações a Jesus. Com frequência nós não o compreendemos. Temos a coragem para dizer: não te compreendo, Senhor, ouve-me, ajuda-me a compreender. Desta forma, com esta franqueza que é o verdadeiro modo de rezar, de falar com Jesus, exprimimos a insuficiência da nossa capacidade de compreender, ao mesmo tempo colocamo-nos na atitude confiante de quem espera luz e força de quem é capaz de as doar.
Papa Bento XVI
enviada por Ernesto
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